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Prefeita de Seattle entrega na terça (22) o orçamento de 2027-28 com rombo de US$ 175 milhões, e o morador pode falar ao Conselho em 6 de outubro

Katie Wilson apresenta seu primeiro orçamento com um déficit de US$ 175 milhões e já antecipou 960 vagas de abrigo e US$ 11,2 milhões para evitar despejos em 2027. Imposto local sobre ganho de capital e ampliação da JumpStart estão entre as opções citadas por ela, e o voto final do Conselho é em 20 de novembro.

Redação Brazuca News 21 de September de 2026, 21:11 1 visualizações
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Prefeita de Seattle entrega na terça (22) o orçamento de 2027-28 com rombo de US$ 175 milhões, e o morador pode falar ao Conselho em 6 de outubro
Foto: Brett Sayles / Pexels License

A prefeita de Seattle, Katie Wilson, entrega nesta terça-feira (22) ao Conselho Municipal a proposta de orçamento da cidade para 2027 e 2028. É o primeiro orçamento da gestão dela, e ele precisa fechar um rombo de US$ 175 milhões herdado do ciclo anterior. O gabinete da prefeita informou em comunicado de 14 de setembro que a proposta seria divulgada "na próxima terça-feira", e a KOMO News confirmou dois dias depois que a apresentação ficou para esta semana.

O conteúdo exato da proposta ainda não é público. O que já se sabe vem do que a própria prefeita antecipou nas últimas semanas: um plano de abrigo, uma verba para segurar famílias na moradia e a moldura do déficit. A partir de terça, o Conselho tem dois meses de sessões, com duas audiências públicas abertas a qualquer morador, até o voto final em 20 de novembro.

O tamanho do buraco

Os US$ 175 milhões equivalem a cerca de 10% do fundo geral da cidade, segundo a FOX 13. Em junho, a prefeita disse à emissora que o déficit de 2027 ficou US$ 100 milhões acima do previsto inicialmente, por causa da inflação e da arrecadação de imposto sobre propriedade e sobre vendas abaixo do esperado. A projeção de então era de cerca de US$ 488 milhões de rombo acumulado em três anos.

"Temos problemas orçamentários muito sérios na cidade de Seattle agora. Temos um grande déficit, que é um déficit estrutural que vem de anos", disse Wilson à FOX 13 em junho.

O Seattle Times relatou, também em junho, que a prefeita pediu aos departamentos que simulassem cortes de 5% a 10% como exercício. A ideia de criar um distrito tributário próprio para o Corpo de Bombeiros, que teria nova receita de imposto sobre propriedade mediante aprovação dos eleitores, foi barrada pelo sindicato da categoria por falta de tempo.

Os impostos que estão na mesa

Em junho, Wilson citou duas opções de receita: um imposto municipal sobre ganho de capital e a ampliação da JumpStart, o imposto sobre a folha de pagamento das grandes empresas. Ela disse que "nada está fora da mesa". Nenhuma das duas foi confirmada como proposta até agora.

Uma estimativa da equipe da cidade em anos anteriores, citada pelo Seattle Times, indicava que um imposto de 2% sobre ganho de capital levaria mais de dois anos para começar a render e traria entre US$ 16 milhões e US$ 40 milhões por ano.

A JumpStart deve arrecadar US$ 410 milhões em 2026, segundo a Downtown Seattle Association, entidade empresarial contrária ao imposto. A mesma associação atribui a ele a perda de cerca de 30 mil empregos no centro e aponta que Seattle perdeu 1,3% dos empregos entre 2023 e 2025, enquanto Bellevue ganhou 12,6%. "Acho que mais impostos vão significar menos empregos em Seattle", disse Jon Scholes, presidente da entidade, à KOMO.

O plano de abrigo já foi apresentado.

Em 14 de setembro, a prefeita divulgou um plano de 960 vagas de abrigo até o fim de 2027, com custo estimado de US$ 37 milhões e atendimento de cerca de 1.750 pessoas por ano. O comunicado oficial fala em oito abrigos abrindo em 2027. A KOMO registrou que o número representa um recuo em relação à promessa de campanha de mil vagas por ano.

