O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 45,3% das intenções de voto no 1º turno, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 42,2%, segundo pesquisa AtlasIntel encomendada pela Bloomberg e divulgada na terça-feira (29). A diferença de 3,1 pontos fica acima da margem de erro, de um ponto para mais ou para menos. No 2º turno, porém, os dois aparecem empatados: Flávio soma 47,7% e Lula, 47,6%.
O levantamento é um dos últimos antes do domingo, 4 de outubro, quando os brasileiros vão às urnas. Para quem mora nos Estados Unidos, a eleição tem um único voto em jogo: o de presidente e vice-presidente da República.
O que a AtlasIntel mediu
A AtlasIntel ouviu 5.005 eleitores entre 23 e 28 de setembro, com recrutamento digital aleatório, de acordo com a CNN Brasil e o Correio Braziliense. O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-04391/2026.
Na comparação com a rodada anterior, feita entre 17 e 22 de setembro, os dois líderes perderam terreno. Lula tinha 45,8% e caiu 0,5 ponto. Flávio tinha 43,4% e recuou 1,2 ponto. Com isso, a vantagem do presidente passou de 2,4 para 3,1 pontos.
Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos e nulos, Lula tem 46,2% e Flávio, 43,1%, segundo o Correio Braziliense e o InfoMoney. Pela regra eleitoral, para vencer já no 1.º turno, o candidato precisa passar de 50% dos votos válidos, patamar que nenhum dos dois atinge na pesquisa.
Os outros candidatos
Renan Santos (Missão) aparece em terceiro, com 5,2%. Em seguida vêm Augusto Cury (Avante), com 2%, Ronaldo Caiado (PSD), com 1,8%, e Romeu Zema (Novo), com 0,9%. Os demais nomes somam 0,5%.
O eleitorado indefinido é pequeno nesta rodada. Brancos e nulos ficam em 0,9%, e 1,2% não responderam, de acordo com o Correio Braziliense.
No 2º turno, a vantagem some.
Na simulação de um confronto direto entre Lula e Flávio, a diferença é de 0,1 ponto a favor do senador, dentro da margem de erro. Brancos, nulos e indecisos somam 4,8%. Em votos válidos, cada um fica com 50%, segundo o Correio Braziliense.
Na rodada anterior da AtlasIntel, o quadro era inverso por margem igualmente estreita: Lula tinha 47,7% e Flávio, 47,4%, informou o InfoMoney.
A AtlasIntel também testou Lula contra outros adversários. O presidente aparece à frente de Caiado (45,9% a 43,4%), de Zema (47,4% a 41,2%), de Cury (46,2% a 36,1%) e de Renan Santos (46,4% a 28,9%).
A mesma pesquisa mediu a avaliação do governo. A desaprovação a Lula chegou a 54%, um ponto acima da semana anterior, segundo o InfoMoney.
O que dizia o Datafolha da semana passada?
O Datafolha, divulgado em 24 de setembro, mostrou um quadro parecido, com números absolutos diferentes. O instituto entrevistou 2.002 eleitores entre 22 e 23 de setembro, com margem de erro de dois pontos, sob o registro BR-00304/2026, de acordo com a Gazeta do Povo.
Na pergunta estimulada, com a lista de candidatos, Lula teve 40% e Flávio, 36%. Cury ficou com 5%, Caiado com 4%, Renan Santos com 3% e Zema com 1%. Brancos e nulos somaram 5%, e os indecisos, 2%. Na pergunta espontânea, sem lista, Lula teve 36%, Flávio 27%, e 18% não souberam responder.
No 2º turno, o Datafolha registrou Lula com 47% e Flávio com 45%, empate técnico. O presidente também aparecia à frente de Caiado (46% a 44%), de Cury (46% a 43%), de Zema (48% a 39%) e de Renan Santos (48% a 39%).
O calendário até domingo.
A propaganda gratuita no rádio e na TV do 1º turno termina na quinta-feira (1º), segundo o calendário do TSE. Debates no rádio e na televisão podem ocorrer até as 7h de sexta (2), de acordo com o Metrópoles.
No sábado (3), candidatos ainda podem fazer caminhadas e carreatas até as 22h, e as pesquisas eleitorais podem ser divulgadas até as 23h59. No domingo, a divulgação de pesquisas fica suspensa até o fim da votação, informou o Metrópoles.
Desde terça (29) e até 6 de outubro, eleitores não podem ser presos ou detidos, salvo em flagrante delito, por sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto, segundo o TSE. No Brasil, a votação vai das 8h às 17h, no horário oficial de Brasília.
O que vale para quem vota nos EUA
O eleitorado brasileiro no exterior bateu recorde em 2026: são 883.969 pessoas aptas a votar, alta de 26,8% sobre as cerca de 697 mil de 2022, segundo levantamento publicado pelo NSC Total. Boston, Miami e Nova York estão entre os maiores colégios eleitorais fora do país.
Quem tem o título registrado no exterior vota apenas para presidente e vice. O voto é obrigatório entre 18 e 70 anos e facultativo para quem tem 16 ou 17 anos, mais de 70 ou é analfabeto.
O eleitor que não puder votar deve justificar a ausência. Segundo o NSC Total, a justificativa pode ser feita pelo aplicativo e-Título no dia da eleição ou com documentos, como o passaporte, em até 30 dias depois do retorno ao Brasil. Quem não regulariza a situação pode ter a emissão de passaporte bloqueada. No calendário do TSE, o prazo geral para justificar a falta no 1º turno vai até 3 de dezembro.
O que vem depois de 4 de outubro?
Se nenhum candidato passar de metade dos votos válidos, o 2.º turno será no domingo, 25 de outubro, segundo o TSE. Nesse caso, a propaganda gratuita volta ao rádio e à TV de 9 a 23 de outubro.
O prazo para justificar a ausência nessa segunda votação vai até 8 de janeiro de 2027, de acordo com o calendário do tribunal.
Comentários
Faça login para comentar
EntrarSeja o primeiro a comentar!