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Temporada de incêndios chega a 7,9 milhões de acres e o país fica no nível máximo de mobilização

O National Interagency Fire Center registra 51.295 incêndios e 7,9 milhões de acres queimados até 26 de agosto, 165% da média de dez anos. São 93 grandes incêndios ativos e 22.356 pessoas mobilizadas.

Redação Brazuca News 27 de August de 2026, 03:02 1 visualizações
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Temporada de incêndios chega a 7,9 milhões de acres e o país fica no nível máximo de mobilização
Foto: Gasper Pogacar / Pexels License

Os Estados Unidos chegaram a 7,9 milhões de acres queimados em 2026, segundo o balanço do National Interagency Fire Center desta quarta-feira (26). São 51.295 incêndios no ano — 127% da média de dez anos em número de ocorrências e 165% em área queimada.

O país está no nível 5 de preparação, o mais alto de uma escala que vai de 1 a 5. Esse patamar significa que a demanda por equipes, aeronaves e equipamentos excede a capacidade de várias regiões ao mesmo tempo e que os recursos passam a ser distribuídos por prioridade nacional.

Onde o fogo está?

São 93 grandes incêndios sendo combatidos no país, com 22.356 bombeiros e equipes de apoio mobilizados.

A concentração é no Noroeste e no Interior Oeste. Pelo boletim do órgão, os estados com mais grandes incêndios ativos são:

  • Oregon, com 17;
  • Washington, com 15;
  • Montana, com 12;
  • Idaho, com 10;
  • Nevada, com 9.

O levantamento da Newsweek sobre os maiores incêndios ativos mostra o mesmo desenho: oito dos dez maiores ficam em Oregon, Washington e Idaho. O maior deles é o Big Grass Fire, no Oregon, com 579.169 acres e 85% de contenção. Em seguida vêm o Rowe Creek Complex, também no Oregon, com 373.785 acres, e o Coleman Creek Fire, com 308.721 acres.

Em Washington, o Sinlahekin Fire chegou a 154.162 acres com 44% de contenção, e o Little Giant Fire, com 137.294 acres, aparecia com apenas 10% contido no levantamento.

Grande nem sempre é o mais perigoso.

Há uma leitura que os números escondem. Vários dos maiores incêndios queimam em área remota, longe de casas, e por isso aparecem com contenção alta e pouco impacto direto sobre moradores.

A Newsweek registra o contrário: incêndios menores em região povoada causam mais estrago, por forçarem evacuação e ameaçarem infraestrutura — caso citado dos focos na região de Spokane, no leste de Washington.

Ou seja, acompanhar apenas o ranking de acres dá uma ideia enganosa do risco de cada família.

Por que a fumaça viaja?

A consequência que atravessa fronteiras estaduais é a qualidade do ar. Fumaça de incêndio florestal sobe, entra na circulação atmosférica e desce centenas ou milhares de quilômetros adiante, em estados sem nenhum foco ativo.

O componente que mais preocupa é a partícula fina, pequena o bastante para chegar ao fundo do pulmão e passar para a corrente sanguínea. Crianças, idosos, gestantes, pessoas com asma ou problema cardíaco e quem trabalha ao ar livre formam o grupo mais atingido.

Esse último grupo concentra boa parte da comunidade brasileira: construção civil, telhado, paisagismo, entrega e limpeza são ocupações que não param quando o céu fica cinza.

O que fazer em dia de fumaça?

Algumas medidas reduzem a exposição sem custo alto:

  • Checar o índice de qualidade do ar do bairro antes de programar atividade externa, sobretudo esporte de criança;
  • Manter janelas fechadas e usar o ar-condicionado em modo de recirculação nos picos;
  • trocar o filtro do sistema de ar da casa e, se possível, usar um de maior eficiência durante a temporada;
  • Máscara N95 bem ajustada ao rosto para quem precisa trabalhar fora — máscara de pano e cirúrgica não filtram partícula fina;
  • Evitar acender vela, incenso, lareira e fritura em dia ruim, porque tudo isso soma partícula ao ar de dentro de casa.

Trabalhador ao ar livre tem direito a proteção no ambiente de trabalho, e a exigência varia conforme o estado. Quem trabalha com fumaça densa e sem equipamento pode registrar reclamação junto ao órgão estadual de segurança do trabalho, sem necessidade de comprovar situação migratória.

O que esperar até o fim da temporada?

O pico da temporada no Oeste costuma se estender até que chegue a primeira chuva significativa do outono. Com o nível de preparação em 5 e mais de 22 mil pessoas já mobilizadas, a margem para atender um novo foco grande é estreita.

Para quem mora em área de interface entre cidade e mata, o momento é de conferir o básico: rota de saída definida, documentos e remédios em um único lugar de fácil acesso, e cadastro no sistema de alerta de emergência do condado, que envia aviso de evacuação por mensagem de texto.

O que significa nível 5?

A escala de preparação vai de 1 a 5 e mede a pressão sobre o sistema nacional de combate a incêndio, não a gravidade de um fogo específico.

Nos níveis mais baixos, cada região se vira com equipes próprias. No nível 5, a demanda supera a oferta em várias regiões ao mesmo tempo, e um comitê nacional passa a decidir quais incêndios recebem aeronave, equipe especializada e equipamento primeiro.

Na prática, é quando um incêndio novo pode ficar sem recurso disponível — motivo pelo qual autoridades pedem, nesses períodos, redobrada atenção à fogueira, churrasqueira e descarte de cigarro.

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