O governo dos Estados Unidos mirou o dinheiro do crime organizado brasileiro. Em 1º de julho de 2026, o Departamento do Tesouro americano, por meio do escritório de controle de ativos (OFAC), sancionou pessoas e empresas brasileiras acusadas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Tesouro, a rede lavou mais de US$ 30 milhões em recursos do crime gerados nos Estados Unidos, usando criptomoedas para enviar o dinheiro de volta ao Brasil.
A ação atingiu duas pessoas físicas e três empresas brasileiras sediadas em São Paulo, além de uma empresa em Portugal, todas apontadas como parte da estrutura financeira do grupo.
Como funcionava o esquema
De acordo com o comunicado oficial, o dinheiro vinha de atividades ilícitas em várias cidades americanas e era convertido em criptomoedas para dificultar o rastreamento e chegar ao Brasil em nome do PCC. A lavagem por meio de ativos digitais é uma das formas usadas por organizações criminosas para mover grandes quantias entre países sem passar diretamente pelo sistema bancário tradicional.
O que muda com a sanção
Com a designação da OFAC, os bens dos sancionados que estejam sob jurisdição dos Estados Unidos ficam bloqueados, e pessoas e empresas americanas ficam, em regra, proibidas de fazer negócios com eles. Na prática, a medida busca cortar o acesso dessa rede ao sistema financeiro americano.
O alcance do PCC
O Tesouro descreve o PCC como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental, com operadores atuando nos Estados Unidos para lavar recursos do tráfico e presença que se expandiu para outros continentes. A ação também se soma a movimentos recentes do governo americano de endurecer o cerco a facções brasileiras dentro dos EUA.
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