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Dólar sobe a R$ 5,18 com nervosismo eleitoral, e remessa ao Brasil rende mais que há uma semana

A moeda americana fechou em alta de 0,37% em 12 de agosto, aos R$ 5,1799, enquanto o Ibovespa caiu pela sétima sessão seguida. O mercado precifica a eleição de outubro e o rumo das contas públicas.

Redação Brazuca News 13 de August de 2026, 03:20 2 visualizações
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Dólar sobe a R$ 5,18 com nervosismo eleitoral, e remessa ao Brasil rende mais que há uma semana
Foto: Daniel Dan / Pexels License

O dólar fechou em alta de 0,37% em 12 de agosto, cotado a R$ 5,1799 no mercado à vista. Em 6 de agosto, a moeda estava em R$ 5,10 — ou seja, quem enviou dinheiro ao Brasil nesta quarta-feira converteu cerca de 1,5% a mais em reais do que na semana anterior.

O Ibovespa fechou aos 167.491,07 pontos, com queda de 0,23%, na sétima sessão consecutiva de perdas.

O que está por trás do movimento

O mercado atribui o desconforto a três fatores combinados.

O primeiro é a eleição presidencial de outubro, que passou a dominar as decisões de investimento e a alimentar prêmio de risco sobre ativos brasileiros. O segundo é a trajetória fiscal: o JP Morgan divulgou avaliação de que a situação das contas públicas brasileiras fica cada vez mais frágil à medida que a disputa se aproxima. O terceiro é a saída de investidores estrangeiros da bolsa.

No campo dos juros, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic de 14,25% para 14,00% ao ano no início do mês, quarto corte consecutivo do ciclo iniciado em março. A ata veio em tom duro, indicando que a taxa permanecerá elevada e que a batalha contra a inflação está longe de vencida.

Esse patamar de juros é justamente o que vinha segurando o real valorizado ao longo do ano: o diferencial entre os juros brasileiros e os americanos atrai capital e pressiona a cotação do dólar para baixo. O que mudou agora foi o peso do risco político sobre esse cálculo.

O que isso significa para quem envia dinheiro

Para quem mora nos Estados Unidos e sustenta família no Brasil, dólar mais alto significa mais reais no destino. Uma remessa de mil dólares que rendia cerca de R$ 5.100 no início do mês passou a render aproximadamente R$ 5.180.

A diferença parece pequena em uma operação isolada, mas se acumula em quem envia todo mês. Dois cuidados ajudam a capturar esse ganho: comparar a cotação oferecida pela casa de câmbio ou aplicativo com a cotação comercial do dia — a diferença entre as duas é a margem real cobrada —, e conferir a taxa fixa por operação, que costuma pesar mais em remessas pequenas.

Vale lembrar que quem tem despesas em reais e receita em dólar se beneficia da alta; quem tem dívida em dólar e receita em reais, não.

O que observar daqui para frente

O Banco Central informou que o fluxo cambial no ano acumula saldo positivo de 20,348 bilhões de dólares até 7 de agosto, segundo dados preliminares. É o contrapeso técnico ao nervosismo político: entra mais dólar no país do que sai.

Até outubro, a tendência é de que a cotação oscile ao sabor das pesquisas eleitorais e das sinalizações fiscais, o que torna arriscado apostar em um momento "ideal" para remeter. Para quem envia valores mensais e previsíveis, dividir a remessa em duas datas do mês costuma reduzir o efeito da volatilidade melhor do que tentar acertar o pico.

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