Entrar
Brazuca News

A informação que conecta brasileiros e latinos nos EUA

Voltar
Economia

Inflação nos EUA desacelera para 3,5% em junho, mas núcleo segue resistente

O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos caiu 0,4% em junho de 2026, levando a taxa anual a 3,5% — recuo puxado pela gasolina e pela energia —, enquanto o núcleo da inflação, sem alimento e energia, ficou estável no mês e segue em 2,6% ao ano, pressionado por serviço e aluguel.

Redação Brazuca News 26 de July de 2026, 18:22 4 visualizações
Compartilhar
Inflação nos EUA desacelera para 3,5% em junho, mas núcleo segue resistente
Foto: solle / Pexels License

O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos caiu 0,4% em junho de 2026 em relação a maio — a maior queda mensal desde abril de 2020 —, levando a taxa de inflação anual a 3,5%, segundo o US Inflation Calculator, que usa dado do Bureau of Labor Statistics. O índice fechou o mês em 333,952 pontos.

Gasolina e energia puxam o recuo

O índice de energia caiu 5,7% no mês, com o preço da gasolina recuando 9,7% em relação a maio — o principal motor da queda mensal do índice geral. Na comparação anual, porém, o quadro se inverte: o preço da gasolina segue 26,7% mais caro que um ano atrás, e o índice de energia como um todo acumula alta de 15,7% em 12 meses, reflexo de um patamar de comparação bem mais baixo no ano passado.

Núcleo da inflação não se move

O núcleo da inflação, que exclui alimento e energia por serem categorias mais voláteis, ficou estável em junho — variação de 0% no mês —, mas acumula alta de 2,6% em 12 meses, segundo o US Inflation Calculator. É esse número que economista e formulador de política monetária mais monitoram para entender a tendência de fundo dos preços.

Alimento e aluguel seguem subindo aos poucos

O preço do alimento subiu 0,2% em junho, o segundo mês seguido de alta nesse ritmo, acumulando 3,0% em 12 meses. O custo de moradia (shelter) avançou 0,1% no mês e soma 3,3% em um ano — ritmo mais lento que o de meses anteriores, mas ainda acima da meta de longo prazo do Federal Reserve.

Serviço fora da moradia é o ponto de atenção

Análise da corretora OANDA aponta que o chamado "supercore" — serviço sem contar o custo de moradia, métrica que o Federal Reserve acompanha de perto — está em 3,67% ao ano, sinal de que a pressão inflacionária nos Estados Unidos migrou do bem físico para o setor de serviço. Para a OANDA, custo de serviço e de aluguel seguem como os principais pontos de pressão sobre o índice geral.

Divergência complica decisão do Federal Reserve

A queda do índice geral abre espaço para o Federal Reserve considerar corte de juro nas próximas reuniões, segundo a OANDA — mas a resistência do núcleo, concentrada em serviço, mantém a preocupação do banco central com a estabilidade de preço no setor. Essa divergência entre um índice geral em queda e um núcleo estagnado é o que a OANDA chama de "inflação bifurcada".

Mercado financeiro em compasso de espera

Investidor aguarda confirmação de uma trajetória de desinflação sustentável antes de apostar com mais força em corte de juro — segundo a OANDA, rendimento de título público e o dólar tendem a reagir com força a qualquer surpresa altista nos próximos relatórios de inflação.

Por que isso importa para o brasileiro nos EUA

Para o brasileiro que mora nos Estados Unidos, o recuo do índice geral pode aliviar o bolso no posto de gasolina, mas o custo de aluguel e de serviço do dia a dia — como plano de saúde, salão e conserto doméstico — segue subindo, ainda que num ritmo mais devagar. Vale acompanhar o próximo relatório de inflação para saber se o Federal Reserve realmente inicia o corte de juro discutido pelo mercado.

 

Comentários

Faça login para comentar

Entrar

Seja o primeiro a comentar!