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Educação

Empréstimo estudantil federal: quem ativar o débito automático até 30 de setembro garante juro 1 ponto menor até 2028

O Departamento de Educação ampliou de 0,25 para 1 ponto o desconto para quem paga no débito automático. Vale para Direct Loans liberados desde julho de 2012, e o cadastro precisa ser feito até 23h59 (horário de Nova York) de 30 de setembro.

Redação Brazuca News 19 de September de 2026, 11:10 2 visualizações
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Empréstimo estudantil federal: quem ativar o débito automático até 30 de setembro garante juro 1 ponto menor até 2028
Foto: George Pak / Pexels License

Quem tem empréstimo estudantil federal nos Estados Unidos tem até 30 de setembro para se cadastrar no débito automático (auto pay) e garantir um juro 1 ponto percentual menor até 30 de junho de 2028. O desconto foi anunciado pelo Departamento de Educação em junho e começou a valer em 1.º de julho para quem já estava inscrito.

Antes, o débito automático reduzia a taxa em 0,25 ponto. Agora a redução é de 1 ponto, e o benefício é temporário. O prazo termina às 23h59 do horário de Nova York de 30 de setembro, segundo a MOHELA, uma das empresas que administram os empréstimos federais. No horário das Montanhas, isso equivale a 21h59; no do Pacífico, a 20h59.

Quem tem direito

O desconto vale para os Federal Direct Loans liberados a partir de 1º de julho de 2012, informou o Departamento de Educação. Entram tanto os empréstimos de estudantes quanto os feitos por pais para pagar a faculdade dos filhos.

Segundo o Yahoo Finance, não há restrição por plano de pagamento. O benefício alcança quem está em um plano atrelado à renda já existente e quem migrar para os novos planos criados neste ano, desde que o empréstimo seja elegível e esteja sendo pago em dia pelo débito automático.

Quem já usa o débito automático não precisa fazer nada.

Para quem já estava inscrito, a mudança é automática. A empresa que administra o empréstimo aplica mais 0,75 ponto de desconto sobre os 0,25 que o mutuário já tinha, chegando a 1 ponto no total, segundo o comunicado oficial.

O desconto só continua enquanto o mutuário permanecer no débito automático. A MOHELA avisa ainda que, em períodos de adiamento (deferment) ou suspensão temporária dos pagamentos (forbearance), o débito automático deixa de funcionar e a redução de juro não é aplicada.

Como se inscrever

Quem ainda não usa o débito automático precisa entrar na conta da empresa que administra o empréstimo e escolher a opção "auto pay" no menu, segundo o Departamento de Educação. Em seguida, informa os dados da conta bancária e confirma o valor das parcelas.

O Yahoo Finance recomenda não deixar para a última hora: como o desconto vale desde 1º de julho, quanto antes a inscrição, maior a economia. A publicação também faz um alerta. Antes de aderir, é preciso ter certeza de que o valor integral da parcela estará na conta todo mês, porque um débito sem saldo pode gerar taxa de cheque especial (overdraft) e saldo negativo.

Quem estava no SAVE ou em atraso

O plano SAVE foi encerrado por ordem judicial em 10 de março de 2026, segundo a MOHELA. Quem estava nele precisa primeiro escolher um novo plano de pagamento e só depois se inscrever no débito automático para ter direito ao desconto, explicam o Departamento de Educação e o Yahoo Finance.

Quem está em inadimplência (default) não está pagando e, por isso, não pode usar o desconto de imediato. O caminho indicado pelo governo é entrar no StudentAid.gov, consolidar os empréstimos elegíveis e pedir um novo plano de pagamento antes de ativar o débito automático. O benefício passa a valer quando o empréstimo volta à situação regular.

Quanto dá para economizar?

O Yahoo Finance fez uma simulação simplificada. Em um empréstimo de US$ 30 mil com juro fixo de 6,4%, no novo plano Tiered Standard com prazo de 15 anos, a parcela fica em cerca de US$ 260 por mês. Com o desconto, o juro cai para 5,4% e a parcela vai para cerca de US$ 243.

No período de dois anos, sem o desconto, o mutuário pagaria US$ 6.232, sendo US$ 3.687 de juros e US$ 2.545 de principal. Com a redução, pagaria US$ 5.844, com US$ 3.100 de juros e US$ 2.744 abatidos da dívida, segundo a publicação. A diferença é que uma fatia maior de cada parcela passa a reduzir o saldo devedor.

Por que o governo criou o incentivo?

Antes da pandemia, mais de 80% dos mutuários que estavam pagando usavam o débito automático. Hoje são 40%, segundo o Departamento de Educação. O órgão argumenta que o pagamento automático evita parcelas esquecidas, e a pontualidade é exigida para acessar benefícios dos planos de pagamento e de perdão da dívida.

"Esperamos que este incentivo temporário aumente as taxas de pagamento e melhore significativamente a saúde geral da carteira federal de empréstimos estudantis", disse o subsecretário de Educação, Nicholas Kent, no anúncio.

Os novos planos de pagamento

O desconto chegou junto com dois planos criados pela lei que o governo chama de Working Families Tax Cuts Act, disponíveis desde 1º de julho. No Repayment Assistance Plan (RAP), a parcela é calculada pela renda e pelo número de dependentes, e quem paga em dia recebe uma contrapartida para que os juros não aumentem o saldo, segundo o Departamento de Educação.

O Tiered Standard tem prazos fixos de 10, 15, 20 ou 25 anos, definidos pelo tamanho da dívida. Quem trabalha no serviço público e faz 120 pagamentos mensais em dia pode ainda se qualificar para o perdão do Public Service Loan Forgiveness (PSLF), lembra o órgão.

Para simular a parcela nos novos planos, a MOHELA indica a calculadora do StudentAid.gov. O prazo para garantir o juro menor, porém, é um só: 30 de setembro.

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