Segundo a emissora, 540 dessas vagas já estavam em desenvolvimento e 420 são novas. A gestão Wilson já abriu 187 vagas emergenciais. O financiamento sai de US$ 18 milhões a mais para o Departamento de Serviços Humanos e US$ 19 milhões de fundos existentes ou realocados. A prefeita disse que não vai buscar receita nova para essa iniciativa.

"Este plano não promete soluções rápidas que escondem problemas reais. "Ele investe em intervenções comprovadas", afirmou Wilson no comunicado. O condado de King tem 11.829 pessoas em situação de rua sem-abrigo, segundo a KOMO.

O que vai para quem aluga.

O mesmo plano reserva US$ 11,2 milhões em 2027 para famílias em risco de ficar sem casa, com aumento de US$ 1 milhão em assistência de aluguel e prevenção de despejo. A meta declarada é manter mais de 2 mil famílias na moradia.

Para o brasileiro que aluga em Seattle, essa é a linha do orçamento a acompanhar. O custo de vida na região segue pressionado: o índice de preços ao consumidor de Seattle-Tacoma-Bellevue subiu 4,4% em 12 meses até agosto, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA. Alimentação subiu 5,3%, energia 15,9% e moradia 2,6%.

Calendário do Conselho

O comitê especial de orçamento, presidido pelo vereador Dan Strauss e com Maritza Rivera como vice, publicou o calendário completo. As reuniões acontecem na Câmara do Conselho, na City Hall, 600 4th Ave, e as datas podem mudar.

  • 24, 25, 28 e 29 de setembro, às 9h30: apresentações dos departamentos.
  • 6 de outubro: primeira audiência pública, com comentário remoto a partir das 13h e presencial a partir das 17h.
  • 13, 14 e 15 de outubro, às 9h30, e 16 de outubro, às 14h: apresentações da equipe técnica do Conselho.
  • 27, 28 e 29 de outubro, às 9h30: emendas dos vereadores.
  • 4 de novembro, às 9h30: pacote de equilíbrio do presidente do comitê.
  • 5 de novembro: segunda audiência pública, 13h remoto e 17h presencial.
  • 13, 16 e 19 de novembro: votos em comitê.
  • 20 de novembro, às 9h30: reunião especial do Conselho com o voto final.

"Tenho grande preocupação neste ponto. "Já pegamos os frutos mais fáceis nos últimos anos", disse Strauss ao Seattle Times em junho.

Duas frentes paralelas da prefeita.

Em 9 de setembro, Wilson criou uma força-tarefa econômica de um ano, com as primeiras recomendações previstas para fevereiro, diante das demissões no setor de tecnologia e da vacância de escritórios. Em 18 de setembro, ela assinou a Ordem Executiva 2026-08, que monta uma equipe do Escritório de Orçamento, Finanças, Serviços Administrativos, Recursos Humanos e Tecnologia para modernizar operações, agilizar obras e avaliar o orçamento por resultados. As recomendações têm prazo até 30 de março de 2027.

"Alcançar sustentabilidade financeira exige acertar a base operacional", disse Aly Pennucci, diretora do Escritório de Orçamento da cidade, no comunicado.

O que o morador de Seattle pode fazer?

  • Quem aluga deve acompanhar se a verba de prevenção de despejo e assistência de aluguel sobrevive às emendas do Conselho.
  • Quem tem negócio ou trabalha em empresa grande deve acompanhar se a JumpStart muda de alíquota ou de alcance.
  • Quem quer opinar tem as datas de 6 de outubro e 5 de novembro, por vídeo ou na City Hall.

Onde confirmar?

  • Gabinete da prefeita de Seattle: comunicados de 14 e 18 de setembro de 2026.
  • Seattle City Council · Calendário do Select Budget Committee 2026
  • KOMO News · plano de abrigo (16/09) e força-tarefa econômica (09/09)
  • FOX 13 Seattle · opções de imposto e tamanho do déficit (junho de 2026)
  • The Seattle Times · exercício de cortes e distrito dos bombeiros (junho de 2026)
  • Bureau of Labor Statistics · CPI de Seattle-Tacoma-Bellevue, agosto de 2026

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