Ataques de phishing que usam inteligência artificial saltaram de 4% para 56% do total de golpes de phishing reportados em apenas um mês, um aumento de 14 vezes, segundo relatório do setor de segurança digital citado pela Tech Times. A tática hoje representa 40% de todos os ataques de phishing registrados em 2026.
Clonagem de voz é uma das armas mais usadas.
Golpista consegue clonar a voz de uma pessoa usando áudio coletado de vídeo ou postagem pública em rede social, e depois liga para a vítima simulando o número de telefone de um parente ou amigo, passando-se por essa pessoa em situação de aflição para pedir dinheiro com urgência, segundo a Tech Times.
QR code falso e golpe por SMS.
O chamado "quishing" — phishing feito por QR code falso — também cresceu como tática, junto com ataques mais sofisticados de interceptação de comunicação (adversary-in-the-middle). Mais de 5 mil pessoas já reportaram à polícia federal americana (FBI) golpe de troca de chip (SIM swapping) desde 2022, quando o golpista transfere o número de telefone da vítima para um chip próprio e passa a receber código de verificação em nome dela.
Aplicativo que cobra assinatura escondida.
Golpe de assinatura por aplicativo segue como um dos esquemas mais lucrativos: o app se anuncia como ferramenta gratuita de inteligência artificial, editor de foto, monitor de atividade física, aplicativo de idioma ou jogo, mas inscreve o usuário, sem aviso claro, em assinatura semanal ou mensal cara, segundo a Tech Times.
O que o Google recomenda
Entre as recomendações do próprio Google para o usuário comum estão: desconfiar de mensagem urgente pedindo dinheiro ou informação pessoal, mesmo vinda de contato conhecido; confirmar por outro canal — como ligação direta — antes de agir sobre pedido urgente de familiar; evitar escanear QR code de origem desconhecida; e revisar periodicamente quais aplicativos têm assinatura ativa no próprio celular.
Por que o imigrante é alvo mais comum?
Golpista costuma mirar quem tem menos familiaridade com o sistema bancário e de telefonia americano, ou que hesita em confirmar informação por barreira de idioma — daí a importância de conversar com a família, principalmente com o idoso em casa, sobre esses golpes específicos, já que a tática de clonagem de voz depende justamente de a vítima acreditar que está ouvindo a voz real de um parente.
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