Voltaram as obras que apertam o trânsito no coração de Seattle. O Departamento de Transportes de Washington (WSDOT) retomou em meados de julho o projeto Revive I-5 na ponte do Ship Canal, e o resultado é uma redução de faixas que deve durar até o fim de 2026. No sentido norte, a rodovia fica limitada a duas faixas sobre a ponte por meses.
A redução muda também o funcionamento das faixas expressas. Elas passam a operar apenas no sentido norte, 24 horas por dia, o que significa que não haverá a inversão para o sentido sul nas manhãs, como costuma acontecer. Motoristas que usam a I-5 para chegar ou atravessar Seattle devem contar com atrasos.
Por que a obra parou e voltou
Os trabalhos chegaram a ser interrompidos para os jogos da Copa do Mundo da FIFA em Seattle, entre 8 de junho e 10 de julho, período em que a zona de obras foi removida e todas as faixas ficaram abertas. Com o fim das partidas, as equipes retomaram a intervenção e o esquema de faixas reduzidas voltou a valer a partir de meados de julho.
A WSDOT informa que as equipes trabalham para concluir a etapa o mais rápido possível, dado o impacto da obra sobre um dos trechos mais movimentados da região.
O que está sendo feito
A intervenção faz parte de um esforço maior de preservação da I-5. Nesta fase, as equipes reparam e recapeiam o tabuleiro superior da ponte, substituem concreto e juntas de dilatação já desgastadas, melhoram a drenagem e resolvem outros problemas de manutenção da estrutura.
São reparos considerados necessários para manter em condições uma via essencial, que serve de espinha dorsal para o tráfego que corta a cidade de norte a sul.
O impacto no trânsito
Com o sentido norte reduzido de quatro para duas faixas, a margem para imprevistos fica pequena. A própria WSDOT alerta que até uma única colisão ou um veículo enguiçado pode desorganizar bastante o fluxo e ampliar as filas.
Para quem depende da I-5 no trajeto diário de casa para o trabalho, isso pesa sobretudo nos horários de pico e em qualquer dia com acidente na via.
Como se planejar
A orientação prática é sair com folga de tempo, especialmente nos picos da manhã e do fim de tarde, e considerar rotas alternativas ou o transporte público em alguns trechos. Ajustar o horário do deslocamento para fora dos picos, quando possível, também ajuda a fugir das filas.
Vale acompanhar as atualizações da WSDOT sobre o andamento da obra e possíveis fechamentos adicionais de faixas, já que o cronograma pode ter ajustes ao longo dos meses.
Como o esquema de faixas reduzidas deve seguir até o fim de 2026, o mais seguro é incorporar o tempo extra à rotina em vez de contar com a via liberada. Os detalhes oficiais do projeto e a cobertura completa estão nas fontes indicadas no rodapé.
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