O primeiro turno da eleição presidencial brasileira é em 4 de outubro, e o segundo, se houver, em 25 de outubro. Para o brasileiro que mora nos Estados Unidos, faltam menos de quatro semanas para resolver três coisas simples: onde você vota, o que você vota e o que acontece se não aparecer.
O eleitorado brasileiro no exterior chegou a 918.876 pessoas nestas eleições, crescimento de 31,82% em relação a 2022, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral divulgados pela Agência Senado. São eleitores espalhados por 186 cidades em 134 países.
Os Estados Unidos são, com folga, o maior colégio eleitoral fora do Brasil: 28,89% de todo o eleitorado no exterior. Em seguida vêm Portugal, com 14,67%, e Japão, com 9,62%.
No exterior, vota-se só para presidente.
Este é o ponto que mais gera confusão, então vale ser direto: quem está inscrito no exterior vota exclusivamente para presidente e vice-presidente da República. Não há urna para governador, senador, deputado federal ou deputado estadual. Quem transferiu o título para fora do Brasil abriu mão dessas escolhas enquanto o domicílio eleitoral estiver no exterior.
O voto é obrigatório — e para quem
A obrigatoriedade não muda por você morar fora. Vale para brasileiros alfabetizados entre 18 e 70 anos. É facultativo para quem tem 16 ou 17 anos, para quem tem mais de 70 e para pessoas não alfabetizadas.
As seções eleitorais no exterior funcionam em embaixadas, repartições consulares e outros locais autorizados pelo governo brasileiro, e seguem o horário local de cada cidade.
Onde você vota: a consulta já está no ar.
Desde 1º de setembro, o eleitor pode conferir seu local de votação. Há dois caminhos.
Pelo aplicativo e-Título, basta informar os dados de cadastro na tela inicial para ver o endereço da seção e a zona eleitoral. Pelo site do TSE, o caminho é “Serviços Eleitorais” e depois “Onde votar”, informando CPF ou número do título, data de nascimento e nome da mãe.
Vale conferir agora, e não na véspera. Seções são remanejadas e agrupadas de uma eleição para outra, e o endereço onde você votou em 2022 não é necessariamente o de 2026.
Se você não puder votar,
A ausência precisa ser justificada. No próprio dia da eleição, dá para justificar pelo aplicativo e-Título ou presencialmente, nas mesas de votação no exterior.
Passada a eleição, o prazo é mais longo: até 3 de dezembro de 2026 para o primeiro turno e até 8 de janeiro de 2027 para o segundo. A justificativa pode ser feita pelo e-Título, pelos sites do TSE e dos tribunais regionais eleitorais, ou por correspondência ao cartório eleitoral de origem.
Cada turno é contado separadamente. Faltar aos dois exige duas justificativas.
Por que resolver isso agora?
Título em situação irregular trava mais coisa do que a urna: atrapalha emissão e renovação de passaporte e aparece em serviços consulares que o brasileiro nos EUA usa com frequência. O prazo de regularização e transferência para estas eleições já se encerrou em 6 de maio, então o que dá para fazer agora é confirmar o local, comparecer e, se não der, justificar dentro do prazo.
Onde confirmar?
- Agência Senado — “Voto no exterior cresce 31%; saiba como votar e justificar a ausência” (https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/09/04/voto-no-exterior-cresce-31-saiba-como-votar-e-justificar-a-ausencia)
- Metrópoles — “Eleições 2026: TSE libera consulta ao local de votação. Saiba como fazer” (https://www.metropoles.com/brasil/eleicoes-2026-tse-libera-consulta-ao-local-de-votacao-saiba-como-fazer).
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