Dolly Parton morreu na terça-feira, 25 de agosto, aos 80 anos, no Vanderbilt-Ingram Cancer Center, em Nashville. A equipe da cantora informou que ela "enfrentou com bravura uma breve batalha contra o câncer" e "partiu de sua vida terrena hoje no Vanderbilt-Ingram Cancer Center, cercada por entes queridos", segundo a CBS News.
O anúncio foi feito por Bryan Seaver, sobrinho da cantora e chefe de sua equipe de segurança, em vídeo gravado previamente e divulgado nas redes oficiais da artista.
Como a família comunicou,
A emissora WSMV, de Nashville, registrou que Seaver falou em nome das famílias Parton e Owens. "É uma honra, uma honra misturada com absoluto orgulho e grande tristeza", disse ele. A conta oficial da cantora acrescentou que "Dolly permanecerá para sempre como inspiração, não apenas por sua música atemporal e composição prolífica, mas também por sua perspicácia, calor humano e bondade".
Quatro dias antes de morrer, em 21 de agosto, Parton havia dito à revista People que vinha "lidando com alguns problemas de saúde aos quais simplesmente não dei atenção enquanto cuidava do Carl" — referência ao marido, Carl Thomas Dean, com quem foi casada por quase 60 anos e que morreu em março de 2025, aos 82.
A pedido dela, a WSMV informou que haverá apenas uma cerimônia pequena e privada para a família imediata. Nenhum ato público foi anunciado.
A quarta de doze filhos
Parton nasceu em 19 de janeiro de 1946, na zona rural do Tennessee, a quarta de doze irmãos. Entrou no programa de variedades de Porter Wagoner em 1966 e ficou sete anos no elenco. O disco de estreia, "Hello, I'm Dolly", saiu em 1967. O primeiro número 1 na parada country veio em 1970, com "Joshua".
Ao longo da carreira, gravou perto de 50 álbuns de estúdio e vendeu mais de 100 milhões de discos, conforme levantamento da CBS News. Somou 10 prêmios Grammy e 55 indicações. Em 2020, entrou no Guinness por manter 43 anos de intervalo entre seu primeiro e seu último número 1 na parada country, de 1977 a 2020.
Jolene, 1973.
"Jolene", lançada em 1973, virou uma das canções mais regravadas do repertório popular americano. A própria autora contou como o nome chegou até ela, em depoimento recuperado pela CBS News: "Eu amo esse nome. Todo o caminho de volta para o ônibus eu fiquei cantando: "Jolene, Jolene, Jolene".
A música que Whitney Houston levou ao mundo
"I Will Always Love You" saiu em 1974. Quase duas décadas depois, em 1992, a gravação de Whitney Houston para a trilha de "O Guarda-Costas" transformou a canção em fenômeno global — e Parton, como compositora, recebeu os direitos autorais. Sobre o episódio, ela resumiu à CBS News: "Olha, ela pode ficar com o crédito. "Eu só quero o dinheiro."
O cinema e o parque
A estreia no cinema foi em 1980, com "9 to 5", cuja canção-tema rendeu a ela indicação ao Oscar. Vieram "The Best Little Whorehouse in Texas", em 1982, com indicação ao Globo de Ouro, e "Steel Magnolias", em 1989. Em 1983, o dueto "Islands in the Stream", com Kenny Rogers, chegou ao primeiro lugar.
Em meados dos anos 1980, Parton comprou participação em um parque temático de Knoxville, rebatizado de Dollywood. Em 1988, criou a fundação que leva o nome do parque.
A biblioteca que nasceu do pai analfabeto
O projeto que ela citava como o mais importante começou em 1995. A Imagination Library envia pelo correio um livro por mês, de graça, para crianças do nascimento até os 5 anos, quando entram no jardim de infância. O programa já entregou mais de 332 milhões de livros em cinco países, segundo a NewsChannel 5, de Nashville.
A origem está na história da própria família. "Eu comecei a Imagination Library como um tributo ao meu pai. Ele era um dos homens mais sábios que já conheci, mas eu sabia no meu coração que essa incapacidade de ler provavelmente o impediu de ver todos os seus sonhos se realizarem", disse a cantora.
O alcance depende de parceiros locais. Só na região de Nashville, cerca de 50 mil crianças recebem livro todo mês, e aproximadamente 500 mil exemplares são distribuídos por ano no centro do Tennessee. Tracey Dill, diretora de impacto comunitário da United Way of Greater Nashville, explicou o raciocínio da fundadora: "Ela veio de uma família pobre. Veio de um pai analfabeto. E ela acreditava na educação na primeira infância."
O dinheiro que ela devolveu
Em 2020, Parton doou US$ 1 milhão para a pesquisa contra a COVID-19 na Universidade Vanderbilt, aporte que ajudou a financiar o trabalho que resultou na vacina da Moderna. Em 2022, recebeu de Jeff Bezos e Lauren Sanchez o prêmio Courage and Civility, de US$ 100 milhões, destinado a causas escolhidas por ela.
Sobre não ter tido filhos com Carl Dean, ela disse: "Não era para ser. Foi uma escolha. Então você faz suas escolhas, você faz seus sacrifícios."
Onde confirmar?
- CBS News — "Dolly Parton, country music legend, dies at age 80 after brief cancer battle" (agosto de 2026): cbsnews.com/news/dolly-parton-dies-age-80-country-music-star/
- WSMV Nashville — "Dolly Parton morre aos 80 anos em Nashville. "Here's what we know about her health, funeral plans and more" (25 de agosto de 2026): wsmv.com/2026/08/25/dolly-parton-dies-80-nashville-heres-what-we-know-about-her-health-funeral-plans-more/
- NewsChannel 5 Nashville — "Dolly Parton's Imagination Library has gifted more than 332 million books to children around the world" (agosto de 2026): newschannel5.com
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