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Visto de turista ganha 'fura-fila' oficial de US$ 750 — mas consulados do Brasil ainda estão fora da lista

O piloto do Departamento de Estado, em vigor desde 1º de julho, oferece entrevista B1/B2 em até 10 dias úteis para quem pagar a taxa extra — total de US$ 935, não reembolsável nem em caso de negativa. Antes de mandar a família pagar, entenda o que a taxa compra, o que não compra e por que ainda não vale para os postos brasileiros.

Redação Brazuca News 06 de July de 2026, 22:30 6 visualizações
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Visto de turista ganha 'fura-fila' oficial de US$ 750 — mas consulados do Brasil ainda estão fora da lista
Foto: Borys Zaitsev / Pexels License

A fila da entrevista do visto americano ganhou, pela primeira vez, uma via expressa oficial — paga. Desde 1º de julho está em vigor o programa piloto do Departamento de Estado que oferece a solicitantes de visto B1/B2 (turismo e negócios) uma entrevista consular em até 10 dias úteis mediante taxa opcional de US$ 750, em postos selecionados. Somada à taxa padrão de US$ 185, a conta chega a US$ 935 — cerca de R$ 5 mil no câmbio desta semana.

Para o brasileiro nos EUA que planeja trazer pais, sogros ou parentes — para o nascimento do neto, a formatura, as festas de fim de ano —, a novidade merece atenção. E cautela: até o fechamento das reportagens da CNN Brasil (1º/7) e do Correio Braziliense (6/7), nenhum dos cinco postos do Brasil — Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre — havia sido confirmado na lista de participantes, publicada pelo Departamento de Estado em travel.state.gov.

O que a taxa compra — e o que não compra

O ponto que toda família precisa entender antes de pagar: os US$ 750 compram velocidade de agendamento, nada mais. “O pagamento da taxa adicional compra rapidez no agendamento da entrevista, não uma aprovação”, resume o advogado de imigração Vinícius Bicalho ao Correio Braziliense. O solicitante passa pelas mesmas checagens e pelos mesmos critérios legais de qualquer pedido — e a taxa não é reembolsável em nenhuma hipótese: nem em cancelamento, nem em falta, nem se o visto for negado.

O funcionamento é dentro da própria plataforma de agendamento: depois de preencher o DS-160 e pagar a taxa comum, o solicitante vê a oferta do horário antecipado — e tem uma janela de 5 a 10 minutos para confirmar o pagamento do slot premium antes que a vaga seja liberada, segundo a Newsweek.

Por que o programa existe

Na regra publicada no Federal Register em 9 de junho, o governo cita esperas que passam de 12 meses em alguns postos do mundo e menciona nominalmente a Copa do Mundo de 2026 e a Olimpíada de Los Angeles de 2028 como eventos em que a fila inviabiliza viagens. A capacidade projetada do piloto é de cerca de 25 mil antecipações, com vagas limitadas para, segundo o governo, não afetar a fila regular. Autoridades do Departamento de Estado disseram à Newsweek que o objetivo é “testar se solicitantes topam pagar por acesso mais rápido e se isso alivia a pressão sobre o sistema consular”. O piloto vale até 31 de dezembro, quando será avaliado — pode virar permanente, mudar ou acabar.

Como o Brasil está fora do Visa Waiver Program, todo brasileiro precisa do B1/B2 com entrevista presencial na maioria dos casos — por isso a fila de agendamento pesa tanto nas famílias da comunidade. No painel oficial de tempos de espera, os postos brasileiros aparecem sem média divulgada para B1/B2 (a página só publica médias quando a próxima vaga passa de 3 meses), o que sugere filas dentro desse patamar no momento.

O que a família no Brasil deve fazer

  • Checar a lista oficial de postos participantes em travel.state.gov antes de qualquer plano — se o consulado não está na lista, não há o que pagar.
  • Desconfiar de intermediários: despachante prometendo “vaga rápida garantida” por fora virou golpe clássico; o serviço oficial aparece só dentro da plataforma de agendamento, após o DS-160.
  • Emergências continuam gratuitas: o pedido de expedite humanitário (doença grave, funeral) já existia, segue disponível conforme as regras de cada posto e não custa nada.
  • Fazer a conta: para uma família de quatro, o fura-fila custaria US$ 3.000 além das taxas — dinheiro que não volta se houver negativa.

O ponto a monitorar no segundo semestre é se algum consulado no Brasil entra na lista — especialmente com a demanda de viagens pós-Copa. O Brazuca acompanha.

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