O El Niño está se fortalecendo e tem 97% de chance de persistir até o início da primavera de 2027, segundo boletim do Centro de Previsão Climática da NOAA (agência oficial de clima e oceano dos Estados Unidos) publicado em 9 de julho de 2026. A mesma análise aponta 81% de chance de o fenômeno atingir força "muito forte" no trimestre de outubro a dezembro — o que colocaria este El Niño entre os mais intensos já registrados desde 1950.
O que costuma acontecer num El Niño forte
Em anos de El Niño, o inverno costuma trazer mais chuva que a média para o sul dos Estados Unidos, incluindo Califórnia e Sudoeste — mas o Noroeste do Pacífico e as Montanhas Rochosas do Norte tendem a ter inverno mais seco e mais quente que a média, segundo o SnowBrains, portal especializado em neve e clima de montanha. Esse padrão afeta diretamente as regiões onde ficam Seattle e Denver.
Nenhum El Niño se comporta exatamente igual
A própria NOAA faz a ressalva: "the strongest El Niño events do not lead to the typical impact everywhere" (os eventos mais fortes de El Niño não levam ao impacto típico em todo lugar) — ou seja, a intensidade do fenômeno não garante que o padrão de seca e calor no Noroeste vá se repetir com a mesma força de outros anos. A agência recomenda acompanhar as previsões sazonais regionais, atualizadas mensalmente, para estimativas mais precisas por área.
Por que vale ficar de olho desde já
Um inverno mais seco e quente no Colorado chega em cima de uma seca que já atinge cerca de 93% do estado neste verão — e menos neve nas montanhas ao longo do inverno significa menos água acumulada para abastecer rios e reservatórios na primavera seguinte. Em Seattle e no resto de Washington, um inverno mais seco também pode significar menos neve nas montanhas Cascade, fonte de boa parte da água usada na região durante o verão.
Para quem mora em qualquer uma das duas regiões, o sinal de El Niño forte é motivo para acompanhar de perto as previsões sazonais da NOAA ao longo dos próximos meses — tanto para planejar gasto com aquecimento num inverno potencialmente mais ameno quanto para entender o risco de seca que pode se estender para o próximo verão.
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