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Moradia

Relatório de Harvard aponta recorde de inquilino sobrecarregado por custo de moradia nos EUA

O relatório anual do Centro Conjunto de Estudos de Habitação, da Universidade Harvard, mostra recorde de 22,7 milhões de inquilino gastando mais de 30% da própria renda com moradia em 2024, taxa de posse de imóvel em queda pelo segundo ano seguido e déficit de milhões de unidade acessível para quem ganha menos.

Redação Brazuca News 28 de July de 2026, 07:15 3 visualizações
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Relatório de Harvard aponta recorde de inquilino sobrecarregado por custo de moradia nos EUA
Foto: Pavel Danilyuk / Pexels License

O Centro Conjunto de Estudos de Habitação da Universidade Harvard divulgou, em 17 de junho, o relatório anual "Estado da Habitação da Nação 2026", mostrando recorde de 22,7 milhões de inquilino — quase metade do total do país — gastando mais de 30% da própria renda com moradia em 2024, segundo a Smart Cities Dive.

Preço da casa dispara desde 2020

O preço médio de casa já usada subiu 54% desde 2020, hoje em quase 5 vezes a renda média familiar — bem acima da proporção histórica de 3 para 1. A parcela mensal de financiamento de uma casa de preço médio chegou a cerca de US$ 3.100 no fim de 2025, ante US$ 1.700 no início de 2020, segundo a The MortgagePoint.

Renda necessária para comprar quase dobrou

A renda familiar necessária para comprar uma casa hoje soma US$ 120 mil, contra US$ 66 mil em 2020 — o preço médio nacional de venda já ultrapassa os US$ 400 mil, segundo a The MortgagePoint.

Posse de imóvel cai pelo segundo ano seguido

A taxa de posse de imóvel nos Estados Unidos caiu para 65,2%, o segundo ano seguido de queda — o adulto com menos de 35 anos foi o mais afetado, com apenas 37% já dono da própria casa, ante 39% em 2022, segundo a Smart Cities Dive.

Inquilino de renda mais baixa é o mais afetado

Entre inquilino que ganha menos de US$ 30 mil por ano, 83% já gasta mais de 30% da renda com moradia, e 66% gasta mais de 50% — situação que o próprio relatório classifica como "a mais grave e mais difícil de resolver", segundo a The MortgagePoint.

Faltam milhões de unidade acessível

Só existem 3,8 milhões de unidade de aluguel acessível disponível para 11 milhões de família de renda extremamente baixa — déficit de 7,2 milhões de unidade. A quantidade de imóvel com aluguel abaixo de US$ 1.000 por mês caiu mais de 30% entre 2014 e 2024, uma perda de 7 milhões de unidade, segundo a Smart Cities Dive e a The MortgagePoint.

Apenas 1 em cada 4 elegível recebe ajuda federal

Só uma em cada quatro família de renda muito baixa elegível recebe algum subsídio federal de moradia, deixando 13,8 milhões de família elegível sem nenhum tipo de ajuda, segundo a Smart Cities Dive.

Sobra pouco depois de pagar o aluguel

Cerca de 13 milhões de família inquilina com renda abaixo de US$ 30 mil sobra, em média, apenas US$ 210 por mês depois de pagar a moradia — valor bem menor que os US$ 410 registrados em 2019, já corrigido pela inflação, segundo a The MortgagePoint.

Estado avança com reforma de zoneamento

Diante do quadro, estado como Washington, Vermont e Maine já avançam com reforma de zoneamento para permitir mais construção, enquanto Arkansas e Iowa criam regra facilitando unidade acessória de moradia (ADU) — mudança que o próprio relatório chama de "mudança histórica de política", segundo a Smart Cities Dive.

Por que isso importa para o brasileiro nos EUA

Para o brasileiro que aluga ou pretende comprar casa nos Estados Unidos, o relatório de Harvard confirma que o aperto no custo de moradia é estrutural e afeta o país inteiro, não só uma região — vale considerar programa estadual de zoneamento mais flexível ou de unidade acessória ao planejar onde morar.

 

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