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Economia

Inflação americana desacelera para 3,4% em julho, com gasolina em queda e passagem aérea em disparada

O índice de preços ao consumidor subiu 0,1% em julho e acumula 3,4% em 12 meses, conforme o esperado pelos economistas. O núcleo ficou em 2,5% no ano, mas energia e passagens aéreas seguem muito acima do patamar de um ano atrás.

Redação Brazuca News 13 de August de 2026, 03:20 2 visualizações
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Inflação americana desacelera para 3,4% em julho, com gasolina em queda e passagem aérea em disparada
Foto: Nothing Ahead / Pexels License

O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos subiu 0,1% em julho e acumula alta de 3,4% em 12 meses, informou o Departamento do Trabalho em 12 de agosto. O resultado veio exatamente na linha do que economistas ouvidos pela LSEG projetavam.

O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia por serem os itens mais voláteis, avançou 0,2% no mês e 2,5% no ano — recuo de 0,1 ponto percentual em relação a junho.

O que caiu

A energia puxou o índice para baixo, com queda de 1,5% no mês. A gasolina recuou 2,9% em julho. O alívio, porém, é recente: na comparação com julho do ano passado, a energia ainda está 14,7% mais cara e a gasolina, 24,6%.

Esse descompasso tem explicação. A escalada de preços do primeiro semestre foi puxada pelo custo de energia ligado ao conflito com o Irã, e é essa base alta que continua pesando na comparação anual.

No grupo de alimentos, a alta foi de 0,1% no mês e 3,0% em 12 meses. O item de carnes, aves e pescados caiu 0,7% no mês, embora acumule 4,5% no ano.

O que continua subindo

A passagem aérea subiu 2,2% em julho e está 25,5% mais cara que um ano atrás — o item de maior alta anual entre os acompanhados, e um dado relevante para quem programa viagem ao Brasil.

A habitação, que inclui aluguel e o custo estimado da moradia própria, avança 3,2% em 12 meses e respondeu por cerca de dois terços da variação do índice cheio no mês.

O salário médio, por sua vez, cresce a um ritmo de 3,2% ao ano, abaixo da inflação de 3,4%. Na prática, o poder de compra segue perdendo terreno, ainda que por margem estreita.

Efeito nos juros

O dado esfriou a aposta em aperto monetário. Depois da divulgação, a probabilidade de o Federal Reserve manter os juros na reunião de setembro subiu para 61,9%, contra 51,6% no dia anterior, segundo a ferramenta FedWatch da CME. A chance de uma alta de 0,25 ponto caiu de 48,4% para 38,1%.

"Uma inflação em linha mantém intacta a narrativa de que não há necessidade de subir juros", avaliou Ellen Zentner, do Morgan Stanley. Lindsay Rosner, do Goldman Sachs, disse que o núcleo contido soma-se a sinais encorajadores de moderação.

As bolsas reagiram bem: o S&P 500 subiu 0,3%, o Nasdaq avançou 0,6% e o Dow Jones fechou estável.

O que isso significa no dia a dia

Três leituras práticas saem do relatório. Primeiro, o tanque ficou mais barato em julho, mas o orçamento anual de combustível segue bem acima do de 2025. Segundo, quem planeja viajar deve comprar passagem com antecedência, porque o item é o que mais encareceu no ano. Terceiro, a pressão do aluguel não cedeu — e é ela que sustenta a maior parte da inflação restante.

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