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Educação

Matrícula de aluno aprendiz de inglês cai nos EUA; medo de imigração é apontado como causa

Massachusetts perdeu 14,6 mil alunos na rede pública entre outubro de 2024 e outubro de 2025 — quase metade eram aprendizes de inglês. Especialistas ligam a queda ao clima de fiscalização de imigração, um padrão que aparece em outros estados também.

Redação Brazuca News 16 de July de 2026, 00:33 2 visualizações
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Matrícula de aluno aprendiz de inglês cai nos EUA; medo de imigração é apontado como causa
Foto: Pixabay / Pexels License

As escolas públicas de Massachusetts perderam 14,6 mil alunos entre outubro de 2024 e outubro de 2025, e 46% dessa queda — cerca de 6.700 crianças — eram alunos classificados como aprendizes de inglês, segundo análise do Massachusetts Budget and Policy Center com base em reportagem da emissora pública GBH. Anthony Clough, analista do instituto, aponta a fiscalização federal de imigração como fator relevante por trás do movimento.

Cidades mais atingidas sentem o golpe no orçamento

As chamadas "Gateway Cities" — centros urbanos historicamente receptores de imigrantes, como Revere, Everett, Leominster, Methuen e Chelsea — registraram as maiores quedas de matrícula, segundo o levantamento. Como parte do financiamento escolar depende do número de alunos matriculados, a perda pesa justamente sobre municípios descritos pelo próprio relatório como "the least fiscally able to meet the budget gap" (os menos capazes financeiramente de cobrir esse rombo orçamentário) — e os números já entram na conta do orçamento do ano fiscal de 2027 que o estado está montando.

Um padrão que aparece em outros estados

A queda em Massachusetts reflete uma tendência mais ampla: o número de alunos aprendizes de inglês recém-chegados está em queda em vários pontos do país, em meio às políticas de imigração da administração Trump, segundo artigo de opinião publicado pela Education Week. A publicação observa que um recuo parecido, embora menor, já havia ocorrido durante o primeiro mandato de Trump — e que o número de matrículas voltou a subir rapidamente assim que a política federal mudou de novo.

O que as escolas podem fazer

A Education Week recomenda que redes escolares evitem decisões precipitadas baseadas numa tendência que tende a ser temporária — em vez de demitir professores especializados em educação bilíngue, o conselho é redirecionar essa expertise para atender alunos aprendizes de inglês de longo prazo, que continuam matriculados. Marie Heath, consultora educacional citada pela publicação, chama o momento atual de "um dos mais estratégicos que um líder já terá" — oportunidade para revisar seis frentes: conformidade de dados, currículo, quadro de pessoal, desenvolvimento profissional, envolvimento das famílias e caminhos até a formatura.

O que isso significa para a família brasileira

A queda de matrícula não reflete mudança no direito à escola pública, que segue garantido a qualquer criança nos Estados Unidos, independentemente do próprio status migratório ou dos pais. O que os dados de Massachusetts e o padrão nacional sugerem é que famílias estão deixando de matricular ou levando o filho à escola por medo — uma decisão que tem custo real para a criança, que perde aula, reforço de idioma e apoio que só existem enquanto ela está matriculada e frequentando. Antes do início do ano letivo em agosto, vale considerar que o receio de ida à escola, embora compreensível dado o cenário, não muda a proteção legal da matrícula em si.

 

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