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Saúde e Bem Estar

Sarampo: EUA vivem o pior ano em três décadas, e a Pensilvânia tem as duas primeiras mortes em 35 anos

Já são mais de 3.100 casos confirmados em 2026, número que superou o total do ano passado ainda em julho e faz deste o pior ano desde o começo dos anos 1990. As duas mortes foram de pessoas não vacinadas no condado de Lancaster. A cobertura de vacina no jardim de infância caiu de 95,2% para 92,4%.

Redação Brazuca News 08 de September de 2026, 23:05 1 visualizações
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Sarampo: EUA vivem o pior ano em três décadas, e a Pensilvânia tem as duas primeiras mortes em 35 anos
Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels License

Os Estados Unidos estão vivendo o pior ano de sarampo em cerca de três décadas. Já são mais de 3.100 casos confirmados em 2026 — um total que superou todo o ano de 2025 ainda em meados de julho. Em 2025, haviam sido 2.289 casos confirmados, o maior número desde 1991.

O sarampo é uma doença que os EUA declararam eliminada em 2000, o que significa que não havia mais transmissão contínua dentro do país. Essa condição está agora em risco.

As duas mortes

Em 25 de agosto, a Pensilvânia confirmou duas mortes por sarampo — as primeiras no estado em 35 anos. As duas ocorreram no condado de Lancaster, e as duas pessoas não eram vacinadas.

A Pensilvânia é hoje o foco mais ativo: o estado registra centenas de novos casos desde julho. Antes dele, o maior surto do ano tinha sido o da Carolina do Sul, com mais de 600 casos, declarado encerrado em abril.

O que está por trás: a cobertura vacinal caiu.

O dado que explica o resto é a queda da vacinação entre as crianças que entram na escola. A cobertura de vacina contra sarampo, caxumba e rubéola no jardim de infância americano caiu para 92,4%, contra 95,2% no ano letivo de 2019-2020.

A diferença parece pequena, mas não é. O sarampo é uma das doenças mais contagiosas que existem, e a proteção coletiva — aquela que segura o vírus mesmo para quem não pode se vacinar, como bebês pequenos e pessoas imunossuprimidas — depende de uma cobertura em torno de 95%. Abaixo disso, um caso importado vira surto.

O que a doença faz

Não é só a mancha vermelha na pele. O sarampo pode causar infecção grave nos pulmões e no cérebro, com risco de sequela cognitiva, surdez e morte. A vacinação é a prevenção eficaz.

O que a família brasileira nos EUA deve checar

Primeiro: a carteira de vacinação das crianças. Se a família chegou há pouco tempo, a caderneta brasileira é aceita como comprovante nas escolas americanas, mas costuma precisar de tradução ou de transcrição pelo pediatra para o formato exigido pelo distrito escolar. Deixar isso para a semana da matrícula é o que costuma dar errado.

Segundo: adultos também. Quem nasceu a partir de 1957 e não tem comprovação de duas doses ou de ter tido a doença deve conversar com um médico sobre completar o esquema — especialmente quem viaja ao Brasil, trabalha em escola, creche ou serviço de saúde.

Terceiro: viagem. Sarampo circula em vários países, e a viagem de fim de ano é justamente quando a família toda se junta. A recomendação padrão é revisar as doses semanas antes de embarcar, não na véspera.

Quem não tem seguro-saúde não fica sem opção: departamentos de saúde de condado e clínicas comunitárias aplicam a vacina, muitas vezes de graça ou por taxa reduzida, e não perguntam status migratório para vacinar criança.

Onde confirmar?

  • NBC News — painel de acompanhamento de casos e taxas de vacinação por estado (https://www.nbcnews.com/data-graphics/track-measles-outbreak-cases-us-map-rcna198932)
  • CBS News — “À medida que os surtos de sarampo crescem nos EUA, mapas e gráficos mostram um número recorde de casos em 2026” (https://www.cbsnews.com/news/measles-outbreak-us-map-2026/).

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