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Moradia

Momento do inquilino: aluguel em Denver volta ao nível de 2022, e Washington trava reajuste em 9,68%

A vacância recorde derrubou os aluguéis em Denver ao patamar de 2022, com prédios oferecendo até 3 meses grátis. Em Washington, a lei estadual limita o reajuste de 2026 a 9,683% e proíbe aumento nos primeiros 12 meses de contrato. Para quem quer comprar, a hipoteca de 30 anos caiu a 6,43%, menor nível em 7 semanas.

Redação Brazuca News 06 de July de 2026, 02:20 6 visualizações
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Momento do inquilino: aluguel em Denver volta ao nível de 2022, e Washington trava reajuste em 9,68%
Foto: Phát Trương / Pexels License

Quem aluga — a situação da maioria dos brasileiros nos Estados Unidos — vive um momento raro de vantagem na mesa de negociação. Os números da semana mostram aluguel em queda real em Denver, teto legal de reajuste em vigor no estado de Washington e, para quem pensa em sair do aluguel, a taxa de hipoteca mais baixa em sete semanas.

Denver: o mesmo aluguel de 2022

O aluguel médio da região metropolitana de Denver ficou em US$ 1.758 no primeiro trimestre de 2026, queda de 3,4% em 12 meses, segundo a Apartment Association of Metro Denver. “Nossa média atual de US$ 1.758 é exatamente, dólar por dólar, o mesmo aluguel que tínhamos no primeiro trimestre de 2022”, disse ao Colorado Sun Scott Rathbun, da consultoria Apartment Insights.

As concessões a inquilinos bateram recorde: desconto médio de US$ 180 por mês, com complexos oferecendo de 1 a 3 meses de aluguel grátis em contratos novos. A causa é oferta — Denver construiu volume recorde de moradias novas, sobretudo apartamentos, nos últimos anos. É o tipo de queda de preços que economistas consideram saudável, como descreveu a NPR: os preços de casas na cidade caíram mais de 2% em um ano pelo índice S&P Case-Shiller, uma das maiores quedas entre as metrópoles do país, e os aluguéis caíram ainda mais.

“Como inquilino, estou em êxtase com a queda dos preços”, contou à NPR Karl Baumgartner, médico residente em Denver que se mudou para um apartamento maior, que antes não cabia no orçamento. A tradução prática: quem vai renovar contrato em Denver não deve assinar o primeiro valor proposto — pesquisar prédios vizinhos, pedir os meses grátis e negociar o desconto virou a norma do mercado, não a exceção.

Washington: reajuste tem teto de 9,683% — e é proibido aumentar no primeiro ano

No estado de Washington, o inquilino tem desde 2025 uma proteção com número exato. Pela lei HB 1217, o reajuste de aluguel em 2026 está limitado a 9,683%, teto válido de 1º de janeiro a 31 de dezembro, calculado pela fórmula de 7% mais a inflação, ou 10% — o que for menor, segundo o Departamento de Comércio do estado.

A mesma lei proíbe o locador de aumentar o aluguel nos primeiros 12 meses de contrato, em qualquer tipo de locação, com isenções específicas previstas na norma. Quem recebeu aviso de aumento acima do teto tem a lei do seu lado — e o teto de 2027 será publicado nas próximas semanas, logo depois que o Bureau of Labor Statistics divulgar, em meados de julho, os dados de inflação de junho.

O quadro nacional — e a janela para comprar

O mercado como um todo favorece quem procura apartamento: a vacância nacional em prédios multifamiliares está em 7,2%, perto do recorde histórico da série da Apartment List. O aluguel mediano nacional ficou em US$ 1.385 em junho, alta sazonal de 0,4% no mês, mas ainda 1,2% abaixo de um ano atrás — e as unidades estão levando em média 30 dias para alugar, três a mais que em 2025. O alívio é relativo: o aluguel mediano segue 21% acima do início de 2021.

Para quem quer trocar o aluguel pela casa própria, a semana também trouxe notícia: a taxa média da hipoteca fixa de 30 anos caiu para 6,43% na semana encerrada em 2 de julho — o menor nível em sete semanas, ante 6,49% na semana anterior e 6,67% um ano atrás, segundo a pesquisa da Freddie Mac. A taxa de 15 anos ficou em 5,79%. A própria Freddie Mac registra que a demanda de compra vem subindo com a “modesta melhora de acessibilidade”.

A pesquisa de juros é atualizada toda quinta-feira — a leitura de 9 de julho dirá se a janela continua aberta. Até lá, a regra de bolso vale para os dois lados da equação da moradia: inquilino negocia, comprador compara propostas de mais de um credor.

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