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Trump diz que a guerra com o Irã está perto do fim, e a gasolina chega a US$ 4,47 o galão nos EUA

Trump fala em acordo e planeja reunião com líderes do Golfo na terça (22), na ONU. O barril recuou para perto de US$ 105, mas a AAA registra alta na bomba e recorde do diesel.

Redação Brazuca News 18 de September de 2026, 11:12 2 visualizações
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Trump diz que a guerra com o Irã está perto do fim, e a gasolina chega a US$ 4,47 o galão nos EUA

O presidente Donald Trump disse na noite de quarta-feira (16) que os Estados Unidos estão "com sorte, perto do fim" da guerra com o Irã, que começou em 28 de fevereiro e chega perto dos sete meses. "Eles querem fazer um acordo, vamos ver como isso vai funcionar", afirmou a jornalistas na Carolina do Norte, segundo a CNBC. Trump disse também que falou com Teerã "diretamente", sem dar detalhes.

Para quem mora nos Estados Unidos, o efeito mais visível da guerra está no posto. A média nacional do galão de gasolina comum chegou a US$ 4,47 nesta sexta-feira (18), segundo a AAA, a associação americana de motoristas. Um ano atrás, era US$ 3,20.

O que Trump disse

A declaração veio num momento em que os esforços de Washington para retomar as negociações de cessar-fogo parecem travados, de acordo com a CNBC. Na quinta-feira (17), segundo a Fox News, Trump voltou a dizer que espera o fim da guerra, mas afirmou que pesa uma "grande decisão": ampliar a ação militar para "aniquilar" o regime iraniano ou seguir por um caminho que encerre o conflito.

Trump também afirmou na quarta-feira que 159 navios da Marinha iraniana foram afundados por forças americanas, informa a Fox. No mesmo dia, o presidente da Câmara, Mike Johnson, disse que a ameaça de uma arma nuclear iraniana foi "resolvida" e que os republicanos deveriam concentrar a atenção na queda do preço da gasolina antes das eleições de meio de mandato, segundo a emissora.

A reunião na ONU na terça-feira

Trump planeja se reunir com líderes do Golfo na próxima terça-feira (22), à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, para discutir os próximos passos da guerra, segundo reportagem do site Axios citada pela CNBC. A lista inclui os seis países do Conselho de Cooperação do Golfo: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Omã. Outros líderes árabes e muçulmanos podem ser convidados.

A conversa deve girar em torno das propostas americanas para o pós-guerra. Segundo o Axios, o plano para o "dia seguinte" não deve ser fechado antes das eleições americanas de novembro. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também quer se encontrar com Trump em Nova York, mas nenhuma reunião foi marcada.

O governo americano aprovou vistos para o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, o chanceler Abbas Araghchi e outros altos funcionários comparecerem à Assembleia Geral, informa a Fox. Na quinta-feira, o Departamento de Estado alertou lojistas da região de Nova York a não venderem artigos de luxo nem assinaturas de clubes atacadistas a diplomatas iranianos sem autorização prévia.

A guerra chega ao Iêmen

O conflito se espalhou para o Iêmen. Os houthis, grupo apoiado pelo Irã, intensificaram os ataques contra a Arábia Saudita e lançaram uma ofensiva por terra para controlar o estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica de petróleo que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, segundo a CNBC.

Os Estados Unidos dão apoio militar e de inteligência à Arábia Saudita, mas não entraram diretamente nos combates contra os houthis, informa a Fox. Diplomatas americanos se reuniram recentemente com representantes do grupo. Do lado iraniano, um alto funcionário disse à mídia estatal que o estreito de Ormuz vai continuar fechado até que Trump e Netanyahu deixem o poder, segundo a Fox.

O petróleo recua, mas segue acima de US$ 100

A Arábia Saudita fechou o oleoduto Leste-Oeste, que leva petróleo da costa leste do reino até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, depois de um ataque de drone, relata a CNBC. O preço do petróleo caiu na quinta-feira depois de notícias de que os sauditas organizaram embarques extras pelo porto de Sohar, em Omã, com transferência de carga de navio para navio.

O Brent, referência internacional, fechou a quinta-feira em queda de US$ 1,01, a US$ 104,82 o barril. O WTI, referência americana, caiu 52 centavos e fechou a US$ 101,91, segundo a Fox, com base em dados da agência Reuters.

O que isso significa na bomba

Nos postos, o movimento ainda é de alta. Os dados da AAA desta sexta-feira mostram:

  • gasolina comum: US$ 4,47 o galão, contra US$ 4,44 ontem, US$ 4,30 uma semana atrás e US$ 4,07 um mês atrás;
  • gasolina premium: US$ 5,35 o galão;
  • diesel: US$ 6,45 o galão, a maior média já registrada pela AAA, marcada nesta sexta.

O recorde da gasolina comum continua sendo o de junho de 2022, quando a média nacional bateu US$ 5,02, também segundo a AAA. Em um ano, o galão da gasolina comum ficou mais de US$ 1,25 mais caro.

O que dizem os analistas

Michael Feller, estrategista-chefe da consultoria Geopolitical Strategy, disse à CNBC que o Irã pode se abrir à negociação depois das eleições americanas. "O Irã pode estar disposto a fazer um acordo depois das eleições de meio de mandato. Se não, a guerra pode continuar até o fim de 2028, ou além", afirmou. Segundo ele, um alívio viria do conserto do oleoduto saudita, mas os estoques dos terminais de exportação acabam se a linha não voltar a funcionar em poucos dias.

Nazee Moini, pesquisadora associada do Middle East Institute, disse à Fox que o regime iraniano está sob pressão militar e econômica extrema e pode tanto partir para uma escalada contra os Estados Unidos quanto implodir. "Os dois cenários são possíveis ao mesmo tempo", afirmou.

O que vem a seguir

A semana que vem concentra as atenções em Nova York, com a Assembleia Geral da ONU e a reunião de Trump com os líderes do Golfo. O secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou a pedir na quarta-feira a redução das tensões e a volta da liberdade de navegação no estreito de Ormuz, segundo a CNBC. Ainda não está claro o que Washington vai exigir dos países do Golfo ou do Irã no pós-guerra.

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