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Moradia

Juro do financiamento sobe para 6,95%, o maior nível desde janeiro de 2025, e a venda de casa usada cai a 3,98 milhões ao ano

A taxa média de 30 anos subiu 0,19 ponto em uma semana, o maior salto de 2026. Do lado das transações, a venda de imóvel usado recuou 2% em agosto e o estoque chegou a 1,62 milhão de casas anunciadas.

Redação Brazuca News 20 de setembro de 2026, 11:18 1 visualizações
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Juro do financiamento sobe para 6,95%, o maior nível desde janeiro de 2025, e a venda de casa usada cai a 3,98 milhões ao ano
Foto: Thirdman / Pexels License

A taxa média do financiamento imobiliário de 30 anos nos Estados Unidos chegou a 6,95% na semana encerrada em 17 de setembro, contra 6,76% na semana anterior, segundo a série histórica mantida pelo Federal Reserve Bank de St. Louis a partir da pesquisa semanal da Freddie Mac. A alta de 0,19 ponto percentual foi a maior de 2026.

A taxa de 15 anos seguiu o mesmo caminho e passou de 6,09% para 6,26%. Um ano antes, na semana encerrada em 18 de setembro de 2025, as duas estavam bem mais baixas: 6,26% e 5,41%.

A maior alta semanal do ano.

O ano começou barato para quem ia financiar. Em 26 de fevereiro, a média de 30 anos marcou 5,98%, o piso de 2026. De lá para cá foram sete meses de subida quase contínua, com uma pausa em abril e maio. A diferença entre o melhor momento do ano e a taxa da semana passada chega a 0,97 ponto percentual.

Para achar a última vez em que essa média esteve em 6,95% ou acima, é preciso voltar à semana encerrada em 30 de janeiro de 2025. Foram mais de dezenove meses abaixo desse patamar.

Quanto isso pesa na prestação?

O índice sozinho diz pouco. O que muda a vida é a parcela. Numa casa de US$ 500 mil com 20% de entrada, o empréstimo fica em US$ 400 mil. A 6,76%, a parcela de principal e juros sai por cerca de US$ 2.597 por mês. A 6,95% vai para cerca de US$ 2.648. São US$ 51 a mais por mês por causa de uma única semana de mercado. O cálculo é do Brazuca News, em taxa fixa de 30 anos, sem contar imposto predial, seguro residencial e taxa de condomínio.

Na comparação com um ano atrás, o buraco é maior. A 6,26% do mesmo empréstimo de US$ 400 mil custaria cerca de US$ 2.465 mensais. A distância para os 6,95% de agora chega a US$ 183 por mês, perto de US$ 2,2 mil em um ano.

É a média nacional da pesquisa, não a taxa que o banco vai oferecer. A proposta final depende de score de crédito, tamanho da entrada, tipo de imóvel e do próprio credor. Por isso, a diferença entre duas cotações costuma valer mais do que a variação semanal do índice.

A venda de casa usada caiu de novo.

Do lado das transações, a National Association of Realtors informou em 10 de setembro que a venda de imóvel usado caiu 2% de julho para agosto e 1,2% na comparação com agosto de 2025, para um ritmo anualizado e ajustado sazonalmente de 3,98 milhões de unidades. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, ainda assim, a venda está 1,6% acima do mesmo período de 2025.

Lawrence Yun, economista-chefe da entidade, atribuiu a queda ao juro elevado e lembrou que taxa de financiamento e volume de vendas andam em direções opostas.

O estoque subiu, e isso muda a conversa.

O inventário fechou em agosto em 1,62 milhão de imóveis anunciados, o equivalente a 4,9 meses de oferta no ritmo atual de vendas. A própria NAR trata a faixa de quatro a seis meses como mercado equilibrado, o que representa mudança de clima depois de anos de disputa por cada anúncio.

O tempo até fechar negócio também se alongou: a mediana ficou em 31 dias. Compradores de primeira viagem responderam por 30% das vendas, e as compras à vista, por 27%.

O preço não cedeu.

Preço é outra história. A mediana nacional do imóvel usado ficou em US$ 429.100 em agosto, 1,6% acima de um ano atrás. Por região, o Oeste segue o mais caro, com mediana de US$ 619.100, seguido do Nordeste, com US$ 556.900. O Sul aparece com US$ 366.500 e o Meio-Oeste, com US$ 340.400.

Na variação mensal, o Oeste ficou estável e as outras três regiões recuaram: 4% no Nordeste, 3,1% no Meio-Oeste e 1,6% no Sul. Na comparação anual, o Oeste caiu 2,7%, o Nordeste 2% e o Meio-Oeste 2,1%, enquanto o Sul ficou no mesmo lugar.

Em Denver, menos negócio fechado e mais tempo para decidir.

O relatório da Denver Metro Association of Realtors, com os dados de agosto, mostra a mesma tensão. Foram 3.068 vendas fechadas na região metropolitana, queda de 18,99% sobre julho e de 17,35% sobre agosto de 2025. O preço mediano de fechamento ficou em US$ 594.495, praticamente igual ao de um ano antes e 1,74% abaixo do de julho.

O estoque terminou o mês em 13.080 imóveis à venda, quase o mesmo número de agosto do ano passado, depois de um pico sazonal de 13.115 em julho. A mediana de dias no MLS subiu de 21 em julho para 27 em agosto, ainda abaixo dos 30 registrados em agosto de 2025.

"Todo mês nos tenta dar um veredito único sobre o mercado: bom ou ruim, quente ou frio, mercado de comprador ou de vendedor." "Agosto resistiu a isso", escreveu Amanda Snitker, presidente do comitê de tendências de mercado da DMAR, no relatório. Outro integrante do comitê, Brad Colburn, anotou no mesmo documento que faz tempo que o comprador não tinha tanta margem de negociação, e que, do lado do vendedor, o comprador certo existe, só está mais difícil de achar.

O que olhar antes de assinar?

Para quem está em processo de compra agora, três pontos merecem atenção na conversa com o banco: por quanto tempo a taxa fica travada, quanto custa comprar pontos para derrubar o juro e se o vendedor aceita bancar parte desse custo. Com 4,9 meses de oferta no país e imóvel parado mais tempo à venda, esse tipo de pedido voltou a caber na mesa.

A Freddie Mac divulga a média seguinte toda quinta-feira. A NAR publica o dado de setembro no mês seguinte, e a DMAR atualiza o retrato de Denver no começo de cada mês.

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