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Educação

Renda ganha fora dos EUA volta a contar na bolsa Pell, e o empréstimo para pós-graduação acaba em 1º de julho

As regras de ajuda financeira federal mudam no ciclo 2026-27: a renda estrangeira excluída do imposto passa a ser somada de volta no cálculo do Pell, o Grad PLUS deixa de aceitar novos tomadores e o Parent PLUS ganha teto de US$ 20 mil por ano.

Redação Brazuca News 04 de September de 2026, 12:04 2 visualizações
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Renda ganha fora dos EUA volta a contar na bolsa Pell, e o empréstimo para pós-graduação acaba em 1º de julho
Foto: George Pak / Pexels License

O Departamento de Educação alterou as regras de ajuda financeira federal para o ciclo 2026-27, e uma das mudanças atinge em cheio famílias que têm renda fora dos Estados Unidos: o valor da exclusão de renda estrangeira declarado no formulário passa a ser somado de volta à renda bruta ajustada quando o governo calcula o direito à bolsa Pell.

A alteração vem da lei apelidada de One Big Beautiful Bill Act, sancionada em 4 de julho de 2025. Ela também encerra o empréstimo federal para pós-graduação, cria teto para o empréstimo dos pais e muda o que entra na conta do patrimônio da família.

A renda de fora deixa de ficar de fora.

Muita família brasileira nos Estados Unidos declara renda obtida no Brasil e usa a exclusão de renda estrangeira prevista na legislação tributária americana. Para efeito de imposto, esse valor sai da conta.

Para efeito de bolsa Pell, deixa de sair. A partir do ciclo 2026-27, o montante excluído é somado de volta à renda bruta ajustada no cálculo da elegibilidade. Na prática, a família aparece com renda maior do que aparecia antes e pode perder um auxílio que vinha recebendo.

O novo corte do Pell

O Departamento de Educação fixou um limite objetivo: quem tiver Student Aid Index igual ou superior a US$ 14.790 fica inelegível para a bolsa Pell. Esse número corresponde ao dobro do valor máximo da bolsa no ciclo 2026-27.

Há exceção para dependentes de militares e de agentes de segurança pública mortos em serviço, que não são atingidos por esse corte. A Marquette University acrescenta, na orientação a seus alunos, que também perde o direito quem já recebe bolsas que cobrem integralmente o custo do curso.

O que sai do cálculo de patrimônio

Nem tudo apertou. A partir de 2026-27, três tipos de bem deixam de ser declarados como ativo da família: o patrimônio líquido de negócio familiar com 100 ou menos funcionários em tempo integral, o patrimônio da fazenda em que a família mora e o patrimônio de negócio familiar de pesca comercial.

Para famílias donas de pequeno comércio — situação comum na comunidade imigrante —, essa exclusão pode compensar parte do efeito das outras mudanças. O negócio deixa de inflar o patrimônio declarado no formulário.

O empréstimo de pós-graduação acaba

O Grad PLUS, empréstimo federal usado por quem faz mestrado, doutorado ou curso profissional, deixa de aceitar novos tomadores depois de 1.º de julho de 2026.

Quem estuda em programa profissional ganha uma compensação parcial: o limite anual do Federal Direct Unsubsidized Loan sobe para US$ 50 mil, com teto acumulado de US$ 200 mil. Áreas como direito, odontologia e psicologia em nível de doutorado entram nessa faixa.

O empréstimo dos pais ganha teto.

O Parent PLUS, usado pelos pais para bancar a graduação do filho, passa a ter limite para novos tomadores: até US$ 20 mil por ano acadêmico por estudante, com máximo de US$ 65 mil ao longo da vida por estudante.

Antes, esse empréstimo podia cobrir o custo total do curso menos a ajuda recebida, sem teto fixo. O limite muda o planejamento de quem contava com ele para fechar a conta da faculdade.

Um teto para tudo.

A lei também criou um limite vitalício geral de US$ 257.500 para todos os tipos de empréstimo estudantil federal somados, sem contar o Parent PLUS. É um teto que não existia nesse formato.

As mudanças de empréstimo valem a partir de 1.º de julho de 2026, enquanto as regras de cálculo do Pell e de patrimônio entram com o ciclo 2026-27 do formulário.

O que a família deve fazer agora?

A primeira conta a refazer é a do Pell: quem usou exclusão de renda estrangeira na declaração de imposto deve simular a elegibilidade somando esse valor de volta, para não descobrir a perda só quando a carta de auxílio chegar.

A segunda é conversar com o escritório de ajuda financeira da instituição antes de assinar qualquer empréstimo. São esses escritórios que aplicam as regras caso a caso e conhecem os programas próprios de cada estado e universidade, que continuam existindo por fora do sistema federal.

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