O Departamento de Educação abriu a qualquer estudante ou responsável a segunda fase do teste do FAFSA de 2027-28, o formulário que dá acesso ao auxílio estudantil federal. A abertura geral está marcada para até 1º de outubro de 2026, e quem quiser não precisa esperar.
O detalhe que muda a decisão é este: o formulário preenchido durante o teste é um FAFSA de verdade. Ele gera o registro oficial de 2027-28, o ISIR, que as instituições usam como base para montar o pacote de auxílio do aluno. Quem envia agora não refaz nada depois de 1º de outubro.
Como funciona o teste em duas fases?
A primeira fase começou em 5 de agosto de 2026, restrita a grupos convidados — distritos escolares, organizações comunitárias e instituições de ensino superior — em eventos presenciais e virtuais. A segunda fase foi ampliada no fim de agosto e passou a aceitar qualquer pessoa que peça acesso.
A entrada não é automática. O Departamento admite participantes em grupos ao longo do período de teste, e quem se cadastra entra numa fila.
Onde pedir acesso?
O pedido é feito em StudentAid.gov/joinbeta. É a mesma conta usada no formulário comum, e a página oficial orienta o interessado a solicitar por ali o acesso antecipado ao teste on-line.
Antes de começar, vale reunir o que o formulário costuma cobrar: conta criada no StudentAid.gov, documentos de renda e a definição de quem entra como contribuinte no pedido, o estudante sozinho ou também pai, mãe ou cônjuge, conforme a situação de dependência.
O que pode dar errado antes de 1.º de outubro?
O próprio Departamento avisa que a etapa é de teste. Instituições que baixarem os registros ISIR antes de 1º de outubro podem encontrar problemas de sistema capazes de causar atraso no processamento.
A orientação oficial é reportar qualquer falha ao fornecedor de software da instituição e à central de ajuda do FPS. Para a família, isso significa guardar o comprovante de envio e confirmar com o setor de auxílio financeiro da faculdade se o registro chegou.
Pai ou mãe sem Social Security também consegue preencher.
Todo contribuinte do FAFSA precisa de conta própria no StudentAid.gov, inclusive quem não tem número de Social Security. E há uma regra que causa confusão todo ano: não se usa o ITIN para abrir essa conta.
Na criação do cadastro, o responsável informa nome legal, data de nascimento, e-mail, telefone e endereço postal. O sistema pode pedir verificação de identidade por meio da TransUnion, com perguntas sobre endereços anteriores, telefones, empregadores ou propriedade de imóvel, tomando como base o endereço registrado.
Se as perguntas não aparecerem, ou se forem respondidas de forma errada, o cadastro não trava: segundo o guia da UnderstandingFAFSA.org, publicação do Center for New York City Affairs, da The New School, ainda é possível criar a conta e completar o FAFSA do estudante. Em formulário de papel, o campo do Social Security do responsável sem número é preenchido com 000-00-0000.
Sobre privacidade, o mesmo guia registra a posição oficial: a informação enviada no FAFSA deve ser usada apenas para determinar elegibilidade e alocar auxílio financeiro, e o Federal Student Aid é obrigado a manter a segurança dos dados pessoais.
No Colorado existe uma segunda porta: o CASFA.
Nem todo estudante se enquadra no formulário federal. No Colorado, quem é indocumentado e se enquadra na lei estadual ASSET usa o CASFA, a Colorado Application for State Financial Aid.
O Departamento de Educação Superior do Colorado descreve o CASFA como a aplicação estadual de auxílio criada para medir a necessidade financeira de estudantes historicamente excluídos do auxílio estadual e federal. É um caminho separado do FAFSA, com formulário próprio.
A página estadual mantém no ar, até esta quarta-feira, o aviso de que o FAFSA e o CASFA de 2026-27 seguem abertos. Quem ainda não pediu auxílio para o ano letivo em curso continua no prazo.
Por que a data importa?
O FAFSA não é só a porta do dinheiro federal. Muitos estados e faculdades usam as informações do formulário para decidir quem recebe auxílio estadual e institucional, e alguns programas privados também consultam esses dados para definir elegibilidade.
Como parte dessas verbas é limitada, chegar cedo tende a valer mais do que chegar completo um mês depois. Preencher durante a fase de teste, sem precisar refazer, encurta a fila de quem depende dessa conta para decidir se dá para começar a faculdade no ano que vem.
O que checar antes de sentar para preencher?
Três coisas resolvem a maior parte dos travamentos. Cada contribuinte precisa da própria conta no StudentAid.gov, porque uma pessoa não preenche tudo sozinha. O estudante dependente precisa identificar corretamente qual responsável entra como contribuinte obrigatório. E o envio feito no teste conta como envio oficial, então vale conferir os números antes de bater o botão.
Quem preferir esperar não perde nada: a versão pública abre até 1º de outubro, com o mesmo formulário e as mesmas regras.
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