Estudantes de mais de 200 escolas do Colorado deixaram a sala de aula na tarde de sexta-feira, 4 de setembro, em protesto contra a fiscalização migratória federal. Foi a maior mobilização estudantil do estado neste ano, e o ponto de encontro da região metropolitana de Denver foi o La Alma-Lincoln Park, ao meio-dia.
Centenas de adolescentes ocuparam o parque. Havia DJ, food trucks e alunos dançando; discursaram estudantes e representantes de organizações locais que montaram mesas com material de orientação. Depois, o grupo caminhou pelo bairro.
O que aconteceu no parque?
O ato transcorreu majoritariamente pacífico até a chegada de manifestantes contrários. Um adulto entrou no parque com um cartaz de apoio ao ICE. Estudantes o cercaram, gritaram palavras de ordem e destruíram o cartaz. Cerca de duas horas depois, ele voltou; um grupo correu atrás dele atirando garrafas de água, e um estudante o atingiu na nuca com uma garrafa metálica. O homem saiu do local.
A polícia de Denver chegou depois da agressão. Segundo o registro policial, houve cinco ocorrências de agressão ou confronto na manifestação: três pessoas foram levadas ao hospital com ferimentos não especificados, uma foi atendida no local e outra saiu antes de falar com os policiais.
Em nota, a corporação afirmou que a manifestação não tinha autorização nem plano de segurança, “o que contribuiu para um ambiente inseguro para os participantes”. Quando os estudantes se prepararam para marchar pelas ruas ao redor, os policiais classificaram a reunião como ilegal e mandaram o grupo se dispersar. Os alunos então caminharam por mais de trinta minutos pelas calçadas.
Quem organizou
A mobilização foi puxada por organizações estudantis, entre elas a Colorado Youth Coalition. Bre Kennedy, do terceiro ano da Grandview High School e cofundadora do grupo, discursou no ato, assim como estudantes de várias escolas de Denver e da região: Kudo Macher, Kennedy Fox e Macy Brown, de 15 anos, da Denver School of the Arts; Elliot Valdez, 17, da Denver Montessori; Jesse Monte, 15, de Aurora; Naya Ferguson, 16, da Bear Creek High School; e Zariah Whitfield, do último ano da Denver North High School.
Também falaram ao público a senadora estadual Julie Gonzales e a candidata ao 1.º Distrito Congressional, Melat Kiros.
O que a família precisa saber
Sair da escola em horário de aula sem autorização conta como falta, e a regra de cada distrito vale normalmente — inclusive as consequências previstas para ausência não justificada. Vale a conversa em casa: participar de manifestação é direito, mas o registro de frequência não muda por causa do motivo.
Para a família imigrante, há uma segunda camada. Um ato sem autorização e sem plano de segurança, como a própria polícia classificou este, é um ambiente em que qualquer confusão pode terminar em identificação e boletim de ocorrência. Para quem tem processo migratório em curso, envolvimento em ocorrência policial é o tipo de detalhe que reaparece depois.
Onde confirmar?
- The Colorado Sun — “Colorado-wide student protest against ICE turns violent in Denver” (https://coloradosun.com/2026/09/04/colorado-ice-protests-students-denver-immigration/)
- Colorado Newsline — “Colorado high school students participate in statewide walkout to protest ICE”, de Lindsey Toomer (https://www.yahoo.com/news/politics/articles/colorado-high-school-students-plan-165156226.html)
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