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Seguro contra enchente na Flórida passa a valer para casa de US$ 400 mil ou mais

A Citizens Property Insurance, maior seguradora estatal da Flórida, amplia a exigência de seguro contra enchente separado a cada ano — e vai cobrir toda apólice a partir de 2027. Ao mesmo tempo, o programa federal de seguro contra enchente corre risco de expirar em 30 de setembro se o Congresso não agir.

Redação Brazuca News 14 de July de 2026, 11:24 1 visualizações
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Seguro contra enchente na Flórida passa a valer para casa de US$ 400 mil ou mais
Foto: Helena Jankovičová Kováčová / Pexels License

A Citizens Property Insurance Corporation, maior seguradora de imóveis administrada pelo estado da Flórida, passou a exigir seguro contra enchente separado de qualquer casa com Coverage A — o custo estimado para reconstruir o imóvel — a partir de US$ 400 mil em 2026, segundo o site especializado Flood Insurance Guru. O limite vem caindo ano a ano: era US$ 600 mil em 2024, caiu para US$ 500 mil em 2025, e chega a US$ 400 mil neste ano. Em 2027, a exigência passa a valer para toda apólice da Citizens, sem piso de valor — com exceção temporária para unidades de condomínio (HO-6), que ficam de fora até lá.

O que o dono do imóvel precisa fazer

Para continuar em dia com a Citizens, o proprietário dentro da faixa de valor precisa contratar uma apólice de seguro contra enchente — seja pelo programa federal (NFIP) ou por seguradora privada aprovada —, apresentar uma declaração chamada "Policyholder Affirmation Regarding Flood Insurance" e entregar cópia da página de declarações da apólice ativa antes da renovação. Quem não cumprir a exigência corre risco de ter a própria apólice da Citizens não renovada, segundo o Flood Insurance Guru.

O programa federal também corre risco

Enquanto isso, a autorização do próprio Programa Nacional de Seguro contra Enchentes (NFIP), o mais usado pelos proprietários para cumprir esse tipo de exigência, expira à meia-noite de 30 de setembro de 2026 caso o Congresso não renove a autorização, segundo a National Association of Realtors (NAR).

Se isso acontecer, apólices já em vigor continuam ativas até a própria data de vencimento, incluindo um prazo de carência de 30 dias, e o processamento de indenizações segue normalmente enquanto a FEMA tiver financiamento para isso. O problema aparece para quem precisa de apólice nova ou renovação: durante uma eventual paralisação, o NFIP não pode emitir nem nova apólice nem renovação até que o programa seja reautorizado, aponta a NAR.

O que isso significa para quem está comprando ou vendendo casa

Em transação imobiliária, a NAR explica que existe uma saída: a seguradora pode transferir a apólice do vendedor para o comprador só trocando o nome no contrato, sem precisar emitir uma apólice nova — o que mantém a cobertura do imóvel mesmo se o NFIP estiver paralisado no meio da negociação. Bancos federais também costumam suspender a exigência de comprovar seguro contra enchente durante uma paralisação do programa, embora cada instituição financeira mantenha certa liberdade para decidir isso em áreas de risco especial de enchente.

Para o brasileiro dono de imóvel na Flórida, especialmente perto ou acima da faixa de US$ 400 mil de valor de reconstrução, vale conferir com a própria seguradora, antes da data de renovação, se a apólice de enchente já está em dia — em vez de descobrir a exigência só quando a Citizens recusar a renovação da apólice principal.

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