A prefeita de Seattle, Katie Wilson, apresentou em 15 de setembro um plano para reduzir a violência armada na cidade. O plano amplia as patrulhas de bicicleta da polícia em quatro bairros, estende o horário dos agentes de crise e passa a coordenação dos programas de prevenção para o CARE, o departamento que também opera a central do 911.
"Estamos agindo juntos e estamos agindo agora para responder à violência armada e preveni-la antes que aconteça", disse Wilson.
O anúncio vem depois do tiroteio no Seattle Center em 26 de julho e dos tiroteios em Belltown no fim de semana do Labor Day, segundo a KUOW.
O que muda nas ruas
As patrulhas de bicicleta da polícia vão aumentar em Belltown, na North Aurora, em Little Saigon e em Rainier Beach. Os Community Crisis Responders, agentes que atendem ocorrências de crise, passam a trabalhar mais de 18 horas por dia, contra 10 hoje.
A polícia de Seattle está a caminho de contratar mais de 140 policiais em 2026, segundo a prefeitura.
O chefe interino da polícia, Andre Sayles, destacou quem lidera o plano. "Acho que o melhor disso é que não é uma iniciativa comandada pela polícia. É uma iniciativa colaborativa, mas nós vamos ser a retaguarda para trabalhar com todos os nossos parceiros internos e externos", disse à KUOW.
Prevenção passa para o CARE.
O trabalho de intervenção comunitária contra a violência sai do Human Services Department e vai para o CARE. Com isso, mais de 5 milhões de dólares por ano em contratos com nove organizações comunitárias mudam de departamento. O orçamento proposto cria os cargos de diretor e de coordenador de redução da violência armada dentro do CARE.
"Esta é uma crise de saúde pública e de segurança pública ao mesmo tempo, e exige coordenação estreita", disse a chefe do CARE, Amy Barden. À KUOW, ela defendeu um painel central que acompanhe não só disparos e homicídios, mas também encaminhamentos e quem está em acompanhamento de caso.
A cidade cria ainda o seu primeiro Violence Reduction Council, que vai examinar cada homicídio, em parceria com o Center for Gun Violence Solutions da Johns Hopkins. O Center for Firearm Injury Prevention da Universidade de Washington vai mapear os programas de intervenção existentes.
Serviços gratuitos para jovens.
O plano traz medidas voltadas a adolescentes e jovens adultos, úteis para famílias com filhos nessa idade:
- Atendimento de saúde mental gratuito para quem tem de 13 a 24 anos;
- um novo ponto do Teen Late Night, programa noturno para adolescentes, no High Point Community Center;
- 600 mil dólares para o Seattle Parks and Recreation criar um programa pós-aula na Rainier Beach High School, dentro do orçamento proposto para 2027 e 2028.
Armas e leis
Um advogado da Procuradoria Municipal vai cuidar só dos pedidos de Extreme Risk Protection Order, a ordem judicial que retira armas de quem representa risco. A prefeitura também quer restringir armas em certos parques e em grandes eventos públicos com crianças, avaliar regras de armas no Seattle Center e revisar as leis sobre porte e as penas para menores, segundo a MyNorthwest.
"Seattle não vai aceitar a violência armada como inevitável, e eu também não", afirmou a prefeita.
A Câmara quer outro caminho.
O plano não tem apoio unânime. A vereadora Maritza Rivera criticou a proposta: "Não estou vendo nada novo aqui. E certamente não estou vendo um plano de focused deterrence", disse à MyNorthwest, em referência à estratégia de dissuasão focada em quem está mais envolvido com a violência.
Rivera quer 418 mil dólares para um piloto de dois anos com a National Network for Safe Communities, de Nova York, que aplica essa estratégia. A prefeita considera a proposta prematura e prefere montar a equipe dentro da própria prefeitura, segundo a KUOW. O vereador Eddie Lin se absteve na comissão.
A Câmara tinha votação marcada para terça-feira, 15 de setembro, sobre uma resolução de parceria com a organização, segundo a KOMO. O resultado não havia sido confirmado até o fechamento desta matéria.
Boa parte das medidas depende do orçamento de 2027 e 2028, que ainda precisa ser aprovado pela Câmara. A prefeitura fala em um déficit de 175 milhões de dólares para esse período, de acordo com a KOMO.
A procuradora municipal Erika Evans descreveu o plano como uma peça de um quebra-cabeça maior, que vai de oportunidades de engajamento para jovens a medidas fortes de responsabilização.
Onde confirmar?
- Mayor Wilson anuncia nova abordagem para reduzir a violência armada · Gabinete da Prefeita de Seattle · 15/09/2026
- Seattle mayor's new gun violence reduction plan pushes prevention over police · KUOW · 15/09/2026
- Seattle Mayor Katie Wilson releases gun violence plan with increased patrols, push for stronger gun laws · MyNorthwest · 15/09/2026
- Seattle leaders split as council votes Tuesday on gun violence deterrence partnership · KOMO News · 15/09/2026
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