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Clima

Colorado cria 1ª lei estadual contra calor e frio extremos para todo trabalhador.

O governador Jared Polis sancionou em junho a HB26-1272, que passa a exigir de empregadores no Colorado medidas de proteção contra temperaturas extremas a partir de 12 de agosto — cobrindo construção, paisagismo, entrega e outras funções ao ar livre.

Redação Brazuca News 14 de July de 2026, 01:50 6 visualizações
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Colorado cria 1ª lei estadual contra calor e frio extremos para todo trabalhador.
Foto: Mikael Blomkvist / Pexels License

O governador do Colorado, Jared Polis, sancionou em 4 de junho de 2026 a lei HB26-1272, que estende a trabalhadores de qualquer setor a proteção contra calor e frio extremos, que antes valia só para o campo. A partir de 12 de agosto, quando a lei entrar em vigor, empregadores cobertos precisarão adotar medidas de mitigação de temperatura, pausas de descanso e planos de prevenção de lesões e doenças ligadas ao clima, segundo a Assembleia Geral do Colorado.

O estado se torna o primeiro sem plano próprio aprovado pela OSHA federal a criar regra abrangente cobrindo calor e frio ao mesmo tempo para trabalhadores fora da agricultura, aponta a Reed Smith, escritório de advocacia que acompanha legislação trabalhista.

Quem a lei cobre?

A HB26-1272 se aplica a empregadores sujeitos à lei federal de padrões trabalhistas (FLSA), empregadores rurais, governos estaduais e municipais, e empresas que contratam cinco ou mais prestadores de serviço independentes por ano no Colorado, segundo o texto oficial da lei. Isso amplia a proteção para além do campo, alcançando construção civil, paisagismo, entrega, limpeza e outras ocupações ao ar livre — setores com forte presença de trabalhadores brasileiros no estado.

Antes desta lei, o Colorado protegia sobretudo trabalhadores agrícolas, com regra que já exige água potável, sombra, pausas de descanso, aclimatação e treinamento sempre que a temperatura no local de trabalho chega a 80°F (cerca de 26,6°C), de acordo com a Safety Law Matters.

O que muda logo em agosto e o que ainda depende de regulamentação.

A partir de 12 de agosto, a obrigação de mitigar temperatura, garantir pausas e manter um plano de prevenção já passa a valer para os empregadores cobertos, aponta a Safety Law Matters. Mas parte da lei ainda depende de etapas futuras: até 15 de janeiro de 2027, a Divisão de Padrões Trabalhistas do Colorado deve criar uma plataforma pública para reportar casos de lesão ou doença ligada à temperatura, e até 1.º de julho de 2028 precisa publicar um modelo estadual de plano de prevenção — com procedimentos para água potável gratuita, áreas de descanso com temperatura controlada, monitoramento, aclimatação de 14 dias para quem é novo na função, e treinamento, segundo o texto legislativo.

A lei destina US$ 76.651 do fundo geral do estado para essa implementação e determina que a Divisão de Padrões Trabalhistas cruze dados com o programa de vigilância sindrômica do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente do Colorado, para identificar onde as emergências ligadas à temperatura mais ocorrem, segundo o texto oficial da Assembleia Geral.

Colorado avança enquanto regra federal segue parada.

A mudança acontece enquanto o padrão federal de calor da OSHA, proposto ainda em agosto de 2024, segue sem data para ser finalizado. Em 10 de abril de 2026, a agência atualizou seu Programa Nacional de Ênfase em Calor (Heat NEP), direcionando fiscalização e orientação para "indústrias e locais de trabalho onde o risco de estresse térmico é mais provável de ocorrer", segundo comunicado da própria OSHA. A agência afirmou que a atualização permite "melhor focar os esforços de fiscalização, assistência e orientação em indústrias de alto risco".

Sem um padrão federal definitivo, a proteção contra calor extremo no trabalho segue dependendo principalmente de leis estaduais — e o Colorado passa a ter, a partir de agosto, uma das mais abrangentes do país por cobrir tanto calor quanto frio, e não só o setor agrícola.

Por que importa para quem trabalha ao ar livre?

Trabalhadores de construção, paisagismo, cobertura de telhados, entrega e limpeza — funções com grande presença de imigrantes brasileiros na região de Denver — passam a ter, a partir de agosto, o respaldo legal para exigir pausas e acesso à água durante turnos em temperatura extrema, mesmo fora da lavoura. Quem trabalha para empresas terceirizadas ou por meio de prestadores de serviço também está coberto, desde que o contratante tenha cinco ou mais prestadores independentes no estado.

Até que o modelo estadual de prevenção saia, em 2028, trabalhadores e empregadores podem usar como referência prática as medidas já exigidas hoje da agricultura — água, sombra, pausas e aclimatação a partir de 80°F — enquanto a Divisão de Padrões Trabalhistas do Colorado prepara a regulamentação definitiva.

Dúvidas sobre a aplicação da lei podem ser dirigidas à Divisão de Padrões Trabalhistas e Estatísticas, ligada ao Departamento de Trabalho e Emprego do Colorado (CDLE), órgão responsável por fiscalizar o cumprimento da HB26-1272 no estado.

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