A polícia estadual e local de Washington — incluindo Patrulha Rodoviária, xerife de condado, departamento de polícia e agente de segurança escolar — não pode perguntar rotineiramente sobre o status migratório, a cidadania ou o local de nascimento de uma pessoa, salvo quando essa informação tiver ligação direta com investigação de crime estadual ou local, segundo o gabinete do procurador-geral de Washington.
A lei, chamada Keep Washington Working Act, também proíbe a prisão de alguém só para determinar o próprio status migratório, ou baseada apenas em mandado administrativo, detenção ou pedido de retenção do ICE — pedido desse tipo, sem ordem de juiz federal, não obriga nenhuma agência estadual a agir.
Órgão estadual e local também não pode fornecer informação pessoal não disponível publicamente, como endereço residencial, à autoridade federal de imigração para assunto puramente civil, exceto quando exigido por lei ou ordem judicial.
A lei ainda proíbe que agência estadual ou local firme acordo do tipo 287(g), que concede a agente local autoridade para fiscalizar imigração em nome do governo federal.
Presença sem autorização nos Estados Unidos é regida por lei federal e não é, por si só, crime — princípio que a própria lei estadual reforça, segundo o procurador-geral de Washington.
A lei também restringe fiscalização de imigração em local sensível, como escola pública, tribunal e unidade de saúde — agente federal precisa de permissão para acessar sala de aula, escritório ou área reservada a funcionário nesses locais.
Aprovada em 2019, a lei busca reforçar a segurança pública e proteger a privacidade e o direito civil de todo morador de Washington — estado onde cerca de 1 em cada 7 residentes é imigrante, segundo a ACLU de Washington.