O Google apresentou em 12 de agosto, no evento Made by Google, a linha Pixel 11, semanas antes de a Apple lançar a versão reconstruída da Siri. A empresa colocou o assistente Gemini no centro da apresentação.
Preços e modelos
O Pixel 11 básico custa a partir de 899 dólares, 100 a mais que a geração anterior. Em compensação, o armazenamento inicial dobrou para 256 GB. A barra de câmeras ficou 40% mais fina, com acabamento inteiro em vidro, e o aparelho sai nas cores Frost, Hibiscus, Pistachio e Obsidian.
O Pixel 11 Pro parte de 1.099 dólares, contra 999 do Pixel 10 Pro. O modelo ganhou revestimento com o dobro de resistência a arranhões e melhor desempenho em quedas, com acabamento fosco nas cores Canyon, Fog, Olive e Obsidian.
O Pixel 11 Pro XL é quase 10% mais leve e cerca de 1 milímetro mais fino que o Pixel 10 Pro Fold, com bordas menores, câmera principal de 48 megapixels e zoom de até 30 vezes. A tampa traseira usa compósito de fibra de vidro, que segundo o Google torna o aparelho três vezes mais resistente que o antecessor.
Rastreador e relógio
A empresa lançou o Pixel Tag, rastreador de objetos que funciona na rede Find Hub, por 29 dólares a unidade ou 99 dólares o pacote com quatro — concorrente direto do AirTag da Apple.
O Pixel Watch 5 sai por 399 dólares na versão de 41 mm e 429 dólares na de 45 mm, com uma edição assinada por Stephen Curry a 579 dólares. As novidades de saúde incluem resumo mensal da tendência de pressão arterial e monitoramento de resistência à insulina.
Os recursos que importam no dia a dia
Três funções do Gemini se destacam para quem vive entre dois idiomas.
O Live Transcribe passou a traduzir língua americana de sinais (ASL) usando a câmera do aparelho, recurso de acessibilidade que não existia na linha.
O novo modo de ditado, chamado Rambler, foi desenhado para entender fala corrida — frases sem pontuação, repetições e vícios de linguagem — em vez de exigir que o usuário fale como quem escreve.
O Circle to Search ganhou integração maior com a câmera, permitindo identificar objetos e traduzir textos apontando o aparelho, útil para bula de remédio, aviso em repartição pública e formulário em inglês.
A disputa por trás do lançamento
Segundo a CNBC, o Google posiciona a linha como caminho oposto ao da Apple: a empresa quer diferenciar o Android com recursos do Gemini que não estariam disponíveis no iPhone. A Apple, por sua vez, prepara uma Siri reconstruída sobre modelos de inteligência artificial do próprio Google.
Para o consumidor, o efeito prático da disputa aparece no preço de entrada, que subiu 100 dólares em ambos os modelos principais, e na velocidade com que recursos de tradução e acessibilidade descem para aparelhos mais baratos nas próximas gerações.
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