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iPhone dobrável custa US$ 1.999 nos EUA e R$ 21.999 no Brasil, e levar um de presente na mala pode render imposto de 50%

A pré-venda do iPhone Duo, primeiro dobrável da Apple, abre em 16 de outubro. Convertido, o preço americano fica em menos da metade do brasileiro, mas a Receita Federal só isenta US$ 1.000 por viajante, e aparelho para presente paga 50% sobre o que passar disso.

Redação Brazuca News 21 de September de 2026, 11:10 2 visualizações
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iPhone dobrável custa US$ 1.999 nos EUA e R$ 21.999 no Brasil, e levar um de presente na mala pode render imposto de 50%
Foto: Towfiqu barbhuiya / Pexels License

A Apple abre em 16 de outubro a pré-venda do iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, e começa a entregar e vender nas lojas em 23 de outubro. Nos Estados Unidos, o modelo de entrada custa US$ 1.999. No Brasil, a mesma versão sai por R$ 21.999. A diferença é grande o bastante para que muita família no Brasil peça a um parente daqui para trazer um aparelho na próxima visita, e a regra da Receita Federal para bagagem define quanto isso vai custar na chegada.

O aparelho

O iPhone Duo foi apresentado na quarta-feira, 9 de setembro, no evento da Apple em Cupertino, na Califórnia. Fechado, ele funciona como um celular compacto com tela de 5,4 polegadas. Aberto como um livro, vira um aparelho com tela interna de 7,6 polegadas, que a Apple chama de a maior já colocada num iPhone. Segundo a Macworld, a área da tela interna é 50% maior que a do iPhone 18 Pro Max.

"O iPhone Duo é a mudança mais transformadora do iPhone desde o original", disse o diretor-executivo da Apple, John Ternus, no comunicado reproduzido pelo Tom's Guide.

Ficha técnica

  • Telas: externa de 5,4 polegadas e interna dobrável de 7,6 polegadas, as duas OLED com taxa de 120 Hz.
  • Chip: A20 Pro, fabricado em 2 nanômetros, com CPU de seis núcleos e GPU de sete núcleos.
  • Câmeras traseiras: duas de 48 megapixels, uma principal e uma ultra-angular. A Macworld aponta que não há lente teleobjetiva.
  • Desbloqueio: Touch ID no botão lateral. O modelo não tem Face ID.
  • Bateria: sistema de duas baterias, com até 44 horas de vídeo na tela externa, segundo a Apple.
  • Peso e cores: 254 gramas, nas cores Night Sky e Star White, de acordo com o Tom's Guide.
  • Chip de operadora: só eSIM, sem gaveta para cartão físico.

Preço lá e cá

A tabela da Apple, compilada pelo Terra e pelo Times Brasil, fica assim:

  • 256 GB: US$ 1.999 nos EUA e R$ 21.999 no Brasil.
  • 512 GB: US$ 2.199 e R$ 23.499.
  • 1 TB: US$ 2.599 e R$ 26.499.
  • 2 TB: US$ 3.199 e R$ 30.999.

Com o dólar comercial a R$ 5,14, cotação de fechamento de sexta-feira (18) segundo o InfoMoney, os US$ 1.999 do modelo básico equivalem a cerca de R$ 10.275. O preço brasileiro é pouco mais que o dobro disso. No modelo de 2 TB, os US$ 3.199 dão cerca de R$ 16.440, contra R$ 30.999 nas lojas brasileiras.

A cota de US$ 1.000 e o imposto de 50%

É aqui que a conta muda. A Receita Federal isenta de imposto, para quem chega ao Brasil de avião ou navio, até US$ 1.000 em bens por pessoa. A cota é individual e intransferível: não dá para somar a de outros membros da família para cobrir um item mais caro.

O que passa desse valor paga 50% de imposto sobre o excedente. A Receita deixa claro, no guia de perguntas e respostas do viajante, que bens comprados para presentear não entram na categoria de uso pessoal e, por isso, são tributados em 50% sobre o que ultrapassar a cota.

Na prática, um iPhone Duo de US$ 1.999 levado como presente, sem nenhuma outra compra na mala, deixa US$ 999 acima da cota. O imposto seria de cerca de US$ 499,50. A versão de 2 TB, de US$ 3.199, deixaria US$ 2.199 de excedente e cerca de US$ 1.099,50 de imposto. Qualquer outra compra na mesma viagem entra na mesma cota e aumenta o valor tributado.

E se o celular for do próprio viajante?

A Receita tem uma regra específica para telefone. Segundo o guia, quem possui um único celular, mesmo comprado no exterior durante a viagem e em uso, pode trazê-lo como bem de caráter pessoal, isento de imposto, com base na Instrução Normativa RFB nº 1.059/2010.

A exceção tem limite. Se o viajante saiu do Brasil com um celular e comprou outro lá fora, o aparelho novo não é considerado compatível com a viagem, mesmo que já esteja sendo usado, a menos que se comprove defeito no telefone original. Um segundo aparelho na bolsa, ainda na caixa, cai na regra geral da cota.

Antes de comprar para outra pessoa

Há dois detalhes técnicos que pesam para quem vai usar o aparelho no Brasil. O Duo funciona só com eSIM, então a operadora e o plano da pessoa precisam oferecer esse tipo de chip virtual. O Times Brasil lembra que o 5G também depende de a operadora e o plano serem compatíveis.

Na conta do custo final, vale lembrar que a cota de US$ 1.000 é a mesma para tudo o que a pessoa traz na bagagem. Roupas, eletrônicos e outros presentes comprados na viagem somam com o celular.

O calendário

A pré-venda começa em 16 de outubro. No Brasil, segundo o Times Brasil, ela abre às 9h. A chegada às lojas está marcada para 23 de outubro, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

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