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US Open começa domingo em Nova York sem brasileiro na chave de simples pela primeira vez em oito anos

João Fonseca desistiu por lesão, Bia Haddad Maia não se inscreveu no qualifying e os demais caíram na fase classificatória. O Brasil segue no torneio pelas duplas, com Orlando Luz e Rafael Matos como cabeças de chave número 10.

Redação Brazuca News 29 de August de 2026, 21:19 1 visualizações
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US Open começa domingo em Nova York sem brasileiro na chave de simples pela primeira vez em oito anos
Foto: Wussol / Pexels License

A chave principal do US Open de 2026 começa neste domingo, 30 de agosto, no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Flushing Meadows, no Queens, e vai até 13 de setembro. Pela primeira vez desde 2018, nenhum brasileiro entra em quadra na chave de simples, segundo o Tenis News.

É um dado incômodo para um Grand Slam disputado em solo americano, a poucas horas de avião de qualquer comunidade brasileira nos Estados Unidos. A bandeira não some do torneio: ela migra para as duplas.

Onde e quando assistir nos Estados Unidos?

A transmissão nos Estados Unidos é exclusiva da ESPN, que leva as 16 quadras para suas redes e plataformas digitais. Pela programação divulgada pela emissora, a ABC abre com a cobertura do primeiro dia ao meio-dia, transmite as oitavas de final em 6 de setembro às 15h e fecha com a final masculina em 13 de setembro às 14h.

Na ESPN e na ESPN2 ficam as rodadas iniciais, com início às 11h30, além de quartas de final, semifinais e a decisão feminina em 12 de setembro às 16h. A ESPN Deportes transmite em espanhol em todas as rodadas, e o Disney+ leva parte do primeiro dia e programas no horário nobre.

A novidade é um formato de zapeamento entre quadras no aplicativo da ESPN, que funciona das 11h às 18h até 4 de setembro para assinantes do pacote ESPN Unlimited. Carlos Alcaraz começa a defesa do título masculino.

Como o Brasil ficou de fora da chave de simples

A ausência foi se formando aos poucos. O único brasileiro garantido pelo ranking era João Fonseca, o mais bem colocado do país na ATP, que segue se recuperando de um desconforto abdominal e anunciou que não disputa o Slam americano.

Beatriz Haddad Maia, por sua vez, não se inscreveu no qualifying. Em 6 de agosto, o Tenis News registrava a paulista na 156ª posição do ranking da WTA, com quatro vitórias em 23 partidas na temporada, e inscrita apenas na chave principal — sem convite da organização, ficaria de fora. Ela está anunciada para o SP Open, WTA 250 em São Paulo, na semana seguinte ao US Open.

Três derrotas no qualifying fecharam o caminho.

Restava a fase classificatória, e ela não abriu porta. Laura Pigossi perdeu para a grega Despina Papamichail. Felipe Meligeni Alves caiu na primeira rodada diante do tcheco Dalibor Svrcina. Thiago Seyboth Wild passou da estreia e parou na segunda rodada contra o americano Mackenzie McDonald, 198º do ranking da ATP.

A última vez que o Brasil tinha ficado sem representante em uma chave de simples de Grand Slam foi em 2018, quando os brasileiros também caíram ainda no qualifying.

Três duplas masculinas seguram a bandeira.

Nas duplas, o cenário é bem melhor. Orlando Luz e Rafael Matos entram como cabeças de chave número 10 e chegam embalados: a parceria, a única 100% brasileira do torneio, vem do título do Masters 1000 de Montreal. A condição de cabeça de chave evita o cruzamento com as duplas mais bem ranqueadas logo nas primeiras rodadas.

Marcelo Melo, ex-número 1 do mundo em duplas e hoje 51º do ranking, joga ao lado do australiano John Peers. Fernando Romboli forma parceria com o francês Terence Atmane. Marcelo Demoliner ficou como quarto alternate, ao lado de Ho Ray, e depende de desistências de outras duplas para entrar na chave.

Quatro brasileiros na chave de duplas.

Somados, são quatro tenistas brasileiros na chave masculina de duplas: Luz, Matos, Melo e Romboli, distribuídos em três parcerias. Nenhum deles disputa o simples nesta edição. É por essa via que o país pode chegar às rodadas finais em Nova York, e é ela que o torcedor daqui precisa acompanhar a partir do início de setembro, quando as duplas entram em quadra.

Stefani caiu no quali das duplas mistas.

Luisa Stefani, número 4 do mundo em duplas, foi a brasileira a estrear mais cedo. Ela disputou o qualifying das duplas mistas, etapa criada no novo formato dessa competição, ao lado do britânico Neal Skupski, e caiu na primeira rodada para a neozelandesa Erin Routliffe e o britânico Lloyd Glasspool por 4/2, 3/5 e 10/7.

O que está em jogo até 13 de setembro

Com o simples fora do alcance, o torcedor brasileiro nos Estados Unidos tem um calendário mais enxuto para acompanhar. A chave de duplas começa no início de setembro, depois de encerradas as primeiras rodadas do simples, e é ali que Luz, Matos, Melo e Romboli podem devolver o país às fases finais de um Grand Slam.

Para o tênis brasileiro, o alerta é de curto prazo. A geração que sustentava a presença nos Slams em simples chegou a agosto com o principal nome parado por lesão e a principal tenista sem disputar torneio desde Wimbledon. A recomposição depende de dois fatos concretos: Fonseca voltar sem sequelas do problema abdominal e Haddad Maia reencontrar ritmo de jogo a partir do torneio de São Paulo, em setembro.

Até lá, quem quiser ver brasileiro em quadra em Nova York precisa esperar a chave de duplas e acompanhar a programação da ESPN, da ESPN Deportes e da ABC.

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