A taxa média do financiamento imobiliário de 30 anos nos Estados Unidos chegou a 6,69% na pesquisa semanal da Freddie Mac divulgada em 6 de agosto, ante 6,66% na semana anterior. É o patamar mais alto em cerca de 11 meses.
No prazo de 15 anos, a média ficou em 6,01%, com leve recuo em relação aos 6,04% da semana anterior.
Por que os números que você vê não batem?
Quem pesquisa financiamento encontra taxas diferentes conforme a fonte, e isso confunde. A pesquisa da Freddie Mac mede a taxa oferecida a um perfil de comprador com bom crédito e entrada relevante. Levantamentos diários de mercado captam um universo mais amplo: no início de agosto, o U.S. News apontava média de 6,93% na compra, com o refinanciamento passando de 7%.
A conclusão prática é que a taxa anunciada em manchete é um piso de referência, não a oferta que chega ao balcão. Score de crédito, valor da entrada, tipo de imóvel e estado de residência mudam o número final.
O que a inflação de julho fez
O relatório de inflação divulgado em 12 de agosto — alta de 0,1% no mês e 3,4% em 12 meses — deu fôlego ao mercado de crédito imobiliário.
"O relatório de inflação de quarta-feira ofereceu ao mercado hipotecário motivo para um otimismo cauteloso. "Espero que as taxas cedam modestamente na próxima semana", disse James Sahnger, da C2 Financial Corporation.
Melissa Cohn, da William Raveis Mortgage, avaliou que as taxas devem ficar estáveis porque o dado ameno impediu a alta dos rendimentos dos títulos. Sean P. Salter, professor de finanças da Middle Tennessee State University, ponderou que o juro do Tesouro de 10 anos segue elevado, ainda que a inflação dê sinais de moderação na comparação anual.
Na pesquisa do Bankrate para a semana de 13 a 19 de agosto, 80% dos especialistas projetam estabilidade e 20% esperam queda. Nenhum previu alta.
O preço da casa não cedeu.
A mediana do preço de casa usada vendida em junho foi de 440.600 dólares, segundo a Associação Nacional de Corretores de Imóveis.
O quadro para quem compra tem dois lados. De um, o custo mensal segue alto pela combinação de preço e juro. De outro, há mais imóveis à venda do que nos anos de estoque apertado, e o preço de anúncio já aparece modestamente abaixo do de um ano atrás em vários mercados — o que devolve algum poder de negociação ao comprador.
O que fazer com essa informação?
Para quem está com proposta em análise, faz sentido pedir cotação a mais de um credor na mesma semana: a diferença entre ofertas costuma superar a variação semanal da média nacional. Consultas de crédito para financiamento imobiliário feitas em janela curta são tratadas como uma só no cálculo do score.
Para quem já financiou com taxa acima de 7%, vale acompanhar as próximas semanas — a decisão de refinanciar depende de quanto tempo a pessoa pretende ficar no imóvel e do custo de fechamento, não apenas da diferença de taxa.
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