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Vinícius marca duas vezes, Brasil vence a Escócia por 3 a 0 e avança como líder; Japão é o provável adversário no mata-mata

Com dois gols de Vinícius Júnior e um de Matheus Cunha, o Brasil bateu a Escócia por 3 a 0 nesta quarta-feira (24), em Miami, fechou a fase de grupos na liderança do Grupo C e garantiu vaga na rodada de 32. O provável adversário, no dia 29 em Houston, é o Japão — que em outubro venceu a Seleção pela primeira vez na história.

Redação Brazuca News 25 de June de 2026, 00:13 29 visualizações
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Vinícius marca duas vezes, Brasil vence a Escócia por 3 a 0 e avança como líder; Japão é o provável adversário no mata-mata

O Brasil encerrou a primeira fase da Copa do Mundo de 2026 com autoridade. Nesta quarta-feira (24), no Hard Rock Stadium, em Miami, a Seleção de Carlo Ancelotti venceu a Escócia por 3 a 0, terminou o Grupo C na liderança e carimbou a vaga na rodada de 32 — a primeira fase do mata-mata do torneio. Os gols saíram dos pés e da cabeça de Vinícius Júnior, autor de dois, e de Matheus Cunha.

O placar começou a ser construído cedo. Aos 7 minutos, o zagueiro escocês McKenna tentou afastar a bola, mas o desvio sobrou limpo para Vinícius Júnior, que empurrou para o gol aberto. Antes do intervalo, nos acréscimos da primeira etapa, o atacante apareceu de novo: subiu mais alto que a defesa e cabeceou um cruzamento preciso de Bruno Guimarães para fazer o segundo.

Cunha amplia e Alisson mantém o zero

Na etapa final, aos 60 minutos, Matheus Cunha completou a vitória e encerrou qualquer dúvida sobre o resultado. A Escócia, que ainda tinha chances matemáticas de avançar, foi para cima na reta final e exigiu boas defesas de Alisson Becker — o goleiro travou finalizações de Scott McTominay e Lewis Ferguson e segurou o gol invicto. Os escoceses não conseguiram o gol de honra.

A atuação reforçou uma boa notícia para Ancelotti. Além de Vinícius Júnior, o nome mais constante do ataque brasileiro, Cunha vem se firmando como outra opção de perigo no último terço do campo. A dupla dá ao treinador italiano mais de um caminho para machucar os adversários no mata-mata.

Como o Brasil terminou em primeiro

A campanha brasileira na fase de grupos somou sete pontos. A Seleção estreou com empate em 1 a 1 contra o Marrocos, venceu o Haiti por 3 a 0 na segunda rodada e fechou com os 3 a 0 sobre a Escócia. No mesmo horário do jogo desta quarta, o Marrocos venceu o Haiti, mas o Brasil garantiu a ponta do grupo, de acordo com a cobertura da NBC News e os dados oficiais da FIFA.

Terminar em primeiro não é detalhe. A posição na chave costuma render um caminho teoricamente mais favorável no mata-mata e evita, logo de cara, o cruzamento com outro líder de grupo.

Quem o Brasil pode pegar: o provável é o Japão

Como líder do Grupo C, o Brasil enfrentará o segundo colocado do Grupo F na rodada de 32, marcada para segunda-feira, 29 de junho, no NRG Stadium, em Houston, no Texas. O Grupo F reúne Holanda, Japão, Tunísia e o vencedor de um playoff europeu, e os chaveamentos das principais publicações esportivas projetam o Japão como o vice da chave — e, portanto, o provável rival da Seleção, segundo o bracket da CBS Sports. A confirmação depende do encerramento do Grupo F.

Não é um adversário para subestimar. O Japão, apelidado de Samurai Blue, disputa sua oitava Copa do Mundo seguida desde a estreia em 1998 e chega de uma geração que vem incomodando os gigantes do futebol.

O retrospecto do Japão nas Copas

A melhor campanha japonesa em Mundiais é a rodada de 16 — as oitavas de final —, alcançada em 2002, 2010, 2018 e 2022, embora a seleção nunca tenha vencido um jogo de mata-mata em Copas. Em 2002, como anfitrião, passou da fase de grupos pela primeira vez e caiu diante da Turquia. Em 2010, perdeu nos pênaltis para o Paraguai. Em 2018, assustou a Bélgica antes de perder por 3 a 2.

O capítulo mais marcante é recente. No Catar, em 2022, o Japão chocou o mundo ao bater Alemanha e Espanha na fase de grupos e terminar em primeiro em uma das chaves mais difíceis do torneio, antes de cair para a Croácia nos pênaltis nas oitavas. É um time organizado, intenso e acostumado a surpreender favoritos.

Brasil x Japão: domínio histórico, mas com um alerta

No retrospecto direto, o favoritismo é claramente brasileiro. Em 13 jogos oficiais entre as seleções, o Brasil venceu 11, com dois empates, e marcou 35 gols contra apenas 5 sofridos, segundo os registros históricos do confronto. Em Copas do Mundo, os dois se enfrentaram uma única vez, na fase de grupos de 2006, com vitória brasileira.

O alerta veio em outubro de 2025. Em amistoso em Tóquio, o Japão buscou uma virada no segundo tempo e venceu o Brasil por 3 a 2 — a primeira vitória japonesa sobre a Seleção em toda a história do confronto, conforme registrou a ESPN. O resultado mostrou que o Samurai Blue não entra em campo apenas para se defender, e serve de aviso para um eventual duelo em Houston.

O que vem a seguir

Se as projeções de chaveamento se mantiverem, Brasil e Japão decidem uma vaga nas oitavas no dia 29, em Houston. Para a comunidade brasileira de Denver, Seattle e do restante dos Estados Unidos, é mais um capítulo para acompanhar de perto, agora em clima de eliminatória — em que um tropeço encerra a caminhada.

Por ora, fica o recado da arrancada brasileira: o time avançou na liderança, com o ataque funcionando e a defesa zerada, mas ciente de que o provável adversário da próxima fase já provou, há poucos meses, que é capaz de incomodar.

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