O Distrito Escolar Central de Salamanca, no interior do estado de Nova York, suspendeu o plano de usar o robô humanoide "Sally" em sala de aula, depois de pais, professor e a própria Secretaria de Educação do estado levantarem preocupação com o projeto, segundo a Spectrum Local News.
Robô custou quase US$ 60 mil.
O conselho escolar havia aprovado a compra de quase US$ 60 mil do robô, fabricado pela empresa Realbotix, com o objetivo de auxiliar alunos do ensino médio que estudam robótica e tecnologia, segundo a Spectrum Local News.
Vínculo do fabricante gera desconforto.
Representante do sindicato de professores levantou objeção ao vínculo da Realbotix com uma empresa irmã que fabrica boneca sexual com inteligência artificial — motivo de desconforto entre família e educador da região, segundo a Spectrum Local News.
Preocupação com a privacidade do próprio aluno.
Pai e mãe de aluno se preocuparam com a forma como o dado pessoal do estudante seria coletado e usado pelo robô — o distrito afirma que o equipamento não coleta informação pessoal, não grava interação e não se conecta à internet, com todo dado armazenado localmente, segundo a Spectrum Local News.
Secretaria estadual de educação cobra cautela.
A secretária de Educação do estado de Nova York, Betty Rosa, disse que "muito pai, professor e interessado estão, com razão, preocupados com a presença de tecnologia de inteligência artificial em sala de aula, principalmente quando envolve robô que se parece com humano", segundo o Washington Times.
"Nenhum robô pode substituir um humano na escola."
O superintendente do distrito, Mark Beehler, defendeu o projeto, dizendo que "não há nenhuma forma possível de um robô substituir um humano numa escola" e destacando que a experiência com robótica beneficia comunidade isolada como a de Salamanca, segundo a Spectrum Local News.
Sindicato e aluno recém-formado discordam.
A presidente do sindicato de professores, Melinda Person, rebateu: "Nossos alunos não precisam de robô. Eles precisam de relação real com adulto que se importa", segundo a Spectrum Local News. Já o recém-formado Joplin Ficek sugeriu que o distrito deveria "contratar mais gente disposta a se dedicar às crianças", segundo o Washington Times.
Projeto segue em pausa até acordo de privacidade.
O piloto do robô segue suspenso enquanto o distrito negocia "acordo reforçado de privacidade de dado do aluno" com autoridade estadual e mantém diálogo com a comunidade local, segundo a Spectrum Local News.
Por que isso importa para o brasileiro nos EUA?
Para o brasileiro com filho matriculado em escola pública nos Estados Unidos, o caso de Salamanca mostra que distrito escolar tem enfrentado resistência real de pai e professor diante da chegada de robô com inteligência artificial em sala de aula — vale acompanhar como a própria escola do filho trata questão de privacidade de dado antes de qualquer nova tecnologia ser adotada.
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