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Pirata somali se junta a houthi e mantém 44 marítimo refém no Mar Vermelho

Grupo pirata da Somália passou a atuar em conjunto com o houthi, apoiado pelo Irã, numa onda de sequestro de navio que já mantém 44 marítimo refém em três embarcação capturada no Mar Vermelho e no Golfo de Áden — rota por onde passa mais de US$ 1 trilhão em mercadoria todo ano.

Redação Brazuca News 28 de July de 2026, 07:25 51 visualizações
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Pirata somali se junta a houthi e mantém 44 marítimo refém no Mar Vermelho
Foto: Fred dendoktoor / Pexels License

Piratas da Somália passaram a atuar em "colaboração transacional" com o grupo houthi, apoiado pelo Irã, numa onda de sequestro de navios que já mantém 44 marítimos reféns em três embarcações capturadas no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, segundo a Fox News.

"Cobertura geopolítica" em troca de mão de obra local.

"O houthi fornece cobertura geopolítica, GPS e vigilância avançada, e o grupo somali fornece a mão de obra, os barcos pequenos na água", disse o analista Ido Shalev à Fox News.

Três navios capturados entre abril e maio.

Foram capturados o petroleiro MT Honour 25, ao largo da Somália, em 21 de abril; um navio de carga geral, em 26 de abril, redirecionado para o porto de Garacad; e o petroleiro MT Eureka, sequestrado ao largo de Shabwa, em 2 de maio, e levado rumo ao Golfo de Áden — a embarcação Sward também está entre as três capturadas mantidas reféns, segundo a Fox News e a The War Zone.

44 marítimo com comida e água escassa.

A Organização Marítima Internacional (IMO) confirma que 44 marítimos seguem reféns nas três embarcações, enfrentando escassez crítica de comida e água sob ameaça constante de violência, segundo a The War Zone.

"24 incidentes em três meses"

"Só nos últimos três meses, a IMO registrou 24 incidentes de pirataria e roubo armado tentado ou consumado contra navio na região, envolvendo arma cada vez mais perigosa e violência crescente", disse o secretário-geral da IMO, Arsenio Dominguez, segundo a The War Zone.

Ataque mais recente neste fim de semana.

O navio graneleiro Lady Naeima, com bandeira de Palau, foi atacado no Mar Vermelho no domingo, sem ferimento à tripulação. Em 2 de julho, o navio MV Golden Arsenal, com bandeira de São Vicente e Granadinas, já havia sofrido tentativa de ataque a cerca de 300 milhas náuticas a nordeste de Djibouti, segundo a The War Zone.

Nível de ameaça elevado a "substancial".

O Centro Conjunto de Informação Marítima elevou o nível de ameaça da região para "substancial" depois de sete episódios de pirataria registrados desde 11 de junho — o total de ataques saltou de 6 casos em 2023 para 22 em 2024, segundo a The War Zone.

Rota carrega mais de US$ 1 trilhão em mercadoria.

O Mar Vermelho é responsável por 12% a 15% do comércio mundial e cerca de 30% do tráfego de contêineres, movimentando mais de US$ 1 trilhão em mercadorias todo ano — o preço do petróleo Brent chegou perto de US$ 115 o barril neste trimestre, tornando o sequestro de navio ainda mais lucrativo para o grupo pirata, segundo a Fox News.

Arábia Saudita já redireciona petróleo por terra.

A Arábia Saudita já redireciona milhão de barril de petróleo por dia pelo próprio oleoduto Leste-Oeste até porto no Mar Vermelho, criando o que Shalev chama de "ambiente rico em alvo" para o grupo pirata, que explora o vácuo de segurança deixado por força naval concentrada em conter ameaça de míssil, segundo a Fox News.

Por que isso importa para o brasileiro nos EUA?

Para o brasileiro que acompanha o custo de vida nos Estados Unidos, a escalada da pirataria numa rota que movimenta mais de US$ 1 trilhão em mercadoria e boa parte do petróleo mundial pode pressionar o preço do combustível e de produto importado nos próximos meses, caso o conflito no Mar Vermelho continue se agravando.

 

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