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Volta às aulas mais cara da história: ano letivo deve custar perto de US$ 4.000 por filho

Análise do Groundwork Collaborative e da Century Foundation com dados de 50 mil varejistas mostra material escolar 8% mais caro e lancheira 11% mais cara que em 2025, com tarifas de importação empurrando os preços. Lancheiras subiram 27%; cadernos, 23%.

Redação Brazuca News 03 de August de 2026, 15:41 3 visualizações
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Volta às aulas mais cara da história: ano letivo deve custar perto de US$ 4.000 por filho
Foto: Jacob Yavin / Pexels License

A conta da volta às aulas de 2026 chegou, e é a mais alta já registrada. Um estudo do Groundwork Collaborative e da The Century Foundation, feito com dados de varejo da NielsenIQ cobrindo cerca de 50 mil varejistas, calcula que o ano letivo 2026-27 vai custar perto de US$ 4.000 por criança — somando cerca de US$ 175 em material escolar e US$ 3.800 em lanches preparados em casa ao longo do ano.

No total, o ano letivo sai cerca de 10,7% mais caro que o anterior. A cesta típica de material escolar subiu quase 8% em relação a 2025, e os itens de lancheira ficaram cerca de 11% mais caros, segundo a análise divulgada na última semana de julho.

O que mais subiu

As maiores altas estão justamente nos itens que toda família compra:

  • Lancheiras: +27%
  • Cadernos de uma matéria: +23%
  • Fichas de estudo (index cards): +22%
  • Papel de fichário: +20%

Na comida, o aperto é parecido: blueberries subiram 48%, o pão de forma ficou 22% mais caro e o suco de maçã, 20%, segundo os dados reproduzidos pela CBS News e pelo The 19th.

Por que tudo subiu: tarifas

O estudo aponta as tarifas de importação como motor central das altas. Canetas, marcadores, cadernos e cola vendidos nos EUA são majoritariamente fabricados no exterior — e empresas como Newell Brands e Logitech citaram as tarifas ao justificar reajustes de preço, segundo a CBS News.

"Os preços mais altos da gasolina se espalharam para comida e roupa, e as tarifas também estão pesando sobre esses itens", disse Lindsay Owens, diretora-executiva do Groundwork Collaborative, à CBS News.

O peso não se distribui por igual dentro de casa. "Está pesando particularmente sobre as mães", afirmou Julie Margetta Morgan, presidente da The Century Foundation, ao The 19th.

Famílias se endividando.

O aperto aparece nas pesquisas de consumo. Uma sondagem da Credit Karma, citada pela CBS News, mostra que 45% dos pais esperam se endividar para bancar as compras de volta às aulas. Outra pesquisa, da Deloitte, indica que metade das famílias planeja cortar despesas domésticas para acomodar os gastos escolares.

O cenário é ainda mais duro para famílias de baixa renda: 1,5 milhão de crianças perderam benefícios do SNAP, o programa de assistência alimentar, no último ano, segundo a reportagem do The 19th.

Como aliviar a conta?

Para a família brasileira que está montando a lista de material agora, algumas saídas práticas ajudam a segurar o orçamento:

  • Compre pelo peso da alta. Os itens que mais subiram — lancheira, caderno, papel — são os que mais valem pesquisa de preço entre lojas e marcas próprias de supermercado.
  • Aproveite o que sobrou do ano passado. Mochila, lancheira e tesoura em bom estado não precisam ser trocadas todo ano.
  • Verifique o distrito escolar. Muitos distritos e organizações comunitárias distribuem material gratuito em agosto; escolas costumam divulgar as feiras de doação nas semanas antes do início das aulas.
  • Na lancheira, fuja dos vilões. Os itens que mais subiram (frutas vermelhas, pão de forma, suco de caixinha) têm substitutos mais baratos, como frutas da estação e água.

As aulas na maioria dos distritos do Colorado e de Washington começam entre meados e o fim de agosto — ainda dá tempo de comparar preços antes da correria da última semana.

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