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Economia

Passagem aérea de Thanksgiving e Natal chega ao maior preço em dez anos nos EUA, e a Hopper recomenda comprar antes de 31 de outubro

A ida e volta doméstica custa em média US$ 402 no Thanksgiving, 31% a mais que em 2025, e US$ 452 no Natal. Voltar na segunda ou na terça depois do feriado economiza até US$ 250.

Redação Brazuca News 29 de September de 2026, 11:10 1 visualizações
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Passagem aérea de Thanksgiving e Natal chega ao maior preço em dez anos nos EUA, e a Hopper recomenda comprar antes de 31 de outubro
Foto: Jasinto Shabani / Pexels License

A passagem aérea doméstica de ida e volta para o feriado de Thanksgiving custa em média US$ 402 nos Estados Unidos, alta de 31% sobre 2025, e a do Natal sai por US$ 452, alta de 23%. Os números são do índice de viagens de fim de ano da Hopper, plataforma de reservas, que atribui o nível mais alto em dez anos a meses de combustível de aviação caro por causa do conflito no Irã. A recomendação da empresa é fechar a compra antes do Halloween, em 31 de outubro.

A Associated Press noticiou na segunda-feira, 28 de setembro, que as tarifas devem continuar altas mesmo se o preço do combustível recuar. Em dólar, a diferença sobre o ano passado é de US$ 95 no Thanksgiving e de US$ 85 no Natal.

O que o índice oficial mostra

O índice de preços ao consumidor de agosto, divulgado pelo Bureau of Labor Statistics em 11 de setembro, registrou alta de 23,4% na tarifa aérea em 12 meses. A tarifa média sem taxas opcionais, como bagagem e marcação de assento, foi de US$ 405 no quarto trimestre de 2025, US$ 428 no primeiro trimestre de 2026 e US$ 436 no período de abril a junho, segundo o Bureau of Transportation Statistics, citado pela AP.

Combustível custa quase o dobro de 2025.

O índice Argus para o combustível de aviação nos EUA bateu US$ 4,88 o galão no início de abril, caiu a US$ 2,70 em junho e voltou a subir: US$ 4,53 em 17 de setembro e US$ 4,30 na sexta-feira, 25. Esse patamar é quase o dobro da média de 2025, e a tarifa seguiu alta mesmo durante a queda de junho, relata a AP.

No mundo, o barril do combustível de aviação custava cerca de US$ 99 em 27 de fevereiro, véspera da guerra com o Irã, foi a US$ 209 no início de abril e estava em US$ 195 em meados de setembro, de acordo com a associação das companhias aéreas, a IATA. A entidade espera que o combustível responda por quase um terço do custo operacional das aéreas em 2026, contra cerca de um quarto no ano passado.

Por que a queda do combustível não chega ao bilhete?

As companhias definem voos e assentos com meses de antecedência e não podem cobrar mais por bilhete já vendido. A United informou que cerca de 35% das passagens do quarto trimestre já estavam vendidas quando o combustível voltou a subir. Na American, cada centavo por galão acrescenta cerca de US$ 10 milhões à conta trimestral, e a alta recente soma cerca de US$ 1 bilhão ao quarto trimestre, segundo o diretor financeiro Devon May.

"A probabilidade de que as sobretaxas de combustível sejam revertidas e as tarifas baixem é muito pequena nos próximos meses", disse à AP o economista Brett House, que leciona na Columbia Business School. Para ele, a volatilidade pesa tanto quanto o nível do preço.

O setor fez dez aumentos de tarifa desde meados de março, contou ao Travel Weekly o analista Michael Linenberg, do Deutsche Bank. "Pode haver mais", afirmou. O consultor Ben Vinod espera preços estáveis ou até 10% mais altos até o fim do ano.

Menos voos na malha.

American, United e Southwest estão cortando voos, sobretudo em rotas menos rentáveis. A United retirou voos de dezembro e avisou que pode fazer novos cortes em 2027 se o combustível continuar caro.

O Deutsche Bank calcula que a capacidade das aéreas americanas cai 0,6% no terceiro trimestre e sobe 1,9% no quarto, quando o normal seria crescer de 3% a 4%. Nas companhias de baixo custo, a oferta de setembro encolheu 8,5% em um ano. A Spirit encerrou as operações em maio.

Dias mais caros e mais baratos no Thanksgiving.

O feriado cai em 26 de novembro. As médias da Hopper para o voo doméstico de ida e volta:

  • Volta no domingo, 29 de novembro: US$ 604, um dos dias mais caros do ano.
  • Volta na segunda ou na terça seguinte: cerca de US$ 350, economia de até US$ 250.
  • Volta na Black Friday: cerca de US$ 420.
  • Ida na segunda, 23 de novembro: US$ 370, cerca de US$ 50 a menos que na quarta.
  • Ida no próprio dia do feriado: cerca de US$ 371.

Quando voar no Natal,

Para o Natal, a Hopper sugere evitar a saída entre 18 e 20 de dezembro, quando a média fica pouco abaixo de US$ 500, e preferir a segunda ou a terça antes do feriado, por cerca de US$ 440. A volta no domingo, 27 de dezembro, custa cerca de 20% a mais. Depois de 2 de janeiro, a média passa de US$ 560.

O hotel doméstico sai por US$ 170 a noite no Thanksgiving, igual a 2025, e por US$ 197 no Natal, alta de 18%.

Destinos internacionais

No Natal, as tarifas para México e América Central sobem 23% e as para a Europa, 15%. Para África, Ásia e Oceania, os preços ficam iguais aos de 2025 ou um pouco abaixo. No Thanksgiving, a tarifa subiu para todos os destinos internacionais. O relatório não traz número específico para voos ao Brasil.

Milhas, contraponto e o prazo de outubro.

A economista da Hopper, Hayley Berg, disse à CBS News que o aumento era inevitável depois de o custo do combustível mais que dobrar. O relatório registra que os viajantes estão reservando o fim de ano semanas mais cedo do que o histórico.

O preço em pontos e milhas subiu menos que a tarifa em dinheiro neste ano, segundo Anna Brown, do serviço de alertas de passagens Going. "Esperar por um milagre de fim de ano quase nunca compensa", afirmou ao Travel Weekly.

O contraponto vem do presidente da Kayak, Peer Bueller, que disse em 19 de setembro que as tarifas seguem o padrão sazonal de costume, em patamar mais alto. Historicamente, a tarifa doméstica sobe em setembro, cai em outubro e tem o melhor preço cerca de cinco semanas antes do Thanksgiving, registra o Travel Weekly.

Os valores da Hopper são uma média dos preços bons disponíveis nas buscas de uma semana, e não a média paga por todos os passageiros. Para reduzir o risco de atraso, a empresa recomenda voos diretos entre 5h e 8h: os que saem depois das 9h têm o dobro de chance de atrasar.

O petróleo Brent passou de US$ 101 na segunda-feira e recuou a US$ 97,83, contra cerca de US$ 72 antes da guerra, informou a CBS News. Gregory Brew, analista de energia da Eurasia Group, disse à emissora que o fluxo de petróleo do Oriente Médio já supera 75% do volume anterior ao conflito, mas o preço demora mais a cair.

Onde confirmar: Hopper, 2026 Holiday Travel Index; Associated Press via WDBO (28/09); CBS News MoneyWatch (28/09); Travel Weekly (28/09); Bureau of Labor Statistics, índice de preços ao consumidor de agosto (11/09).

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