Quem for renovar o passaporte brasileiro em um consulado nos Estados Unidos não sai mais do atendimento com o documento na mão. Desde 30 de julho, a impressão deixou de ser feita nas repartições e passou a ser centralizada na Casa da Moeda do Brasil.
O prazo informado pelos consulados é de até oito semanas para o documento ficar pronto. Depois de impresso e enviado ao consulado, o passaporte segue para o endereço do requerente pelo correio.
O que muda no dia do atendimento?
O procedimento de agendamento, coleta de dados biométricos e entrega de documentos segue igual. A diferença aparece no fim: em vez de aguardar a impressão e receber o passaporte ali, o cidadão conclui o atendimento e vai embora sem o documento.
Por isso, os consulados passaram a exigir que o próprio requerente forneça o envelope de retorno. A orientação nas unidades é levar dois envelopes flat-rate dos Correios americanos, com postagem suficiente e número de rastreio — algo em torno de US$ 12 no serviço Priority e US$ 35 no Priority Express.
Sem o envelope pré-pago com rastreio, o consulado não tem como despachar o documento. Vale conferir a página da unidade onde o atendimento foi marcado, porque cada consulado detalha o formato aceito.
Por que mudou?
A alteração chega em um momento de procura recorde por passaporte entre brasileiros que vivem fora, e depois de o Itamaraty reconhecer limitação orçamentária para comprar as cadernetas usadas na confecção do documento.
O ministério orientou consulados e embaixadas a controlarem o uso do estoque disponível de cadernetas. Na prática, isso se traduziu em menos vagas de agendamento em algumas unidades, principalmente onde há mais brasileiros concentrados.
Os prazos na prática
Em Nova York, a espera passou a ser de até 60 dias. O Consulado-Geral em Atlanta informa prazo de até oito semanas.
Quem mora em Colorado, Washington e nos demais estados atendidos por essas jurisdições precisa recalcular o planejamento. Um passaporte que vencia em três meses e antes dava tempo de resolver com folga agora entra na zona de risco.
O que fazer com antecedência
A recomendação que se extrai da mudança é simples: quem tem passaporte vencendo nos próximos seis meses deve iniciar o processo agora, não depois de comprar a passagem.
Isso vale em dobro para quem precisa do documento para outra finalidade — renovar carteira de motorista estadual, comprovar identidade em processo migratório nos Estados Unidos, matricular filho na escola ou abrir conta em banco. Nesses casos, ficar semanas sem o passaporte físico trava outras pendências.
Famílias com criança pequena têm um cuidado extra: passaporte de menor tem validade mais curta e vence com frequência, e o comparecimento presencial costuma ser exigido.
Os agendamentos seguem sendo feitos pelo sistema e-consular do Itamaraty, e a página de cada consulado traz a lista atualizada de documentos exigidos e o formato do envelope de retorno. Conferir essa lista antes de sair de casa evita perder a vaga e voltar para a fila de agendamento, que hoje é o gargalo mais caro do processo.
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