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João Fonseca fica fora do US Open por lesão no abdômen, a três dias do início da chave

O brasileiro anunciou a desistência na segunda-feira, depois de abandonar Cincinnati com problema abdominal. A chave principal começa em 30 de agosto, e o Brasil segue representado no torneio juvenil.

Redação Brazuca News 27 de August de 2026, 03:06 1 visualizações
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João Fonseca fica fora do US Open por lesão no abdômen, a três dias do início da chave

João Fonseca desistiu do US Open por causa de uma lesão no abdômen. O anúncio foi feito pelo próprio tenista na segunda-feira (24), a menos de uma semana do início da chave principal do último Grand Slam da temporada.

O problema surgiu no Masters 1000 de Cincinnati, em que ele abandonou a partida de segunda rodada contra o australiano Christopher O'Connell.

O que o brasileiro disse

Em comunicado divulgado nas redes sociais, Fonseca explicou a decisão: depois de fazer exames e iniciar o tratamento do abdômen, ficou claro para ele e para a equipe que precisa de mais tempo para se recuperar plenamente e poder competir em alto nível. Ele acrescentou que, infelizmente, isso significa não poder jogar o US Open.

O tenista havia voltado ao Rio de Janeiro na semana anterior para começar o tratamento com a equipe médica, com a expectativa de se recuperar a tempo. Não deu.

Ele não está sozinho na lista de desfalques.

Fonseca é o terceiro tenista do top 30 a cair fora da chave masculina. A ausência de maior peso é a de Jannik Sinner, ex-campeão do torneio, com lesão no joelho direito. O espanhol Alejandro Davidovich Fokina também desistiu, por problema nas costas.

Três desistências entre os trinta primeiros do ranking, antes mesmo da primeira bola, mexem no equilíbrio da chave: abrem espaço na parte de cima e alteram o caminho dos favoritos até as fases finais.

No ano passado, Fonseca havia chegado à segunda rodada em Nova York.

A edição mais longa da história.

O torneio acontece de 23 de agosto a 13 de setembro, no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Flushing Meadows, no Queens. São 22 dias de competição — a edição mais longa já realizada, segundo o Tennis Majors.

O calendário da chave principal ficou assim:

  • Primeira rodada: de 30 de agosto a 1.º de setembro;
  • Segunda rodada: 2 e 3 de setembro;
  • Terceira rodada: 4 e 5 de setembro;
  • Oitavas de final: 6 e 7 de setembro;
  • quartas de final: 8 e 9 de setembro;
  • semifinal feminina: 10 de setembro;
  • semifinal masculina: 11 de setembro;
  • Final feminina: 12 de setembro;
  • Final masculina: 13 de setembro.

As sessões diurnas começam às 11h no horário do Leste, e as noturnas no Arthur Ashe Stadium, às 19h. O torneio tem oito dias de entrada gratuita no complexo, sete deles durante a semana de atividades que antecede a chave principal.

O que sobra de Brasil no torneio

A representação brasileira se concentra agora no juvenil. Segundo o levantamento do Seu Dinheiro, o país tem entre os inscritos Guto Miguel, campeão juvenil de Roland Garros nesta temporada, Leonardo Storck, que estreia em Grand Slam, e Pedro Chabalgoity, no último ano da categoria. No feminino aparecem Victória Barros e Nauhany Silva, a Naná, além de Pietra Rivoli disputando uma vaga.

Torneio juvenil de Grand Slam é a vitrine em que o próprio Fonseca apareceu antes de subir ao circuito principal — motivo pelo qual vale acompanhar, mesmo sem o nome mais conhecido em quadra.

Onde assistir?

No Brasil, a transmissão fica com a ESPN na TV por assinatura, com narração em português, e com o Disney+ no streaming, que costuma abrir sinal de todas as quadras.

Nos Estados Unidos, quem quiser acompanhar precisa checar o pacote da emissora detentora dos direitos locais, e o complexo em Nova York recebe público nos dias de entrada franca.

O campeão de simples leva US$ 5 milhões, a maior premiação entre os quatro Grand Slams. A dupla mista vencedora fica com US$ 1 milhão.

O que vem depois para Fonseca?

O tenista não anunciou data de retorno. Lesão abdominal em tenista costuma exigir cautela, porque o movimento do saque é justamente o que mais exige da região — voltar cedo é a receita para uma recaída mais longa que a pausa evitada.

Com o calendário do circuito seguindo para a Ásia e depois para a Europa no fim do ano, a recuperação define quantos torneios ele ainda disputa nesta temporada e com que ritmo chega a 2027.

Um ano marcado por lesões.

A desistência fecha uma temporada irregular. O tenista chegou ao torneio de Nova York com campanha de 19 vitórias e 13 derrotas no ano, segundo o Ubitennis, alternando resultados fortes com interrupções por problema físico.

É o tipo de ano que costuma acontecer na transição entre o circuito juvenil e a rotina do circuito principal, quando o corpo passa a enfrentar calendário mais longo, piso mais duro e adversários mais fortes fisicamente.

Por que a desistência veio tão perto da chave?

Tenista com chance de recuperação costuma esperar até o limite antes de anunciar. Enquanto o nome está inscrito, ele ocupa vaga na chave; ao desistir depois do sorteio, a organização precisa remanejar posições e chamar substituto da fila.

A desistência anunciada antes do sorteio, como neste caso, é a que menos desorganiza o torneio — e a que dá mais tempo ao atleta para tratar sem pressa de prazo.

Onde confirmar?

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