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Saúde e Bem Estar

Plano de saúde deve subir de novo em 2027: seguradoras pedem 22,4% em Washington, e Colorado divulga pedidos neste mês

Depois do choque de 2026 — quando o valor pago pelo consumidor do marketplace subiu 58% em média —, as seguradoras já protocolam aumentos de dois dígitos para 2027. Em Washington, 13 empresas pedem 22,4% em média; no Colorado, os pedidos ficam públicos nas próximas semanas. Quem compra plano por conta própria deve se preparar para a open enrollment de novembro.

Redação Brazuca News 06 de July de 2026, 10:43 6 visualizações
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Plano de saúde deve subir de novo em 2027: seguradoras pedem 22,4% em Washington, e Colorado divulga pedidos neste mês
Foto: www.kaboompics.com / Pexels License

Quem compra plano de saúde por conta própria — a realidade da maioria dos autônomos brasileiros, da limpeza à construção — deve se preparar para o segundo choque de preço seguido. As seguradoras começaram a protocolar os aumentos para 2027, e os primeiros números são de dois dígitos: em Washington, 13 empresas pedem reajuste médio de 22,4% no mercado individual, atingindo 281.844 segurados que não têm plano pelo empregador, segundo o escritório da comissária de seguros do estado.

Os pedidos variam por seguradora: a Coordinated Care, maior do mercado individual de Washington, quer 27,8%; a Molina, 25,8%; a Kaiser, 14%; a Regence BlueShield, 8,6%. A Providence Health Plan decidiu sair do mercado individual do estado em 2027. “Sei que as mudanças de tarifa solicitadas serão difíceis para indivíduos e famílias”, reconheceu a comissária Patty Kuderer, acrescentando que o órgão vai “passar os próximos meses revisando cada premissa das seguradoras para garantir que os pedidos se justificam”.

O precedente que o Colorado já sentiu na pele

No Colorado, os pedidos de 2027 ainda não são públicos — no ciclo passado, saíram em julho, e a Divisão de Seguros estadual deve divulgá-los nas próximas semanas. O precedente é pesado: para 2026, o órgão calculou que cerca de 225 mil pessoas do mercado individual viram o valor que pagam praticamente dobrar (alta média de 101%), com pedido médio estadual de 28,4%. O efeito apareceu na matrícula: a Connect for Health Colorado fechou 2026 com 277.228 inscritos, queda de 2% — e de cerca de 24% entre clientes novos, sinal de gente desistindo de entrar por causa do preço.

O quadro nacional confirma a tendência. A análise da Universidade Georgetown sobre os primeiros protocolos de 2027 em dez estados aponta o segundo ano consecutivo de aumentos de dois dígitos, e o rastreador da Families USA mostra a régua fora do lugar: de 2019 a 2025, os prêmios do marketplace subiram em média 3,86% ao ano; em 2026, saltaram 25,52%. O caso extremo até agora é a UnitedHealthcare em Nova York, pedindo 52% para 2027.

Por que os preços dispararam

O motivo central se repete nos protocolos das seguradoras: o fim dos subsídios turbinados do Obamacare (os enhanced premium tax credits), que expiraram em 31 de dezembro de 2025. Sem o desconto, os segurados mais saudáveis abandonaram os planos — e sobrou um grupo de risco mais caro. Somam-se a isso a inflação médica projetada em 8,5% para 2027 e a nova regra federal do marketplace, que na projeção do próprio CMS deve reduzir as matrículas em 1,2 a 2 milhões de pessoas.

O bolso do consumidor já registrou o primeiro round: segundo a KFF, o prêmio médio efetivamente pago no marketplace subiu 58% em 2026 — de US$ 113 para US$ 178 por mês — e a franquia média saltou US$ 1.027, para US$ 3.786, o maior aumento desde a criação dos marketplaces em 2014. Os planos Bronze, de franquia alta, bateram recorde de 40% das escolhas.

O que ainda pode mudar — e o que fazer

Duas variáveis podem amaciar os números. Primeiro, pedido não é preço final: os reguladores estaduais revisam e costumam cortar os percentuais — em Washington, a decisão sai em setembro. Segundo, o Congresso: a Câmara aprovou em janeiro, por 230 a 196, a extensão por três anos dos subsídios turbinados, mas o texto está travado no Senado; se um acordo sair, as seguradoras podem reprotocolar tarifas até 12 de agosto.

Para a família brasileira que depende do marketplace, o roteiro prático até novembro: acompanhar a divulgação dos pedidos do Colorado em doi.colorado.gov nas próximas semanas (no Oregon, há até audiência pública em 13 de julho); não renovar o plano no automático — na open enrollment, que começa em 1º de novembro, comparar todas as opções, porque as diferenças entre seguradoras chegam a 19 pontos percentuais; e verificar os programas estaduais de alívio, como o Colorado Premium Assistance, criado para amortecer parte do aumento. Imigrantes com presença legal podem usar o marketplace — que segue sendo a porta principal de quem não tem plano de empregador.

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