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OPEP+ aumenta produção pelo 5º mês seguido, e petróleo volta ao nível pré-guerra — com efeito direto na bomba

Sete países do grupo aprovaram no domingo mais 188 mil barris por dia a partir de agosto, enquanto o Estreito de Ormuz reabre gradualmente após a guerra com o Irã. O barril, que quase dobrou em março, voltou à faixa dos US$ 70 — e a gasolina americana caiu para US$ 3,79 em média, quase 40 centavos abaixo de um mês atrás.

Redação Brazuca News 07 de July de 2026, 12:31 9 visualizações
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OPEP+ aumenta produção pelo 5º mês seguido, e petróleo volta ao nível pré-guerra — com efeito direto na bomba
Foto: Punit Singh / Pexels License

O petróleo completou a volta ao ponto de partida. Em reunião virtual no domingo (5), sete países da OPEP+ — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã — aprovaram elevar as cotas de produção em 188 mil barris por dia a partir de agosto, o quinto aumento mensal consecutivo do grupo. Com a oferta crescendo e o Estreito de Ormuz reabrindo gradualmente, o Brent recuou para menos de US$ 72 o barril e o WTI para cerca de US$ 68 — os níveis anteriores ao ataque dos EUA e de Israel ao Irã no fim de fevereiro, que no pico de março levou o Brent perto de US$ 120.

Arábia Saudita e Rússia ficam com as maiores fatias do aumento (62 mil barris/dia cada), seguidas do Iraque (26 mil). No comunicado, o grupo reafirmou “a importância de adotar uma abordagem cautelosa”, monitorando as condições de mercado.

Por que isso mexe no seu tanque

Para quem dirige nos EUA, a tradução é imediata: a média nacional da gasolina comum caiu para US$ 3,79 por galão nesta terça-feira, segundo a AAA — ante US$ 3,85 na semana passada e US$ 4,17 um mês atrás, queda de cerca de 9% em plena temporada de road trip. Gasolina, passagem aérea e frete respondem rápido ao barril, e a normalização de Ormuz é o motor do alívio.

O detalhe que explica a demora: os aumentos de cota de abril a julho — quase 800 mil barris por dia no acumulado — ficaram em boa parte no papel, porque a guerra fechou o Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros de membros centrais do grupo, como Arábia Saudita, Kuwait e Iraque. Pelo estreito passa cerca de 20% do petróleo mundial, e o tráfego comercial, embora em recuperação, segue abaixo do nível pré-conflito. A consultoria S&P Global Energy projeta recuperação plena da produção do Golfo só a partir do primeiro trimestre de 2027.

O que ainda pode dar errado

O alívio é real, mas apoiado numa trégua descrita como instável. O Irã alertou na semana passada que petroleiros que saírem das rotas aprovadas enfrentarão “resposta enérgica” — o tipo de incidente que pode devolver o prêmio de risco ao barril da noite para o dia. Os aumentos da OPEP+, vale lembrar o desenho, fazem parte da reversão gradual de um corte de 1,65 milhão de barris diários acertado em 2023: o grupo devolve oferta ao mercado no ritmo que lhe convém.

O calendário a observar: a OPEP+ volta a se reunir em 2 de agosto para definir setembro, e qualquer solavanco na trégua EUA-Irã aparece na bomba em dias. Por ora, para o brasileiro que abastece toda semana — e para quem planeja a viagem de verão —, o vento sopra a favor: cada tanque de 15 galões custa hoje quase US$ 6 menos do que há um mês. Num orçamento apertado, é dinheiro de mercado.

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