O Federal Reserve manteve a taxa de juro básica dos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75% nesta quarta-feira, 29 de julho, numa votação dividida de 9 a 3 — a segunda decisão consecutiva de manter o juro parado sob a liderança do presidente do Fed, Kevin Warsh, segundo a Fox Business.
Três dirigentes regionais votam por alta.
A presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, e a presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, votaram a favor de elevar o juro em um quarto de ponto percentual, argumentando que a inflação segue acima da meta de 2% do banco central há mais de cinco anos, segundo a Fox Business.
Guerra no Oriente Médio complica o cenário.
O comitê do Fed (FOMC) citou a incerteza elevada ligada ao conflito no Oriente Médio e a inflação pressionada por choque de oferta no setor de energia como parte do próprio motivo para manter o juro parado, mesmo com a atividade econômica "se expandindo em ritmo sólido" e o emprego "acompanhando o crescimento da força de trabalho", segundo a Forbes.
"Nenhuma tolerância para inflação persistente."
Warsh afirmou que o Banco Central tem "nenhuma tolerância para inflação persistentemente elevada" e reforçou "compromisso resoluto de restaurar a estabilidade de preço", segundo a Forbes.
"Cinco anos de inflação não se curam em nove semanas."
Sobre a pressa por corte de juro, Warsh disse que o Fed "entende que cinco anos e meio de inflação acima da meta não podem ser curados em nove semanas", chamando a decisão de "especialmente prudente" neste momento de incerteza, segundo a Fox Business.
"Pedi uma boa briga de família e consegui uma."
Ao comentar a divergência entre os próprios dirigentes, Warsh chamou a votação dividida de "característica desenhada" do processo: "pedi uma boa briga de família e consegui uma", disse, segundo a Fox Business.
Corte de juro improvável neste ano.
Analista do Bank of America projeta, ao contrário, até três altas de um quarto de ponto ainda em 2026, o que levaria o juro a um intervalo de 4,25% a 4,5% — dirigente do Fed já havia sinalizado antes que o primeiro corte de juro só deve vir no segundo trimestre de 2027, segundo a Forbes.
Próxima reunião marcada para setembro.
A próxima reunião do FOMC está marcada para 15 e 16 de setembro, com nova decisão sobre o juro no segundo dia do encontro — o mercado seguirá de olho no próximo dado de inflação para tentar prever o rumo do Fed, segundo a Fox Business.
Por que isso importa para o brasileiro nos EUA?
Para o brasileiro que mora nos Estados Unidos, o juro parado em patamar elevado significa que financiamento de carro, cartão de crédito e hipoteca seguem caros por mais tempo — vale esperar sentado por qualquer alívio no custo do crédito, já que o próprio Fed sinaliza que corte de juro não deve vir antes de 2027.
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