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Saúde e Bem Estar

Confira o freezer: mirtilo congelado da Publix é recolhido por E. coli, com 4 hospitalizados

O CDC alertou nesta terça para o surto ligado aos GreenWise Organic Blueberries de 10 oz (lote 60401, validade 9/2/2028), vendidos em 8 estados do Sudeste — 11 dos 12 casos são na Flórida. Como o produto dura anos no freezer, o aviso vale mesmo para quem comprou há semanas: jogue fora ou devolva, e lave o que tocou nas frutas.

Redação Brazuca News 08 de July de 2026, 12:11 3 visualizações
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Confira o freezer: mirtilo congelado da Publix é recolhido por E. coli, com 4 hospitalizados
Foto: Carsten Ruthemann / Pexels License

Quem faz compras na Publix — o supermercado do dia a dia de boa parte da comunidade brasileira na Flórida, na Geórgia e nas Carolinas — precisa conferir o freezer. O CDC emitiu alerta nesta terça-feira (7) sobre um surto multiestadual de E. coli ligado aos mirtilos congelados orgânicos GreenWise Organic IQF Blueberries, marca própria da rede: são 12 pessoas infectadas, 4 delas hospitalizadas — 11 dos casos na Flórida e 1 na Geórgia.

O detalhe que torna o recall diferente dos comuns: por ser congelado, o produto tem validade até 9 de fevereiro de 2028 — ou seja, o pacote comprado semanas ou meses atrás pode estar no freezer agora, esperando a próxima vitamina.

Como identificar o produto

  • Produto: GreenWise Organic IQF Blueberries, pacote de 10 oz (283 g);
  • Lote impresso: 60401;
  • Validade (“Best by”): 9 de fevereiro de 2028;
  • Onde foi vendido: lojas Publix em Alabama, Flórida, Geórgia, Kentucky, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Tennessee e Virgínia.

O recall foi iniciado em 3 de julho pela produtora chilena Frutas y Hortalizas del Sur, e a Publix retirou o produto das lojas assim que os achados do Departamento de Saúde da Flórida chegaram à matriz. Das 9 pessoas doentes entrevistadas na investigação, 7 relataram ter comido mirtilo congelado — 5 citaram especificamente o produto GreenWise. Os adoecimentos ocorreram entre 11 de maio e 5 de junho.

O que fazer — e quais sintomas exigem médico

A orientação oficial do CDC é direta: não coma — jogue fora ou devolva ao ponto de compra — e lave com água quente e sabão (ou na lava-louças) qualquer superfície, pote ou utensílio que tenha tocado as frutas.

A cepa do surto (E. coli O145) produz toxina Shiga. A maioria dos infectados apresenta, nas palavras do CDC, “cólicas estomacais severas, diarreia (frequentemente com sangue) e vômito”, começando 3 a 4 dias após a ingestão, com recuperação em 5 a 7 dias sem tratamento. O perigo é a evolução para a síndrome hemolítico-urêmica (HUS), uma falência renal grave — risco maior em crianças pequenas, idosos e pessoas imunossuprimidas.

Procure atendimento se houver: febre acima de 38,9°C (102°F) com diarreia; diarreia por mais de 3 dias sem melhora; diarreia com sangue; vômito que impeça a hidratação; ou sinais de desidratação. Clínicas de urgência atendem independentemente de status migratório — e vale mencionar ao médico o consumo do produto, que orienta o exame certo.

A investigação da FDA e do CDC segue aberta: o número de casos pode subir com novas notificações, e a lista de produtos pode ser ampliada se o rastreamento apontar outros lotes. Para a família que tem o hábito do smoothie matinal, o gesto de hoje é simples: dois minutos de olho no freezer valem mais que uma semana de hospital.

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