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Rombo de US$ 87 milhões nas escolas de Seattle: esporte pago, congelamento de vagas — e a votação do orçamento vem em agosto

O conselho escolar recebeu nesta quarta a resolução do orçamento 2026-27 e ouviu a comunidade em audiência pública. Na mesa: taxa esportiva de US$ 150 a US$ 550 por família (com isenção para baixa renda), cortes no escritório central e mudanças de horário para economizar ônibus. Fechamentos de escolas estão fora — por enquanto. Veja como opinar até a votação.

Redação Brazuca News 08 de July de 2026, 12:11 2 visualizações
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Rombo de US$ 87 milhões nas escolas de Seattle: esporte pago, congelamento de vagas — e a votação do orçamento vem em agosto
Foto: Pixabay / Pexels License

As escolas públicas de Seattle estão fechando as contas de um rombo de US$ 87 milhões para o ano letivo 2026-27 — e as decisões que afetam diretamente o bolso das famílias entraram nesta quarta-feira (8) na reta final. O conselho escolar recebeu formalmente a resolução que fixa o orçamento e realizou à noite a audiência pública sobre a proposta, no John Stanford Center; a votação de adoção está prevista para agosto.

O buraco vem de longe: o distrito já enfrentou déficit de US$ 104 milhões em 2025-26 e cortou cerca de US$ 50 milhões do orçamento do próximo ano, mas aumentos salariais automáticos e inflação seguem pressionando. “A primeira coisa que temos de fazer é parar de gastar dinheiro que não temos”, resumiu o superintendente Ben Shuldiner.

O que está na mesa — e quanto custa para a família

A proposta que mais mexe com o dia a dia é a taxa esportiva obrigatória (“pay-to-play”), novidade para 2026-27, nos valores divulgados na proposta de fevereiro: US$ 150 a 250 por um esporte, US$ 300 a 450 por dois, com teto de US$ 400 a 550 por três — e isenção para famílias que se qualificarem por renda. A receita estimada é de US$ 2,6 milhões; Seattle não cobrava taxa esportiva desde 2015. Completam o pacote: manutenção do congelamento de contratações, cortes mais fundos no escritório central, redução da alta administração e ajustes nos horários de início das aulas para usar menos ônibus.

Igualmente importante é o que não está na mesa para 2026-27: o distrito afirma que fechamentos ou consolidações de escolas e aumento do tamanho das turmas não estão sendo considerados neste ciclo. O alerta fica para os anos seguintes — “tudo tem que estar na mesa”, disse Shuldiner sobre o futuro, avisando que, sem solução estrutural, o distrito poderia ter de tomar empréstimo do estado e perder autonomia sobre as próprias operações.

Como a família brasileira pode participar

O processo segue aberto até a votação de agosto, e há canais que não exigem comparecimento nem inglês perfeito:

  • Testemunho nas reuniões do conselho: presencial ou por telefone (206-800-4125, código de conferência 883 763 845#), com inscrição aberta na segunda-feira anterior a cada reunião, às 8h.
  • Portal “Let's Talk”: perguntas e comentários sobre o orçamento pelo site do distrito, a qualquer momento.
  • Contato direto: a diretora de orçamento, Linda Sebring, atende por e-mail (lmsebring@seattleschools.org) e telefone (206-252-0242).
  • Isenção do pay-to-play: se a taxa for aprovada, famílias de menor renda devem se informar na escola sobre o processo de isenção — quem se qualifica para merenda gratuita ou reduzida tipicamente se qualifica para isenções desse tipo.

O diretor do conselho Joe Mizrahi já resumiu o desconforto do processo: os cortes do distrito “não resolvem de verdade o nosso grande problema” — o subfinanciamento estadual da educação, uma briga que se trava em Olympia, não no conselho. Enquanto isso, a régua para o pai e a mãe é concreta: se o filho joga um esporte na escola, o ano letivo pode custar até US$ 250 a mais; se joga três, até US$ 550. A diferença entre pagar e não pagar pode estar num formulário de isenção — e na participação da comunidade até agosto.

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