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Quinze filmes disputam a vaga do Brasil no Oscar 2027, e o escolhido sai em 16 de setembro

A Academia Brasileira de Cinema divulgou em 24 de agosto a lista de longas pré-selecionados para representar o país na categoria de melhor filme internacional. Uma comissão de 15 especialistas corta a lista para seis em 9 de setembro.

Redação Brazuca News 25 de August de 2026, 11:23 1 visualizações
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Quinze filmes disputam a vaga do Brasil no Oscar 2027, e o escolhido sai em 16 de setembro
Foto: Sami TÜRK / Pexels License

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais divulgou, na segunda-feira, 24 de agosto, os 15 longas que disputam a vaga do Brasil na categoria de melhor filme internacional do Oscar 2027. O título escolhido será anunciado em 16 de setembro.

A lista mistura ficção e documentário, estreantes na direção e nomes com décadas de estrada. Entre os pré-selecionados estão “100 Dias”, de Carlos Saldanha, sobre o navegador Amyr Klink; “A Conspiração Condor”, de André Sturm, que trata das mortes de João Goulart, Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda; e “Malês”, de Antonio Pitanga, sobre a Revolta dos Malês.

Os 15 filmes da pré-seleção

A relação divulgada pela Academia traz os seguintes títulos e diretores:

  • “100 Dias”, de Carlos Saldanha
  • “A Conspiração Condor”, de André Sturm.
  • “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai
  • “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo
  • “Ato Noturno”, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher.
  • “Cinco Tipos de Medo”, de Bruno Bini
  • “Dolores”, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes
  • “Feito Pipa”, de Allan Deberton
  • “Herança de Narcisa”, de Clarissa Appelt e Daniel Dias;
  • “Malês”, de Antonio Pitanga
  • “Nosso Segredo”, de Grace Passô
  • “O Rei da Internet”, de Fabrício Bittar
  • “Papagaios”, de Douglas Soares
  • “Quando Vira a Esquina”, de Chris Alcazar
  • “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins.

Quatro dos 15 títulos têm direção dividida por duas pessoas: “Ato Noturno”, “Dolores”, “Herança de Narcisa” e, na dupla de nomes que assina cada um deles, uma mistura de diretores de ficção e de documentário.

Quem decide e em que datas?

A definição cabe a uma comissão de seleção formada por 15 especialistas com direito a voto. O grupo volta a se reunir em 9 de setembro para reduzir a lista de 15 para seis títulos. Uma semana depois, em 16 de setembro, a Academia anuncia o nome que vai representar o país.

São duas etapas curtas e seguidas, o que concentra a discussão sobre cinema brasileiro em pouco mais de três semanas. A 99ª cerimônia do Oscar está marcada para 14 de março de 2027.

A regra que tira filme de streaming da disputa

Pelas regras da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, o longa precisa ter sido exibido em sala de cinema no Brasil por pelo menos sete dias consecutivos entre 1.º de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026.

Há um corte que elimina parte da produção nacional recente: filmes que estrearam primeiro em televisão aberta, televisão fechada ou em plataformas de streaming não podem participar. A exigência de janela de cinema deixa de fora produções feitas para catálogo, mesmo que tenham alcançado público grande. Como a janela de elegibilidade só se fecha em 30 de setembro, filmes que ainda estão em cartaz no Brasil entram na conta.

Os títulos que chegam com mais peso

“100 Dias” leva ao cinema a travessia do navegador Amyr Klink e tem na direção Carlos Saldanha, nome conhecido da animação americana. “A Conspiração Condor”, de André Sturm, aborda as mortes de três figuras centrais da política brasileira do século 20 — João Goulart, Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda.

“Malês”, dirigido por Antonio Pitanga, reconstrói a Revolta dos Malês, levante de africanos escravizados muçulmanos ocorrido na Bahia. A lista ainda traz “Nosso Segredo”, primeiro longa de Grace Passô na direção, “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins, e “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai.

O que está em jogo depois de “Ainda Estou Aqui”?

O Brasil entra nesta disputa com uma estatueta na prateleira. Em março de 2025, “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, venceu o Oscar de melhor filme internacional e deu ao país sua primeira vitória na história do prêmio.

Ao receber a estatueta, Salles dedicou o prêmio “a duas mulheres incríveis”: Fernanda Torres, indicada a melhor atriz pelo papel no filme, e Fernanda Montenegro, que participa da produção e estrelou “Central do Brasil”. O resultado mudou o patamar da conversa: a pergunta deixou de ser se o Brasil consegue chegar à disputa e passou a ser qual filme sustenta uma campanha longa.

O calendário até 14 de março

Quem quiser acompanhar a corrida tem três datas para anotar. Em 9 de setembro sai a lista de seis. Em 16 de setembro, o representante brasileiro Em 14 de março de 2027, a cerimônia.

Entre a escolha e a premiação, corre o período em que o filme selecionado passa por festivais, exibições e votação dos membros da Academia americana.

Por que a corrida interessa a quem mora fora?

Para o brasileiro que vive nos Estados Unidos, a escolha define qual produção nacional tem mais chance de aparecer em sala de cinema, festival ou catálogo por aqui nos meses seguintes. Foi o que aconteceu no ciclo anterior, quando a campanha de “Ainda Estou Aqui” levou o filme a circuitos que raramente exibem produção brasileira.

A lista de 15 também funciona como um mapa do que o cinema do país produziu no último ano — dos documentários de arquivo às reconstituições históricas — para quem acompanha de longe e nem sempre tem acesso às estreias no Brasil.

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