Washington registrou 27 casos provisórios de cyclosporiasis desde 1º de maio de 2026, segundo a KOMO News. O próprio estado fez questão de esclarecer: "Washington NÃO tem um surto de cyclosporiasis" — os casos não têm ligação com o surto multiestadual que atinge outras 31 regiões do país.
De onde vieram os casos?
Das 27 ocorrências, 22 envolveram viagem internacional para área onde o parasita é comum, apenas 3 foram adquiridas dentro dos Estados Unidos, e 2 têm histórico de viagem desconhecido, segundo a KOMO News. Nenhum caso resultou em hospitalização ou morte.
O que é a cyclosporiasis?
A doença é causada por um parasita transmitido geralmente por alimento contaminado, com sintomas surgindo cerca de uma semana após a exposição: diarreia aquosa e frequente — descrita como "explosiva" —, cólica abdominal, náusea, vômito, perda de apetite, fadiga e febre baixa, segundo o próprio Departamento de Saúde Pública de Seattle e King County. Sem tratamento, o sintoma pode persistir por semanas ou meses, com possível recaída.
Alimento sob suspeita.
Investigadores estão examinando produtos hortifrutigranjeiros frescos como possível origem, já que o parasita já foi associado no passado a coentro, manjericão, folha verde e fruta vermelha (berry) — mas nenhuma fonte específica foi identificada na investigação atual, segundo a KOMO News.
Por que o diagnóstico pode passar despercebido?
O próprio King County orienta médicos a considerar cyclosporiasis em pacientes com diarreia prolongada entre maio e agosto, e a solicitar teste específico para o parasita — já que exame de rotina pode não detectar a doença. O tratamento recomendado é de 7 a 10 dias de sulfametoxazol-trimetoprima (TMP-SMX) para caso confirmado.
Como se proteger
A recomendação para o público é lavar fruta e verdura fresca em água corrente antes de consumir, manter boa higiene das mãos ao preparar alimento e procurar atendimento médico em caso de diarreia grave ou persistente com sinal de desidratação. Cozinhar o alimento a 70°C ou mais elimina o parasita — e a transmissão de pessoa para pessoa é considerada improvável, dado o próprio ciclo de vida do parasita.
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