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Poatan perde o cinturão para Gane no UFC histórico da Casa Branca — e o que resta aos brasileiros em 2026

No primeiro evento esportivo profissional realizado na Casa Branca, Alex "Poatan" Pereira foi nocauteado por Ciryl Gane no segundo round e perdeu o cinturão interino dos pesos-pesados, frustrando o sonho de ser o primeiro tricampeão da história do UFC. Mas a noite teve festa brasileira: Mauricio Ruffy nocauteou Michael Chandler e Diego Lopes parou Steve Garcia. Veja o balanço e o que vem por aí.

Redação Brazuca News 27 de June de 2026, 00:35 3 visualizações
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Poatan perde o cinturão para Gane no UFC histórico da Casa Branca — e o que resta aos brasileiros em 2026
Foto: BYB BYB / Pexels License

Ciryl Gane derrubou Alex "Poatan" Pereira com um cruzado de esquerda no início do segundo round e despejou uma sequência de golpes até o árbitro encerrar a luta, a 1min27s do assalto. Foi assim que o brasileiro perdeu o cinturão interino dos pesos-pesados do UFC e viu escapar o sonho de entrar para a história como o primeiro tricampeão da organização. O cenário não poderia ser maior: o gramado sul da Casa Branca, em Washington, no primeiro evento esportivo profissional já sediado na residência presidencial dos Estados Unidos.

O UFC Freedom 250, apelidado de "UFC Casa Branca", aconteceu em 14 de junho, data que coincidiu com o aniversário de 80 anos do presidente Donald Trump e com a contagem regressiva para os 250 anos da independência americana. Cerca de 4.300 convidados acompanharam o card por acesso restrito, com transmissão exclusiva pelo Paramount+. A montagem teve nível de segurança comparável ao do Super Bowl, segundo a imprensa americana.

A queda de Poatan e a tentativa frustrada de virar o jogo

Pereira, que chegou ao octógono com cartel de 13 vitórias e 4 derrotas, dominou os médios em 2022 e os meio-pesados em 2023. Uma vitória sobre Gane o transformaria no primeiro lutador a conquistar cinturões em três categorias diferentes. O brasileiro estreava entre os pesos-pesados justamente nessa disputa pelo título interino — e a aposta deu errado.

O francês controlou as ações desde o começo, com movimentação constante e maior volume de golpes. No segundo round, um jab abriu caminho para o cruzado que mandou Poatan à lona. O brasileiro chegou a se levantar, mas foi encurralado e recebeu nova saraivada até a parada. "Esse era o risco. Se eu não tivesse corrido riscos toda vez que lutei, eu não estaria onde estou hoje", disse Pereira após o revés, em fala reproduzida pela ESPN.

Nos dias seguintes, a derrota ganhou contornos de polêmica. Pereira reclamou de golpes na nuca durante a sequência final e chegou a acionar assessoria jurídica para tentar reverter o resultado. Depois, recuou. "Não (vou tentar mudar o resultado da luta). Para mim não faz sentido. Está lá. Se ele se sente campeão, ok. O que eu quero é minha revanche", afirmou, segundo a AG Fight. O foco agora, disse, é provar superioridade dentro do octógono: "E mostrar que posso vencer esse cara. Jogando limpo, sendo profissional."

A festa brasileira na nuca americana

A noite, porém, teve motivos de sobra para a torcida verde-amarela comemorar. Mauricio Ruffy, lutador alagoano, nocauteou o americano Michael Chandler ainda no primeiro round, aos 4min29s. O brasileiro ditou o ritmo na média distância e encaixou dois chutes rodados invertidos na cabeça do adversário, frustrando completamente as respostas de Chandler, ex-campeão do Bellator e um dos nomes mais populares dos leves.

Logo depois, Diego Lopes manteve viva a caminhada rumo ao cinturão dos penas ao nocautear Steve Garcia no segundo round, aos 2min42s. Lopes aparece entre os primeiros colocados da fila de desafiantes da categoria e soma mais uma atuação de impacto no momento mais visível possível para o esporte. Em resumo: dos três brasileiros no card, dois saíram com nocaute na bagagem.

Na luta principal da noite, fora do eixo brasileiro, Justin Gaethje superou Ilia Topuria por nocaute técnico (paralisação do córner) no quarto round e ficou com o cinturão linear dos leves — divisão em que vários brasileiros sonham com uma vaga de desafiante.

O que está em jogo para os brasileiros no resto de 2026

A derrota de Poatan reabre o tabuleiro dos pesos-pesados. O cinturão indiscutível pertence a Tom Aspinall, que se recupera de cirurgias nos olhos após o duelo interrompido contra o próprio Gane no fim de 2025. Sem prazo de retorno definido para o campeão, o francês segura o título interino, e uma unificação Aspinall x Gane segue no horizonte. Para Pereira, o caminho mais curto de volta ao topo passa pela revanche que ele pede — ou por uma decisão de voltar aos meio-pesados, divisão que dominou.

No restante das categorias, o Brasil chega à metade de 2026 com vários nomes batendo à porta de uma disputa. Diego Lopes segue como um dos principais candidatos ao cinturão dos penas. Charles "do Bronx" Oliveira venceu Max Holloway por decisão unânime no UFC 326, em março, conquistou o simbólico cinturão BMF e voltou ao top-15 do ranking peso por peso, embora ainda figure atrás do campeão e do interino na fila dos leves.

Mauricio Ruffy, por sua vez, aproveitou o palco da Casa Branca para fazer campanha aberta por uma disputa de título. O alagoano afirmou estar focado em emendar a próxima luta já valendo o cinturão, ainda que nomes como Charles do Bronx e Arman Tsarukyan apareçam à frente na disputa pela vaga de desafiante.

Para o brasileiro que acompanha MMA em Denver, Seattle e em qualquer canto dos Estados Unidos, o recado é simples: a derrota de Poatan dói, mas não esvazia a agenda. Com Ruffy em ascensão, Lopes mirando o cinturão dos penas e Charles do Bronx ainda vivo na corrida dos leves, o segundo semestre promete novos capítulos verde-amarelos no octógono. Vale ficar de olho nas próximas datas do UFC para não perder a próxima luta de brasileiro com chance de título.

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