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EUA impõem nova tarifa de 12,5% ao Brasil, agora citando trabalho forçado

Os EUA impuseram tarifa adicional de 12,5% sobre produto brasileiro, com base em suposta falha do Brasil em banir importação ligada a trabalho forçado — medida que se soma à tarifa de 25% já em vigor desde 22 de julho e pode levar a taxação total de até 37,5%. O governo Lula chama a justificativa de "manipulação" de tema de direitos humanos.

Redação Brazuca News 29 de July de 2026, 22:41 4 visualizações
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EUA impõem nova tarifa de 12,5% ao Brasil, agora citando trabalho forçado
Foto: Bilal Ahmed / Pexels License

Os Estados Unidos impuseram, a partir de 22 de julho de 2026, tarifa adicional de 12,5% sobre produto brasileiro, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — desta vez, sob a justificativa de suposta falha do Brasil em banir efetivamente a importação de bem produzido com trabalho forçado, segundo o Poder360.

Tarifa se soma à já existente.

A nova cobrança se soma à tarifa de 25% já em vigor desde 22 de julho, elevando a taxação potencial de parte do produto brasileiro a até 37,5%, segundo o Poder360.

Medida atinge 60 parceiros comerciais dos EUA.

A ação da Seção 301 atinge os 60 principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, responsáveis por 99,4% de toda a importação americana — o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, tomou a "ação final" que resultou na nova tarifa, segundo a USTR.

Taxa varia conforme compromisso do país.

A USTR aplica alíquota de 10% para país que já se comprometeu a adotar banimento de importação ligada a trabalho forçado, e de 12,5% para os demais — o Brasil ficou no grupo de alíquota mais alta, segundo a USTR.

"Único país do mundo" a banir de forma eficaz

O governo americano argumenta que "os Estados Unidos são o único país do mundo a adotar e aplicar de forma eficaz um banimento à importação feita com trabalho forçado" — a medida busca forçar o parceiro comercial a eliminar essa prática da própria cadeia de fornecimento global, no que a USTR chama de combate à "escravidão dos tempos modernos", segundo a própria USTR.

Brasil chama justificativa de "manipulação".

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a medida americana como uma forma de "manipular um tema caro aos direitos humanos" para sustentar uma "política comercial protecionista", segundo o Poder360.

Brasil aponta próprio histórico na ONU.

O governo brasileiro destaca que já ratificou 66 instrumentos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), incluindo os quatro instrumentos específicos sobre trabalho forçado — os Estados Unidos ratificaram apenas 10 instrumentos no total, e só um ligado ao trabalho forçado, segundo o Poder360.

Governo brasileiro estuda retaliação e recurso à OMC.

A estratégia do Brasil inclui invocar a própria Lei da Reciprocidade para adotar contramedida e levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC) — Lula mantém, ainda assim, disposição de negociar, embora afirme não ter recebido gesto recíproco do governo americano até agora, segundo o Poder360.

Governo brasileiro anuncia crédito para setor afetado.

O governo brasileiro anunciou R$ 18,5 bilhões em alívio de crédito para o setor afetado, dentro da fase 3 do próprio Plano Brasil Soberano, segundo o Poder360.

Por que isso importa para o brasileiro nos EUA?

Para o brasileiro que mora nos Estados Unidos e depende de produto importado do Brasil — de café a suco de laranja e item artesanal —, a nova camada de tarifa pode elevar ainda mais o preço de produto brasileiro encontrado em mercado americano nos próximos meses, à medida que a disputa comercial entre os dois países segue sem sinal de acordo.

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