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FTC alerta para adesivo de QR code falso colado em parquímetro: o código leva a um site que rouba o cartão

Em alerta publicado em 3 de setembro, a Federal Trade Commission avisa que golpistas colam o próprio QR code por cima do código legítimo do parquímetro. Quem escaneia cai num site falso montado para capturar dados de pagamento.

Redação Brazuca News 04 de September de 2026, 12:02 2 visualizações
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FTC alerta para adesivo de QR code falso colado em parquímetro: o código leva a um site que rouba o cartão
Foto: Egor Komarov / Pexels License

A Federal Trade Commission publicou em 3 de setembro um alerta sobre um golpe simples e barato de executar: criminosos colam um adesivo com QR code próprio por cima do código legítimo estampado no parquímetro. Quem aponta a câmera do celular é levado a um site falso, montado para roubar dinheiro, dados pessoais ou os dois.

O golpe funciona porque copia o gesto que virou rotina. A pessoa chega apressada, encontra o parquímetro, escaneia o código e digita o cartão sem olhar o endereço que abriu. O adesivo custa centavos e o criminoso não precisa estar por perto quando a vítima paga.

O que a FTC descreve

No texto do alerta, a agência é direta ao dizer o que acontece depois do escaneamento: o código leva a "um site falso projetado para roubar seu dinheiro, suas informações pessoais, ou os dois". Não há defeito técnico envolvido — o QR code do golpista funciona exatamente como deveria, só que aponta para o lugar errado.

A FTC vem tratando o tema como uma família de golpes, e não como um caso isolado. O mesmo truque aparece em pacotes entregues, em avisos de pedágio e em cobranças falsas por mensagem.

Um caso concreto

Em Asheville, na Carolina do Norte, a prefeitura encontrou e removeu cerca de 15 adesivos falsos colados em parquímetros de vários pontos da cidade, incluindo a South Biltmore Avenue, a Cox Avenue perto dos correios e a Pack Square.

O detalhe mais útil da história de Asheville é a explicação que a cidade deu: ela não usa QR code para cobrar estacionamento, e nunca usou. Ou seja, qualquer código colado ali só podia ser fraude. A prefeitura citou justamente a facilidade de replicar esse tipo de golpe como o motivo de não adotar o recurso.

Como a FTC recomenda se proteger,

A agência concentra a orientação em três frentes. A primeira é olhar o endereço antes de tocar: a maioria dos leitores de QR code mostra uma prévia do link. É nessa prévia que aparecem os sinais de fraude — letras trocadas, domínio parecido com o oficial, erro de digitação no nome da cidade ou da empresa.

A segunda é manter sistema operacional e aplicativos atualizados, porque parte dos links maliciosos depende de falhas já corrigidas para comprometer o aparelho. A terceira é usar senha forte e autenticação em duas etapas nas contas, o que reduz o estrago quando algum dado escapa.

Sinais de que o adesivo é falso:

O adesivo fraudulento costuma se entregar pelo acabamento. Bordas descolando, superfície com relevo de duas camadas, cor ou logotipo que não combinam com o restante do equipamento e a impressão de que algo foi mexido recentemente são os indícios mais comuns.

Vale também passar o dedo sobre o código. Adesivo colado por cima de outro tem degrau perceptível ao toque. Se houver dúvida, o caminho seguro é ignorar o QR code e pagar de outra forma.

O jeito seguro de pagar

A recomendação da cidade de Asheville aos motoristas serve em qualquer lugar: pagar direto na máquina, usar o sistema oficial de pagamento por mensagem de texto, quando a cidade oferece, ou usar o aplicativo oficial de estacionamento.

Digitar o endereço do serviço de estacionamento à mão no navegador, em vez de chegar por um código colado no poste, elimina o problema de uma vez. É mais lento e é o que separa o pagamento legítimo do golpe.

O que fazer se já escaneou?

A FTC orienta a não interagir com o site suspeito, porque a página costuma insistir, pedindo dinheiro ou dados sensíveis. Quem já forneceu informação deve trocar imediatamente as senhas reaproveitadas em outras contas e revisar os extratos do banco e do cartão em busca de cobranças que não reconhece.

A denúncia vai para o ReportFraud.ftc.gov, canal oficial da agência. Quem viu o adesivo suspeito também pode avisar o setor de estacionamento da própria cidade, que é quem remove o material do equipamento — foi assim que Asheville localizou os 15 adesivos.

Por que isso pesa mais para quem é imigrante?

O prejuízo do golpe não está só no valor da tarifa. O site falso captura o número do cartão, e a cobrança indevida costuma aparecer depois, em compras que a pessoa não fez.

Contestar cobrança no cartão nos Estados Unidos é um direito do consumidor e não depende de status migratório. Quanto mais cedo a contestação chega ao banco, maior a chance de o valor voltar — e é por isso que revisar o extrato logo depois de um escaneamento duvidoso faz diferença real.

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