Quem comprou um iPhone 15 Pro, 15 Pro Max ou qualquer modelo da linha iPhone 16 nos Estados Unidos entre 10 de junho de 2024 e 29 de março de 2025 pode pedir de US$ 25 a US$ 95 por aparelho em um acordo de US$ 250 milhões fechado pela Apple. O formulário abriu em 21 de setembro e fecha em 21 de dezembro de 2026. Segundo a CNET, cerca de 36 milhões de consumidores são elegíveis.
O pedido é por aparelho, não por pessoa. Uma família com três iPhones dentro das regras faz três pedidos. E não há exigência de cidadania ou status migratório na definição da classe: basta ter comprado o celular nos EUA, residir no país e ser o comprador original.
De que trata o processo?
O caso é Landsheft v. Apple Inc., nº 5:25-cv-02668, no tribunal federal do Norte da Califórnia, em San José, sob a juíza Noël Wise. Os autores alegam que compraram iPhones esperando recursos da Siri anunciados com a Apple Intelligence, como o entendimento de contexto pessoal e a leitura do que está na tela, apresentados em junho de 2024, e que esses recursos não chegaram. Em março de 2025, a Apple adiou o lançamento da Siri personalizada.
Segundo a proposta de acordo citada pela CNET, a Apple "supostamente saturou o mercado com anúncios enganosos, induzindo consumidores a comprar iPhones com base na promessa de certos recursos aprimorados da Siri". A ação se apoia em leis da Califórnia contra propaganda enganosa e concorrência desleal. O acordo foi fechado em maio de 2026 e recebeu aprovação preliminar em 17 de julho.
A Apple nega todas as alegações. O site oficial do acordo diz que ele "não é admissão de culpa ou má conduta de qualquer tipo pela Apple". Um porta-voz da empresa declarou à CNET: "A Apple chegou a um acordo para resolver reclamações relacionadas à disponibilidade de dois recursos adicionais. Resolvemos este assunto para continuar focados em fazer o que fazemos de melhor."
Quem tem direito
Os aparelhos elegíveis são o iPhone 16, 16e, 16 Plus, 16 Pro e 16 Pro Max, além do iPhone 15 Pro e do 15 Pro Max. Os dois modelos de 2023 entram porque têm processador e memória para rodar a Apple Intelligence, explica a CNET.
A compra precisa ter sido feita nos Estados Unidos, por residente no país, entre 10 de junho de 2024 e 29 de março de 2025, para uso pessoal ou comercial. Aparelho comprado para revenda fica de fora. A FOX 13 de Seattle resume a regra central: a pessoa precisa ser a dona original do iPhone.
Quanto sai por aparelho?
O valor base é US$ 25 por aparelho. Ele pode subir, proporcionalmente, até US$ 95, ou cair abaixo de US$ 25, conforme o número de pedidos válidos. A juíza Wise escreveu na ordem de aprovação preliminar que há "baixa probabilidade de as partes chegarem ao teto por aparelho", dado o alcance da notificação, e exigiu aviso ao tribunal antes de qualquer pagamento acima de US$ 95.
Do fundo de US$ 250 milhões saem antes os custos de notificação e administração, impostos, honorários dos advogados e prêmios de até US$ 2.000 para cada um dos mais de 60 representantes da classe. O pedido de honorários será publicado na aba de documentos do site até 17 de novembro de 2026.
Como pedir
O caminho é o site oficial do acordo, smartphoneaisettlement.com, administrado pela Verita Global, empresa nomeada pelo tribunal. O usuário escolhe se pede como pessoa física ou como empresa, informa os dados de contato e confirma três pontos: que comprou esperando os recursos da Siri que não vieram, que a compra foi no período e nos EUA, e que tem informação suficiente para comprovar a propriedade.
O site pede o número de série do iPhone, que aparece em Ajustes. Também vale o código de barras da caixa original ou o recibo da compra. Quem for identificado pela Apple como elegível receberá e-mail ou carta da Verita com um número de pedido e um PIN.
O pagamento sai por cheque físico ou cheque digital, à escolha de quem pede. O telefone gratuito da administradora é 1-888-988-8945. O site pede que ninguém ligue para o tribunal.
Quando o dinheiro chega,
A audiência de aprovação final está marcada para 24 de fevereiro de 2027, às 9h, na sala 3 do tribunal de San José. A ordem de julho previa setembro de 2027, mas uma decisão de 13 de agosto antecipou a data em sete meses. Parte da cobertura ainda cita a data antiga.
Pelo acordo, os pagamentos saem 60 dias após a chamada data efetiva, que depende da aprovação final e da ausência de recursos. A CNET projeta os primeiros cheques ou depósitos para uma janela de 60 dias depois de fevereiro de 2027. O cheque precisa ser descontado em até 120 dias após o envio; a reemissão pode ser pedida em até 150 dias.
Quem não pedir também perde o direito de processar.
Quem está na classe e não se exclui formalmente fica impedido de processar a Apple sobre esses fatos, receba ou não o pagamento. Quem preferir sair precisa mandar carta assinada, com nome e número do caso, para a caixa postal 301132, Los Angeles, CA 90030-1132, postada até 21 de dezembro. Exclusão em grupo é proibida. Objeções ao acordo ou aos honorários também devem chegar ao tribunal até a mesma data.
Um grupo de autores, representado pelo escritório Pomerantz, se opôs em maio, alegando que o acordo não distingue o valor das reclamações entre modelos. A juíza discordou: "o valor subjacente dos recursos de Siri Aprimorada é o mesmo em todos os Aparelhos Elegíveis".
O endereço oficial para o pedido é smartphoneaisettlement.com; as informações sobre prazos, exclusão e documentos do caso ficam na página de perguntas frequentes do mesmo site.
Onde confirmar: site oficial do acordo (Verita Global), FAQ oficial do acordo, ordem de aprovação preliminar, Landsheft v. Apple (17/07/2026) · CNET (26/09) · The News Tribune (25/09) · CBS News (22/09) · MacRumors (22/09) · AppleInsider (21/09) · FOX 13 Seattle (21/09) · NBC Washington (21/09) · Settlement Agreement, Doc. 78-1 (05/05/2026).
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