A chave principal do US Open de 2026 começa neste domingo, 30 de agosto, no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Flushing Meadows, no Queens, e vai até 13 de setembro. Pela primeira vez desde 2018, nenhum brasileiro entra em quadra na chave de simples, segundo o Tenis News.
É um dado incômodo para um Grand Slam disputado em solo americano, a poucas horas de avião de qualquer comunidade brasileira nos Estados Unidos. A bandeira não some do torneio: ela migra para as duplas.
Onde e quando assistir nos Estados Unidos?
A transmissão nos Estados Unidos é exclusiva da ESPN, que leva as 16 quadras para suas redes e plataformas digitais. Pela programação divulgada pela emissora, a ABC abre com a cobertura do primeiro dia ao meio-dia, transmite as oitavas de final em 6 de setembro às 15h e fecha com a final masculina em 13 de setembro às 14h.
Na ESPN e na ESPN2 ficam as rodadas iniciais, com início às 11h30, além de quartas de final, semifinais e a decisão feminina em 12 de setembro às 16h. A ESPN Deportes transmite em espanhol em todas as rodadas, e o Disney+ leva parte do primeiro dia e programas no horário nobre.
A novidade é um formato de zapeamento entre quadras no aplicativo da ESPN, que funciona das 11h às 18h até 4 de setembro para assinantes do pacote ESPN Unlimited. Carlos Alcaraz começa a defesa do título masculino.
Como o Brasil ficou de fora da chave de simples
A ausência foi se formando aos poucos. O único brasileiro garantido pelo ranking era João Fonseca, o mais bem colocado do país na ATP, que segue se recuperando de um desconforto abdominal e anunciou que não disputa o Slam americano.
Beatriz Haddad Maia, por sua vez, não se inscreveu no qualifying. Em 6 de agosto, o Tenis News registrava a paulista na 156ª posição do ranking da WTA, com quatro vitórias em 23 partidas na temporada, e inscrita apenas na chave principal — sem convite da organização, ficaria de fora. Ela está anunciada para o SP Open, WTA 250 em São Paulo, na semana seguinte ao US Open.
Três derrotas no qualifying fecharam o caminho.
Restava a fase classificatória, e ela não abriu porta. Laura Pigossi perdeu para a grega Despina Papamichail. Felipe Meligeni Alves caiu na primeira rodada diante do tcheco Dalibor Svrcina. Thiago Seyboth Wild passou da estreia e parou na segunda rodada contra o americano Mackenzie McDonald, 198º do ranking da ATP.
A última vez que o Brasil tinha ficado sem representante em uma chave de simples de Grand Slam foi em 2018, quando os brasileiros também caíram ainda no qualifying.
Três duplas masculinas seguram a bandeira.
Nas duplas, o cenário é bem melhor. Orlando Luz e Rafael Matos entram como cabeças de chave número 10 e chegam embalados: a parceria, a única 100% brasileira do torneio, vem do título do Masters 1000 de Montreal. A condição de cabeça de chave evita o cruzamento com as duplas mais bem ranqueadas logo nas primeiras rodadas.
Marcelo Melo, ex-número 1 do mundo em duplas e hoje 51º do ranking, joga ao lado do australiano John Peers. Fernando Romboli forma parceria com o francês Terence Atmane. Marcelo Demoliner ficou como quarto alternate, ao lado de Ho Ray, e depende de desistências de outras duplas para entrar na chave.
Quatro brasileiros na chave de duplas.
Somados, são quatro tenistas brasileiros na chave masculina de duplas: Luz, Matos, Melo e Romboli, distribuídos em três parcerias. Nenhum deles disputa o simples nesta edição. É por essa via que o país pode chegar às rodadas finais em Nova York, e é ela que o torcedor daqui precisa acompanhar a partir do início de setembro, quando as duplas entram em quadra.
Stefani caiu no quali das duplas mistas.
Luisa Stefani, número 4 do mundo em duplas, foi a brasileira a estrear mais cedo. Ela disputou o qualifying das duplas mistas, etapa criada no novo formato dessa competição, ao lado do britânico Neal Skupski, e caiu na primeira rodada para a neozelandesa Erin Routliffe e o britânico Lloyd Glasspool por 4/2, 3/5 e 10/7.
O que está em jogo até 13 de setembro
Com o simples fora do alcance, o torcedor brasileiro nos Estados Unidos tem um calendário mais enxuto para acompanhar. A chave de duplas começa no início de setembro, depois de encerradas as primeiras rodadas do simples, e é ali que Luz, Matos, Melo e Romboli podem devolver o país às fases finais de um Grand Slam.
Para o tênis brasileiro, o alerta é de curto prazo. A geração que sustentava a presença nos Slams em simples chegou a agosto com o principal nome parado por lesão e a principal tenista sem disputar torneio desde Wimbledon. A recomposição depende de dois fatos concretos: Fonseca voltar sem sequelas do problema abdominal e Haddad Maia reencontrar ritmo de jogo a partir do torneio de São Paulo, em setembro.
Até lá, quem quiser ver brasileiro em quadra em Nova York precisa esperar a chave de duplas e acompanhar a programação da ESPN, da ESPN Deportes e da ABC.
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