O único eclipse solar total de 2026 aconteceu em 12 de agosto e desenhou uma faixa estreita de escuridão sobre o norte da Rússia, o leste da Groenlândia, a costa oeste da Islândia, o oceano Atlântico, o norte da Espanha e um pedaço de Portugal.
Para a Espanha continental, foi a primeira totalidade desde 1905. Na Europa continental, o fenômeno não se repetia desde 1999.
Como foi
A totalidade durou pouco: menos de dois minutos e meio nos pontos mais favorecidos, no centro da faixa sobre a Groenlândia, a Rússia e o Atlântico Norte. A maior parte dos observadores dentro da faixa viu o Sol coberto por menos de dois minutos.
O horário variou muito conforme o lugar. Em Reykjavík, na Islândia, a totalidade ocorreu entre 17h48 e 17h49 no fuso local. Em León, na Espanha, o Sol só sumiu por completo entre 20h28 e 20h30, pouco antes do pôr do sol.
O eclipse começou no extremo norte da Rússia por volta das 13h no horário do leste dos Estados Unidos, alcançou a Groenlândia meia hora depois, chegou à Islândia perto das 13h45 e ao norte da Espanha por volta das 14h30, encerrando-se às 14h45. Em Londres, o máximo foi às 14h13, com 91% do disco solar coberto.
Onde deu para ver dos Estados Unidos
O eclipse apareceu na forma parcial em partes do norte dos Estados Unidos — numa faixa que vai do Alasca à Carolina do Norte —, na maior parte do Canadá, em boa parte da Europa e no noroeste da África.
Nesses lugares, o Sol nunca foi coberto por inteiro, o que exige proteção ocular durante todo o fenômeno. A NASA reforça que só é seguro olhar diretamente durante os breves instantes da totalidade, e apenas para quem está dentro da faixa. Fora disso, é preciso usar óculos de eclipse certificados pela norma ISO 12312-2 ou filtros solares apropriados, e nunca olhar por binóculo, luneta ou câmera usando os óculos de eclipse.
Quando será o próximo em solo americano
Quem mora nos Estados Unidos e perdeu o eclipse total de abril de 2024 terá de esperar bastante. A próxima totalidade visível no país acontece em 2044, restrita a Montana e às Dakotas do Norte e do Sul.
No ano seguinte, em 2045, a faixa será bem mais generosa: cruzará o país do norte da Califórnia até a Flórida. Depois vêm 2052, atingindo o Sudeste — Flórida, Geórgia e Carolina do Sul —, e 2079, no Nordeste americano.
Para quem quiser ver antes, o próximo eclipse total do calendário mundial exige viagem, e a regra de ouro dos caçadores de eclipse continua valendo: reservar hospedagem com muita antecedência e escolher o destino pela probabilidade de céu limpo, não pela distância.
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